O Museu Oscar Niemeyer (MON) oferece ao público uma visita mediada à exposição “Serguei Eisenstein e o Mundo”, com o curador Luiz Gustavo Carvalho, no dia 19/7, às 15h. A mostra está em cartaz na Sala 11. A atividade será gratuita, aberta ao público. Para participar, basta comparecer ao local no horário previsto.
“Serguei Eisenstein e o Mundo” comemora os 125 anos de nascimento do cineasta russo. Por meio de um conjunto de desenhos, esboços, fotografias, caricaturas, projeções e objetos, a exposição apresenta parte do processo criativo de um dos diretores mais inovadores e pioneiros da história do cinema. Serguei Eisenstein influenciou grandes cineastas e revolucionou o mundo das imagens com suas múltiplas linguagens.
A exposição retrata o universo de um dos nomes mais revolucionários da arte no século XX a partir da sua obra gráfica. Composta por cerca de 200 obras, tece, através de esboços, fotografias, caricaturas, projeções e objetos, diálogos com acontecimentos e culturas que influenciaram o artista no seu processo criativo: do teatro Kabuki às culturas pré-colombianas, da Revolução Russa à Haitiana.
Entre elas, estão obras de arte asiática, gravuras e máscaras, que pertencem à coleção permanente do Museu Oscar Niemeyer. Também fazem parte da mostra obras de arte africanas doadas pela Coleção Ivani e Jorge Yunes (CIJY) ao MON em 2021, confirmando a transversalidade do acervo do MON às exposições temporárias que a instituição realiza.
SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.
Serviço: Visita mediada à exposição “Serguei Eisenstein e o Mundo”, com o curador Luiz Gustavo Carvalho|Dia 19/7, às 15h|Atividade gratuita. Para participar, basta comparecer ao local no horário previsto.
Existe algo mais brega do que um rico roubando? Algo mais chique do que um pobre honesto? É sobre isso que a pessoa quer falar, apesar de tudo que está acontecendo. Porque só o bom gosto pode salvar este país.
Documentário sobre a vida do fotografo mais famoso da República Tcheca: Jan Saudek, é o tema dessa biografia caleidoscópia e muitas vezes chocante feita por seu amigo e colega Adolf Zika. Com um piscar de olhos, Zika narra um drama cheio de vida e labuta de um artista controverso que, embora pouco conhecido no Brasil, desfruta de um fama internacional ao longo de seus 50 anos de carreira. Saudek pinta a mão fotografias de tons sépia, deixando-as com uma aparência de Séc. XIX, mas definitivamente usa de uma sensibilidade pós-moderna.
Fotografando seus modelos tanto vestidos como despidos, onde ora ele captura momentos de um encanto radiante, e ora de bizarrices excêntricas – os críticos dizem ser libertinagem e amor ao mesmo tempo: Uma mulher com um vestido branco de noiva, caminha com duas garotinhas nuas em uma paisagem industrial e sombria. A nobre auréola de um bebê sobressalta-se sobre o ombro de um homem musculoso e nu. Uma contorcionista nua com as pernas cruzadas atrás do pescoço aos pés de um homem vestido sentado em uma poltrona. Três mulheres vestidas como putas tocam instrumentos musicais em uma imagem, então elas aparecem nuas, com expressões levianas e os intrumentos em repouso, como se fossem seus acompanhantes.
Os governadores de São Paulo e Paraná discordam de Lula e não só mantêm como aumentarão o número dos colégios cívico-militares. Pura jogada eleitoral. Querem herdar o espólio golpista de Jair Bolsonaro e seus votos na eleição presidencial, eventualmente numa dobradinha café-com-café, improvável e votada ao fracasso – pelo menos no caso do Paraná. Aquela coisa dos políticos, que rejeitam a história, o progresso e a evolução em nome do interesse pessoal e eleitoral. Eles mais os fascistas que os elegem, gente que esquece de Tiradentes e ergue monumento para Joaquim Silvério. Agora os dois Estados, e outros no mesmo diapasão, irão formar os guerreiros para nossas guerras do Paraguai.
O argumento, inconsistente e falso – pelo menos do melhor falante dos dois, o de São Paulo – é da qualidade do ensino dos colégios militares. Tarcísio estudou num deles, chegou a capitão-engenheiro do Exército. Onde Ratinho Júnior estudou não faz diferença, já que seu discurso é evidência suficiente de seu pensamento – ou da aparência dele. Tarcísio envereda pela falácia da mentira, enaltecendo os colégios militares pela qualidade do ensino. Já que é governador, tem tudo para melhorar a qualidade do ensino dos colégios apenas cívicos, esses que educam o povo não militar. Mas quem percebe a diferença, a nuance do raciocínio – capenga, escancarado na fala premissa – de que o ensino militar é melhor que o ensino civil?
Basta imaginar a passagem do ex-capitão por Brasília se ele tivesse um partido majoritário no Congresso
O sistema político brasileiro não é visto com bons olhos pela imensa maioria dos acadêmicos e dos jornalistas. Uns e outros buscam persuadir os leigos de que nada ou muito pouco presta no presidencialismo de coalizão, corolário de um sistema partidário notoriamente fragmentado. Em especial, investem contra a partilha de ministérios e cargos de primeiro escalão, vital para a formação da base governista no Congresso, e a política de liberação de recursos para emendas parlamentares, que azeita a aprovação de projetos de interesse do governo.
Muitos julgam ainda excessivo o poder dos governadores em assuntos nacionais. E se dizem preocupados com a judicialização das disputas políticas e o protagonismo das instituições judiciais, particularmente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Para os críticos, esse sistema emperra decisões; baseia-se em caro toma-lá, dá-cá; dificulta a adoção de reformas importantes; e multiplica as oportunidades para a apropriação indevida de recursos públicos —a velha e onipresente corrupção.
Talvez seja hora de contrapor às críticas as vantagens de um sistema que impede a concentração excessiva de poder no Executivo, bem como o governo de um único partido majoritário. Em consequência, obriga à negociação entre interesses diversos, à busca de consensos e, nesse processo, favorece soluções moderadas. Por último, o mais importante: o seu papel como dique de contenção a arroubos de um mandatário com vocação autoritária.
No passado recente, foram essas as instituições que impediram Bolsonaro de exercer seu despotismo, limitando o estrago de suas políticas destrutivas. Basta imaginar o que poderia ter sido a passagem do ex-capitão por Brasília, tivesse ele um partido majoritário no Congresso; a prerrogativa de indicar prepostos para administrar regiões sem autonomia frente ao governo central; e, por fim, contasse com um Judiciário subjugado.
É esse arranjo tido como mal-ajambrado, no qual a negociação política é tão crua quanto aberta, que tem permitido, pela busca de convergências, definir novas regras fiscais e a tão esperada Reforma Tributária. E mais do que permitir, requer um governo disposto e capaz de dialogar para chegar ao que a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, em recente entrevista ao jornal Valor, chamou de solução “meio-termo” ao tratar do controverso marco temporal para a demarcação das terras indígenas. Afinal, meio-termo, negociação, moderação, construção de consensos são alguns dos tantos nomes da política democrática. Antes assim.
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