Sabe aquele saiote dos escoceses, o kilt? Eles não usam nada por baixo, tipo cueca, calção, meia calça, cueiro ou fraldão. Como o kilt não tem bolsos, os escoceses carregam na cintura uma bolsa de couro, localizada estrategicamente na região da ilharga. A bolsa segura o kilt para que o vento não o levante e, cobrindo o rosto dos escoceses, exponha-lhes a nudez. A bolsa sobre o kilt chama-se sporran. Lamento, mas não sei traduzir sporran. Mas tenho uma vaga ideia.
Ratinho Jr. (PSD) está todo faceiro com uma pesquisa de opinião pública. O levantamento, feito pelo IRG, diz que 79% dos paranaenses acham joinha que o Paraná tenha decidido manter (e na verdade ampliar) o programa de escolas cívico-militares mesmo depois de Lula ter encerrado o programa nacional.
O ponto é que a escolha popular nesse caso não deveria ser o fiel da balança. Educação é uma coisa séria e que não deve ser decidida como um paredão do Big Brother. Claro: o eleitor já se pronunciou sobre Ratinho e o governo tem legitimidade pra ir por esse caminho. Mas seria bom tomar essa decisão pensando em critérios pedagógicos, e não em critérios demagógicos.
Pensa num resultado absurdo de uma pesquisa sobre educação (na minha cabeça, esse já é bem problemático, mas vamos radicalizar). Se 80% quiserem a volta da palmatória, fica como? Implantamos? E se a maioria achar que não devemos mais perder tempo com Humanidades, é esse o caminho que a gente deve seguir?
A linha Retta é a distância mais curta entre dois pontos. Para Retta Rettamozo, do Condomínio da Palavra, nossa antena da raça, que me ensinou o caminho das pedras.
A indicação de Marcio Pochmann para o IBGE, feita à revelia da ministra do Planejamento, Simone Tebet, tem sido usada por petistas como pretexto para criticar a própria ministra.
Não é a primeira vez que o PT tenta fritar Tebet, isso acontece desde a transição de governo. A ministra foi uma das últimas confirmadas por Lula, mesmo após seu apoio ao presidente ter sido decisivo no segundo turno da eleição de 2022.
O que desagradou desta vez alguns integrantes do partido foi a reação de Tebet à confirmação de Pochmann para o cargo, nesta quinta-feira (27). Mesmo após o anúncio feito na quarta-feira (26) pelo ministro da Secom, Paulo Pimenta, Tebet ligou para Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais) para confirmar o que já havia sido publicizado.
Os petistas consideram ainda que Tebet deveria ter defendido publicamente a escolha de Pochmann, um economista bastante criticado fora do PT. Acreditam nisso, apesar de a ministra ter tido de aceitar uma nomeação de fora, para um órgão ligado ao seu ministério.
O episódio reacendeu a oposição à ministra, vinda especialmente das alas petistas mais à esquerda. Apesar de ter uma boa relação e o apoio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Tebet é tida como “liberal demais” por esses setores, que guardam mágoa desde o impeachment de Dilma Rousseff em 2016, que Tebet apoiou.
Com Lula, como mostrou o Bastidor, a ministra só teve uma reunião nesses primeiros meses de governo. As demais que participou foi acompanhada de outros ministros. A deputada federal Gleisi Hoffmann, por exemplo, foi recebida mais vezes .
“Não havia razão para Michel ficar triste naquela manhã (o patifezinho); todo mundo gostava dele (o canalha). Tinha toda a noite de um dia duro aquele dia, pois Michel era um dos Vigias de Olho de Falcão. Sua mulher, Bernnie, muito controlada essa senhora, tinha embarulhado seu desjejunto mas ele ainda estava triste. Era estranho para alguém que tinha com quem e uma mulher muito bem. 4 da manhã quando seu fogo estava ardindo lapido um politchau estava por alali matatando o tempto.
– Bomdiadia, Michel, o poilitchau disse Circe porque era murdo e súbito e não podia Dirceu. – Como vai sua excelentíssima esponja, Michel, Dirce o politchau. – Calabouço sobre esse assunto! – Pensei que fossê você murdo e súbito e não pudesse Dirceu, disse o politchau. – E o que é que eu vou fazer agora com todos os meus livros murdos e súbitos?, disse Michel, sacando rapidamente seu problema com um tiro certeiro.”
“Um Atrapalho no Trabalho”. Foi o título em português da compilação dos únicos dois livros de John Lennon: “In His Own Write” (1964) e “A Spaniard In The Works” (1965). O livro foi lançado pela editora Brasiliense em 1985, traduzido e adaptado por Paulo Leminski. Raríssimo.
Balançou. Duas pessoas e a intimidade. Isso intimida. O único som que a chuva trazia ontem era black-black-black. Do ping-ping-ping, romântico e aconchegante ficou apenas o som oco escurecendo minha alma. Black-out. Minhalma. Miau de gato perdido na chuva. Clichês sem vestimentas evolucionárias enfatizando a dança dos significados, remoendo restos e rebotalhos de agruras mal-passadas.
Depois que escoou o nosso riso, ao telefone, tal e qual um rio raso em mar profundo, senti que não dava mais pé e faltava ar. Barbara Black, PhD, from Cambridge, havia me desarmado com mãos de soldado treinado para desativar minas. E com humor digno de Groucho Marx. E isso me doía mais – humor dói. ‘Estão mentalmente enfermos os que, afetados por uma doença séria, não sentem dor.’ Por Hipócrates, era bom exemplo. Por exemplo, era bom Hipócrates. Quem amiga, aviso é. Meu cérebro era o coração. Levei The Stress of Life, de Hans Selye para a poltrona e o castiguei com duas horas de leitura ininterrupta. Nosso meio ambiente é apenas acúmulo de eras passadas, camadas sobre camadas, restos de dinossauros e pterodátilos. Caminhamos sobre antigos corações esmagados por amores findos. Seremos restos para seres do futuro. Escavarão minhas mágoas, meus sentimentos mal resolvidos. E só acharão jeans e tênis. E tampinhas de cervejas.
Não tive coragem de pegar ao telefone. Ele pesava mais de uma tonelada. E estava grampeado pelos fantasmas que infestam as relações humanas. Eles ouviam as conversas e riam a plenos lençóis. Por causa de uma deformação perceptiva congênita, não pude saber o que eles deduziram do meu sentimento em relação a Barbara Black, Ph.D. Fromm, sempre ele, me diz que amar não é fácil. O objeto desejável, a gente sempre acha que deve ser o melhor disponível no mercado. Tudo à base de troca. E, se possível, com lucro. Amar requer conhecimento e esforço. O lucro é o dispêndio de esforço para obtenção do conhecimento. Fall in love é cair em tentação. Ó, divagações em contrário, ajudai-me!
Toca o telefone. Meu coração para. Estarei morto? Ou apenas debaixo dos escombros, respirando fuligem? Não é Barbara, Ph.D., é apenas um engano dos mais enganadores. Telemarketing.
*Rui Werneck de Capistrarno é grande mas não é dois.
Os descaminhos do enxadrista que foi ex-juiz e ex-ministro e, agora, pode se tornar um ex-senador
O enxadrista Sergio Moro voava alto. O juiz corajoso que jamais pedia escusas à corrupção tinha aura de super-herói.
As delações premiadas revelaram um amplo esquema de corrupção que levou até empreiteiros para a cadeia. Os embates com Lula lhe conferiam mais poder que a seu antagonista. A prisão de Lula, que liderava as pesquisas eleitorais, mudou o jogo político.
Mas já dizia o ditado, o homem é o Moro do homem.
Algumas pistas já apontavam a um caminho questionável, como a divulgação bombástica de um telefonema de Dilma para Lula. Fora a fama repentina de Bessias, a isonomia de Moro permanecia ereta.
Mas já dizia o ditado, o homem é o Moro do homem.
Eis que o incólume magistrado resolve se dedicar integralmente à política. Sergio Moro aceita o convite para ser superministro do candidato que venceu as eleições disputadas sem Lula, que foi preso por Sergio Moro. Fora a rejeição da esquerda, o superministro irrigou o coração de milhões de brasileiros com a redentora esperança. Agora, pensavam, o combate à corrupção chegaria à raiz do problema. Moro estava cotado para o STF.
Mas já dizia o ditado, o homem é o Moro do homem.
as reportagens publicadas pelo The Intercept Brasil levantaram suspeitas de que o juiz Sergio Moro tinha agido de forma parcial no julgamento de Lula. As reportagens, apelidadas de Vaza Jato, sugeriam que Moro passou informações privilegiadas, orientou, deu conselhos e serviu cafezinho aos antagonistas de Lula. O ex-juiz questionou a autenticidade das mensagens e garantiu a imagem ao trabalhar no pacote anticrime.
Mas já dizia o ditado, o homem é o Moro do homem.
Destratado por Jair Bolsonaro em reuniões, Sergio Moro foi perdendo espaço no governo. Mas convocou uma entrevista coletiva para fazer graves denúncias de interferência do presidente. Fora a antipatia da esquerda e dos bolsonaristas, milhões ainda pensavam que Moro não se curvaria a nenhum tipo de corrupção.
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