A Demissão – 19 horas – Examinando o script, FranciscoCuoco descobre que é Carla Camurati, no papel de uma empregada doméstica na mansão de dois mafiosos presos pela polícia. Desesperado, agarra Armando Nogueira que passa pelo corredor e exige uma nota de esclarecimento no Jornal Nacional.Camargo, ainda no camarim, finge indiferença. Pedro atira o iogurte na cara de Laurinda e sai pela culatra. Jacinto volta da Europa e encontra todo o elenco da novela de malas prontas. Reage. É demitido. Confusão. Celeste finalmente recupera a visão e se atira do décimo andar. Vespúcio tenta atravessar a Avenida Paulista. O sucesso o espera do outro lado, num boteco suspeito. Sobem as passagens de avião. Terror. Há rumores de demissão de diversos ministros.
Romeu Zema e Eduardo Leite, governadores de Minas e Rio Grande do Sul, propõem a frente do Sudeste contra o Consórcio do Nordeste. Os cometas de Bolsonaro contra a galáxia de Lira, Renan, Collor, Arraes, Sarney, Dino, Barbalho, Jucelino Filho, para citar a maior e mais ordenhada na via láctea da Viúva. Depois da república do café com leite vem a do pão de queijo com picanha.
O ministro Fernando Haddad (Fazenda) teve duas conversas na semana passada com Arthur Lira (PP-AL). As prioridades do ministro têm feito com que tente furar o bloqueio dos interesses de cargos do presidente da Câmara.
É sabido que o arcabouço fiscal, travado na Câmara, e a reforma tributária são sempre temas para Haddad, mas não apenas. O ministro da Fazenda tem se dedicado em contrapor ao lobby das bets, como são chamadas as empresas de apostas esportivas on-line. Haddad tenta segurar a alíquota de 18%, como enviou o governo, enquanto as empresas tentam diminuir.
Outro tema a que se dedica é a taxação dos super-ricos, que obtêm rendimentos em fundos exclusivos de investimentos.
As duas ações são fundamentais para que o ministro cumpra a meta fiscal sem aumentar impostos de maneira generalizada. Lira sabe. E mantém uma boa relação com Haddad. Só não faz promessas.
O presidente da Câmara espera para as futuras negociações com o governo.
Nireu Teixeira (1929-2008) – Curitibano, jornalista e advogado, Nireu José Teixeira foi secretário de redação do Correio do Paraná, na época áurea dos jornais diários. Procurador municipal, exerceu os cargos de chefe de gabinete e secretário de governo de Jaime Lerner. Conhecido por sua habilidade musical com a caixinha de fósforos, deixou dois livros de crônicas: Espeto Corrido e Espeto Corrido II.
Dezenas de autores, todos já falecidos, não demonstraram interesse em participar da Academia Paranaense de Letras,por diversos motivos: porque achavam que a entidade não os representava (por motivos estéticos, ideológicos ou por diferenças pessoais com acadêmicos), por proibição estatutária (caso da presença feminina), por viver longe do Paraná, por timidez do escritor ou por desinteresse da própria Academia em estimular possíveis candidaturas. Sem esquecer que o limite de 40 membros sempre se mostrou um permanente limitador. Entre esses, selecionamos dezenas de nomes que fizeram parte da vida científica e cultural do Paraná, sem passar pela nossa instituição. Exceto Júlia Wanderley, autora de artigos e textos diversos, mas sem obra em volume, os demais tiveram livros publicados. Outros nomes podem ser sugeridos.
Perdeu-se a arte de bater carteiras e desaprendemos a aplaudir sentados, mas está de volta o estrogonofe
Começou há algumas semanas, quando me gabei de ter sido um grande chutador de tampinhas, daquelas de refrigerante, soltas nas calçadas. Dias depois, um leitor perguntou se eu era capaz de dar o piparote com o sapato na borda da tampinha, fazê-la subir e matá-la no peito do pé. Humilhado, tive de confessar que não. E, agora, outro leitor, para meu opróbrio supremo, escreve para dizer que no peito do pé era fácil —ele queria ver era se o sujeito fazia, como ele, a tampinha pousar no lado do pé. Tudo isto porque observei que, por falta das próprias, ninguém mais chuta tampinhas pelas ruas.
Muita coisa deixou de existir por falta de matéria-prima. Por exemplo, ninguém mais escorrega em cascas de banana. Continua a chover, mas não se usam mais galochas. Ninguém mais cheira rapé ou sopra chicletes de bola. Ninguém mais usa boina, só boné, e, mesmo assim, ao contrário. Artigos de primeira necessidade como o pote de goma arábica, o mata-borrão e a espátula para abrir cartas deixaram de existir. Ninguém mais lambe selos para pregar no envelope. Eu próprio há anos não lambo um selo e não escrevo ou recebo uma carta.
Velhos hábitos desapareceram. Desaprendemos, por exemplo, a aplaudir sentados. Qualquer showzeco nota 3, se aplaudido, é hoje aplaudido de pé. Em breve, teremos de plantar bananeiras para premiar uma performance verdadeiramente genial. E perdeu-se de vez a arte de bater carteiras. Os atuais meliantes não se valem mais de dedos leves e hábeis para subtraí-las de nossos bolsos. Vão direto de trabuco no nariz, até porque, com o celular e o pix, já quase não se usam carteiras. .
Em compensação, coisas há muito dadas como extintas estão voltando espetacularmente. Uma delas é o bigodinho, fora de moda há uns 70 anos. Os garotos voltaram a jogar bafo com as figurinhas. E até o estrogonofe voltou.
Houve quem dissesse que, um dia, voamos no Morcego Negro, o jatinho do PC Farias, às expensas do governo Collor: eu, Sergio Mercer e seu bandoneon imaginário rumo ao Planalto Central. Fosse verdade e teria sido uma viagem inesquecível pelo que posso imaginar. Mas pouco acrescentaria ao que tenho para contar acerca dessa que foi nossa maior peripécia.
Alguns anos antes da aventura que nos levou aos bastidores da República do Jet-Ski, é preciso que se diga, eu já havia viajado muitas vezes em companhia do Mercer. Foram viagens mais pedestres, mas justamente por isso muito mais divertidas do que nossa fugaz experiência com o chamado Poder.
Que ante-salas ministeriais poderiam ter sido mais luminosas do que todos os bares por onde acompanhei o cantor e dançarino Sergio Mercer em turnê de uma noite, apresentando impagável improviso jazzístico do samba “Emília”? Que passeio entre repartições públicas teria sido mais inspirador do que nossas freqüentes viagens entre as Mercês do Bar Botafogo e o Bacacheri do Bar Sem Nome?
Nenhum evento da Esplanada, por certo, mais me emocionaria do que ver sair do forno a extraordinária “Marcha do Porco Chauvinista”, interpretada pela dupla de autores, & Mercer & Solda, no Bar Rei do Siri. Ou, então, o tango tragicômico que, se a memória curitibana merecer confiança, terá imortalizado esse já desaparecido bar.
Os comediantes federais nada teriam para me oferecer de mais engraçado do que o convite feito pelo Presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Sergio Mercer, para eu escrever, em 30 dias, a revista musical de inauguração do Teatro de Bolso em homenagem aos comediantes municipais.
Qual job publicitário proveniente dos meandros da Casa da Dinda poderia ser mais desafiador do que ajudar a dar forma à campanha do “Coração Curitibano”, criada pelo Mercer, Solda e pelo Zanoni para o nosso amigo Jaime Lerner?
Em suma, não precisávamos de Brasília para nada. No entanto, ela passou a fazer parte do nosso destino no exato momento em que Alceni Guerra assumiu o Ministério da Saúde e o curitibano Heitor Gurgel do Amaral Valente Neto tornou-se seu assessor especial.
Heitor queria uma grande idéia para a gestão do Alceni e, por isso, resolveu promover um brainstorm na Capital Federal, reunindo Sergio Mercer, Antonio de Freitas, Cleto de Assis e eu. O encontro aconteceu na casa do Cleto, que nos hospedou e recebeu a parte paranaense da República as Alagoas com um jantar capaz de arrancar suspiros do Barão de Tibagy.
Naquela circunstância, nosso grupo já havia constituído um pool e o tal do brainstorm não passara da idéia de abrir em nossas cabeças o job psicológico que, sumariamente, solicitava uma proposta de impacto que desse notoriedade ao Ministro da Saúde.
No dia seguinte, vencida a ressaca e com esse job dormindo em alguma dobra da alma, Sergio Mercer e eu embarcamos em um avião da Varig com destino a Curitiba. Em dado momento da viagem, o Mercer sugeriu que pensássemos em algo para as crianças. Eu olhei para ele e provoquei: que tal um Ministério da Criança?
Bem, não é preciso dizer que aterrisamos em Curitiba com o Ministério da Criança completamente concebido. Antes de nos despedirmos, o Mercer lembrou que seria prudente conseguirmos um japonês que transformasse aquela idéia em um projeto. Respondi que não seria necessário, pois eu mesmo poderia fazer esse trabalho.
Solda, numa tarde tórrida no Barrio Gótico em Barcelona Carmen Lúcia e eu entramos no botequim Los Picantes e nos entupimos de viño blanco heladito e pulpo a valenciana. O proprietário, Señor Urtiga y Basset, de maus bofes, nos tocou desalmadamente do local para poder hacer la siesta tranquila. Foi o fim da picanha como dizia um amigo italiano. Era 1985, século XX. D.C. Amplexos, Dico Kremer
Coragem – Compro ou alugo. Dou como garantia 18 anos da mais absoluta covardia. Não aceito ousadia nem perspicácia. Tratar com Rutildo – Rua Trindade, s/n – Ilhéus/BA.
Aviso – Quem avisa, amigo é. – Avisador Misterioso – Londrina/PR.
Mãe – Em ótimo estado, pura como um anjo, cabelos encaracolados, meio gordinha. Não surra ninguém, cozinha pra chuchu e abre a porta pra gente de madrugada. Vendo ou troco por tia bem apanhada que saiba engomar camisas e cuecas. Falar com Romão, no Bar Peixe Frito – Rua Anatole France, 123 – Castro/PR.
Bicho-de-pé – Para senhoras e cavalheiros, de todas as espécies. Não vicia, não tem contra indicação e dá saúde e alegria, além daquela coceirinha gostosa no dedão. Temos também a última novidade européia, que é um bicho-de-pé sentado, em diversas cores e tamanhos. Atendemos aos sábados e domingos, depois do Programa Sílvio Santos. Tratar com Vadico – Rua Cristo Rei, 240 – Curitiba/PR.
Problemas – Resolvo todos, desde palavras cruzadas até equações complicadas e brigas de rua. Salete. Rua Caramaí, 11 – Itú/SP.
Aviso – O cão é o melhor amigo do homem, quando a onça não está por perto. Avisador Misterioso – Londrina/PR.
Bicicleta – Jogador de futebol, 35 anos, especialista em gols de bicicleta, oferece-se para trabalhar em qualquer time que esteja precisando desse tipo de atleta. Faço gols de escanteio de olhos fechados. Sebastião “Foguetinho”- Rua Ases de Cataguases, 456 – Alfenas/MG.
Surro! – A primeira pessoa que aparecer na minha frente cantarolando essas musiquinhas idiotas de baiano! Eu baixo o cacete! Eu mando ver! Música caipira também não é comigo! – Avisador Misterioso – Londrina/PR.
Tijolos – Educadíssimos. Andam sempre juntos. Em jantares pedem sempre filé de badejo com batatas e purê de espinafre. Alugamos. Olaria do Thadeu – Rua Caifás – Itú/SP.
Aviso! – Não se deve cutucar a onça com vara curta – Avisador Misterioso – Londrina/PR.
Marilda – A chave está debaixo do vaso de dinheiro-em-pencas, na área. Se você chegar antes de mim, esquente o feijão. Talvez eu leve alguma carnezinha pras crianças. Ernesto Barraí – Rua Portugal, 456 – Curitiba/PR.
Pirâmide. – Em perfeito estado, localizada no Egito, cercada de areia por todos os lados, três quartos, suíte, 1.028 salas, 3.450 banheiros e garagem para 14.000 carros. Totalmente financiada em 40 séculos, entrada parcelada. Imobiliária Quéops – Rua Ivaí,s/n – Itararé/SP.
Aviso – Os últimos serão os primeiros, mas a porta já estará fechada. – Avisador Misterioso – Londrina/PR.
Aviso – Dize-me com quem andas e direi se vou contigo. – Aparício Torelly, Barão de Itararé, A Manha – Rio de Janeiro/RJ.
Guarda-chuva – Vendo, de porte médio, meio gago e meio bobo. Aceito figurinhas carimbadas – Pinga, Dida, Olavo e Canhoteiro – como parte do pagamento. Herman Del Catita – Rua Santo Inquérito, 34 – Alegrete/RS.
Pacotes – Não guardamos a fim de evitar embrulhos. Bar Fecha Nunca – Rua São Pedro, 240 – Itararé/SP.
Garrafa Térmica – Estranhíssima, porém ótima pra quem gosta dessas coisas. fala francês e italiano. Pula da mesa às três e meia da tarde e muda de cor assim que o relógio marque hora cheia. Fez cursos de conservação de líquidos em Tarétsias. Troco por comleção completa da Revista do Rádio. Eliete C. Abril – Rua Sarongue, 123 – Sengés/PR.
Pão de Açúcar – Vendo. Excelente localização. Preço a combinar. Aceita-se o Cristo Redentor como parte do pagamento. César Stradivarius – Rua Morgue, 2 – Alfenas/MG.
Óculos – Claros e escuros, todos com vista para o mar. Ótica Mirabel – Rua dos Alemães, 34 – Joinville/SC.
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