Principal articulador para a entrada do PP no governo, Arthur Lira (PP-AL) está incomodado com o fato de o lançamento do PAC ocorrer antes da definição do ministério que seu partido irá ocupar no governo e em que configuração.
O presidente da Câmara teme que, ao chegar ao governo, o futuro ministro do PP encontre as prioridades do PAC já fechadas e engessadas. Ele deve cobrar da articulação de Lula que as ações do programa de obras não estejam todas fechadas para este ano.
Um dos objetivos de o PP, ao entrar no governo, é ajudar a legenda na ponta, com ações que impactem diretamente o eleitor, principalmente num ano pré-eleitoral. O PAC é o tipo de programa que afeta diretamente o dia a dia das cidades.
Ao entrar no governo, Lira quer que seu futuro indicado —o deputado André Fufuca (PP-MA)é o mais cotado— possa influenciar as decisões de investimentos de sua pasta.
Lula vai lançar o novo PAC na sexta (11) no Rio de Janeiro, com agenda programada com o prefeito Eduardo Paes (PSD), que concorrerá à reeleição.
O presidente, porém, pretende só retomar a análise de onde vai acomodar os aliados na próxima semana, na volta a Brasília.
Os evangélicos estão evangelizando, os pintores estão pintando, as evidências estão na cara, as florestas estão florescendo, so bêdabos estõa bedenbo, o infinito está acabando, o inferno está infernizando, a perfeição está desesperando, o perigo está perigando, o retorno está voltando, o resultado está resultando, os direitos estão entortando, os inconscientes estão conscientizados, os intérpretes estão interpretando, e tudo o mais vai nesse longo e tortuoso vir-a-ser que nunca é e que deixa um talvez gravado na porta do templo do Tempo, sem se comprometer.
Agora, como já é depois, tanto faz ser amanhã. Ninguém suspeita dos suspeitos, nem atira pra matar. Queremos o bandido Tempo vivo pra ser linchado por toda a Eternidade. Tudo está sendo armazenado em buffer, calma! Assista aos melhores momentos pinçados de 10 mil anos de História.
Veja o quanto estamos desatualizados na maneira como fazemos a História. Poderíamos ter colocado a quadriga na frente dos corcéis, o arado na frente dos bois, o motorista na frente do carro, o piloto na frente do avião, o matador na frente da metralhadora, o lançador na frente do míssil. E tudo seria diferente. A História, como está aí, é apenas um jeito de você poder voltar pra casa à noite e encontrar a casa. Um traçado rígido de meridianos, paralelos, trópicos, longitudes, latitudes.
Não, isso é Geografia. A História se passa mais adiante, em tela panorâmica, com som e efeitos especiais. Nem se aproxime. Área proibida. Só para atores, diretores e todo o staff da produção. Pegue a estrada. Saia da mira. Conserve a direita. Não converse com o motorista. Em caso de parada entre um andar e outro, acione o alarma. E se jogue no poço do elevador. Sorria, você está sendo detectado e deletado.
*Rui Werneck de Capistrano é autor de qualquer coisa
O petista Jerônimo Rodrigues, governador da Bahia, promete investigar “eventuais abusos” nas 25 mortos em operações da PM entre 28 de julho e 5 agosto. “Eventuais” é a PQP! Morticínio nenhum é eventual nessa quantidade. Esse cara merece o mesmo tratamento que por muito menos – 14 mortes pela PM – recebe o bolsonarista Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo. Ou vamos passar pano apenas porque um é companheiro e o outro é genocida? Genocida por genocida, o companheiro baiano é eventualmente pior que o bolsonarista paulista pela simples e objetiva evidência da quantidade. Depois da queda de Bolsonaro e a ascensão de Lula o Brasil passou a viver a verdade boa e a mentira ruim, nunca o ruim e o bom pela objetividade daquilo que representam. Aqui a verdade relativa é siamesa da banalidade do mal.
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