Pelas horas do tempo não linear persigo seu rosto em todas as palavras, sílabas, frestas tento adivinhar qual será o presságio ao ouvir o vento bater à janela
ao acaso ou à sorte as linhas da minha mão migraram para a sua percorreram os hemisférios dividiram os tempos carregaram as dores inventaram um pensamento
entre os silêncios trocados na abissal tentativa do encontro o medo não existe apenas a nau constante
a pele descama e escolhe as matizes embarco nesta expedição em busca da delicadeza onde vejo os naufrágios somente quando desço às profundezas do oceano
O coronel Mauro Cid e outros militares picaretas do entorno de Jair Bolsonaro podem ser expulsos de suas corporações, a mais exposta o Exército. Algo que brasileiros que sabem ler, escrever e raciocinar desde os idos de abril de 1964 não acreditam nem lendo o diário oficial. Até hoje as expulsões só aconteceram com militares suspeitos de comunismo, a doença terminal e contagiosa no meio militar; não obstante as expulsões asseguram pensão vitalícia para a família do expulso, pois a legislação militar equipara a expulsão à morte em vida.
Portanto, é esperar e ver para crer, sempre na expectativa das reviravoltas da justiça, que uma hora sacramenta e adiante escarmenta as decisões do Estado. Pior que seja a punição não será ampla, nem irrestrita – e sempre passível de reversão, pois no Brasil a cada quatro anos o presente engole e expele o passado. Algo haverá de ser feito em nome da imagem dos militares. A dúvida é saber se o espírito de corpo permitirá que os militares cortem sua carne. Porque militares, sempre imperiais, têm-se como donos da nação.
O coronel Mauro Cid pode perder a patente ou pode ser expulso do Exército, assim como alguns gatos pingados que operaram com ele. Mas sempre teremos isentos e limpos os generais do Planalto, incluído o general Eduardo Pazzuelo, que tem as mãos sujas do sangue do covid, além daqueles que alimentaram conspirações. O velho Boris Casoy usava o mantra de “passar o Brasil a limpo”. Nem a Lava Jato conseguiu isso, pois sujou-se com o próprio sabão.
Anaïs Nin (21 de fevereiro de 1903, Neuilly, perto de Paris – 14 de janeiro de 1977, Los Angeles) batizada Angela Anais Juana Antolina Rosa Edelmira Nin y Culmell, autora nascida na França, filha do compositor Joaquin Nin, cubano criado na Espanha e Rosa Culmell y Vigaraud, de origens cubana, francesa e dinamarquesa.
Anaïs Nin tornou-se famosa pela publicação de diários pessoais, que medem um período de quarenta anos, começando quando tinha doze anos. Foi amante de Henry Miller e só permitiu que seus diários fossem publicados após a morte de seu marido Hugh Guiler. Seus romances e narrativas, impregnados de conteúdo erótico foram profundamente influenciados pela obra de James Joyce e a psicanálise. Dentre suas obras destaca-se Delta de Vênus (1977), traduzido para todas as línguas ocidentais, aclamado pela crítica americana e européia.
No filme Henry & June, Anaïs Nin foi interpretada pela atriz portuguesa Maria de Medeiros.
A contratação da Coesa Engenharia, ex-OAS, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está sob suspeita, segundo documentos da Controladoria-Geral da União (CGU).
O contrato celebrado em 2022 pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) se refere à construção de uma ponte entre Porto Xavier (RS) e San Javier, na Argentina. A obra custará cerca de R$ 220 milhões.
As suspeitas recaem sobre o modelo de contratação, feito por dispensa de licitação após duas tentativas frustradas de pregão.
A Coesa chegou a ter decretada a falência pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em junho deste ano, após inconsistências no plano de recuperação judicial. No entanto, em agosto, o ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça, concedeu liminar que suspendeu a decisão.
A CGU aponta que, no contrato entre Coesa e DNIT, “não restou demonstrada nos autos a inviabilidade da repetição do certame nem a potencialidade de eventual prejuízo à Administração se ocorresse nova licitação, portanto, constituindo-se uma situação de fragilidade de que essa foi regularmente processada”.
O órgão acrescenta que o processo pode ser considerado ilegal a partir de orientação do Tribunal de Contas da União.
A CGU também aponta que não foram fornecidas informações suficientes sobre os recursos para execução da obra – que, pelo cronograma estipulado, deve ficar pronta até 2027. Segundo o relatório, a obra pode seguir o roteiro usual de começar e não acabar.
Em fevereiro, já sob Lula, o Ministério dos Transportes anunciou a assinatura da ordem de serviço para a elaboração do projeto e execução da obra durante visita do presidente à Argentina.
A Coesa, antes OAS, foi uma das empreiteiras alvos da Operação Lava Jato e tem uma dívida de cerca de R$ 4,5 bilhões. A construtora chegou a ter 120 mil funcionários e, segundo as investigações, fazia parte do chamado “clube vip” de empreiteiras junto com a Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e UTC.
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