
Publicada pela Tulipas Negras, a obra traz 13 narrativas inéditas em 98 páginas. O desenho da capa é de autoria de Simon Taylor. Cápsulas, bifurcações e overdrive custa R$ 50. A entrada é gratuita.

Publicada pela Tulipas Negras, a obra traz 13 narrativas inéditas em 98 páginas. O desenho da capa é de autoria de Simon Taylor. Cápsulas, bifurcações e overdrive custa R$ 50. A entrada é gratuita.
Firmino Garcia Meza y Gasset relata as aventuras do índio Chiuchiu Figatil, tentando resistir às tentações do capitalismo selvagem, mesmo que isso lhe custe a própria vida ou as plantações de coca na Bolívia. O bravo herói percorre as páginas de “A Beterraba Assassina” procurando respostas para o vazio da existência da Polícia Federal, a violência no futebol e as modernas técnicas de dinamização dos remédios homeopáticos. Narrativa forte, estilo agressivo e traficantes perigosíssimos: eis os ingredientes de Garcia Meza y Gasset.
Em 1995, entrevistei um cientista social, de 50 anos, que havia acabado de chegar do Japão. Ele me confessou que havia tido o melhor sexo da sua vida com uma máquina que realizou todos os seus desejos e lhe deu um prazer que ele nunca havia sentido antes. E ainda prognosticou: “Em breve, os jovens não vão querer mais fazer sexo como nós fazemos”.
No livro “Tudo o que você não queria saber sobre sexo”, de 2012, escrevi a seguinte conclusão que pode ser vista como uma profecia que se cumpriu:
“Eu costumo dizer, em minhas aulas, palestras e textos, que homens e mulheres estão mais parecidos do que nunca, que até poderíamos falar em ‘genderless’, que as diferenças de gênero estão desaparecendo, e que existem, cada vez mais, homens românticos e sensíveis, e mulheres competitivas e agressivas, homens fiéis querendo casar e mulheres querendo sexo sem compromisso. Costumo brincar e dizer que as diferenças entre homens e mulheres não chegam a 20 centímetros…
Também digo que, em um futuro próximo, máquinas irão propiciar todo o prazer sexual que queremos. Assim, eu poderia enxergar quem eu quisesse com um óculos especial e ouvir a voz do Brad Pitt sussurrando no meu ouvido esquerdo: ‘Mirian, eu te amo, você é a mulher mais linda do mundo’, enquanto no ouvido direito a Angelina Jolie diria: ‘Mirian, não liga para o Brad, eu te amo, você é a mulher mais sexy do mundo’. Em inglês, é claro! Sem legendas! E eu iria sentir no meu corpo, por meio de eletrodos, os dois fazendo tudo o que é possível (e impossível) para conquistar a mulher mais linda e sexy do mundo que, lógico, seria eu.
Se cansasse do Brad e da Angelina, poderia projetar minhas fantasias com Tim Robins e Susan Sarandon, Jeff Bridges e Michelle Pfeiffer, Vincent Cassel e Monica Bellucci… Sexo seguro, variado e muito gostoso, pois eles realizariam todos os meus desejos (sem reclamar!).
Isso não é ficção científica. Já existem muitos homens e mulheres encontrando tudo o que querem nas telas de um computador. Não é apenas o futuro, é o presente de muitos.
E, acreditem se quiser, nossos netos ainda dirão: ‘Nossa, como eles eram primitivos… Para ter algum tipo de prazer sexual precisavam fazer coisas com tanto suor, esforço, doenças, complicações, dores, cheiros desagradáveis, erros de pontaria, mulheres fingindo ter orgasmos com suspiros e gritinhos histéricos, homens fingindo acreditar em orgasmos múltiplos e gritinhos histéricos. Como eles eram primitivos e ridículos!!! Disgusting!!!'”
Mais de uma década depois de escrever sobre a visão dos nossos netos sobre “o sexo primitivo, trabalhoso e desagradável” que praticamos, estou realizando uma pesquisa de pós-doutorado sobre amor, conjugalidade e sexualidade na maturidade. Já entrevistei dezenas de mulheres de mais de 50 anos: médicas, psicólogas, professoras, cientistas sociais, escritoras, atrizes, advogadas, juízas, publicitárias, jornalistas, influenciadoras digitais etc.
A edição de julho do tradicional programa Arte para Maiores, realizado pelo Museu Oscar Niemeyer, terá como tema a nova edição da exposição da Sala 4: “África: Diálogos com o Contemporâneo”.
Haverá visita mediada e oficina artística, conduzidas pela equipe do setor Educativo do MON. Os encontros presenciais serão nos dias 4 e 11/7, das 14h às 17h.
Para se inscrever, é necessário preencher o formulário online. As vagas são limitadas e não é necessário possuir conhecimento prévio em artes visuais. A participação é gratuita para pessoas com mais de 60 anos e outros grupos isentos de pagamento de ingresso no MON (confira aqui). Para os outros públicos, o ingresso do Museu deve ser pago para ter acesso à atividade.
O Arte para Maiores tem a missão de aproximar o público com mais de 60 anos do Museu Oscar Niemeyer. Em 2019, o programa conquistou um importante reconhecimento nacional na área de educação em museus – o Prêmio Darcy Ribeiro 2019, concedido pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).
Em cartaz
A exposição “África, Expressões Artísticas de um Continente”, realizada pelo Museu Oscar Niemeyer (MON) com obras de seu acervo, acaba de ganhar uma segunda edição: “África: Diálogos com o Contemporâneo”. A curadoria é de Paula Braga e Renato Araújo da Silva.
A mostra é um recorte da grandiosa doação feita pela Coleção Ivani e Jorge Yunes (CIJY) ao MON, em 2021, com aproximadamente 1.700 obras de uma das mais importantes e significativas coleções de objetos de arte africana do século 20.
SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.
Serviço: Encontro Arte para Maiores na exposição “África: Diálogos com o Contemporâneo”. c
Lançada poucas semanas depois do golpe militar, a revista “Pif-Paf” abre o ciclo da imprensa alternativa que atuou corajosamente na frente de resistência à ditadura. Editada por Millôr Fernandes, que mantinha coluna com o mesmo título na revista “O Cruzeiro” desde meados dos anos 1940, a nova publicação tinha entre seus colaboradores Jaguar, Claudius, Fortuna, Ziraldo e Sérgio Porto. A irreverência desses mestres do humor político não seria tolerada pelos militares, e a revista fechou no seu oitavo número, depois de ameaças e prisões. Millôr vaticinou o fim da revista numa finíssima peça de humor e provocação: “Se o governo continuar deixando circular essa revista (…) dentro em breve estaremos caindo numa democracia”.
A imprensa alternativa, também chamada de nanica num contraponto à chamada grande imprensa, foi uma marca registrada da luta contra a ditadura militar. Geralmente editados em formato tabloide (29 cm x 38 cm), os jornais alternativos mantiveram acesa a chama da resistência ao arbítrio, denunciando a violência, os abusos e o arrocho salarial. Alguns tiveram vida curta, mas outros bateram recordes de edições e de tiragem, sobrevivendo por vários anos. “O Pasquim” foi o que mais durou, ao lado de “Opinião” e “Movimento”.
Criada por jornalistas, muitas vezes agrupados em cooperativas, a imprensa alternativa desenvolveu uma linguagem informal e criativa. Tinha muita opinião, mas também trazia importantes reportagens sobre temas proibidos. Resistiu com coragem ao cerco da censura e às seguidas ofensivas dos órgãos de segurança. No final dos anos 1970, foi vítima das ações terroristas desencadeadas pelos agentes da repressão. Redações e bancas de jornais foram destruídas em atentados a bomba.
Entre os muitos títulos da imprensa nanica, que iam do humor à política, da contracultura à denúncia dos abusos, da luta pela modernização dos costumes à divulgação dos movimentos sociais, destacaram-se “Versus”, “CooJornal”, “Em Tempo”, “Hora do Povo”, “Repórter”, “Brasil Mulher”, “Lampião” e “Tição.
Os arquivos ainda são abertos, mas há uma desaceleração rápida e o vácuo permanece na memória. Aí, você se lembra de que um cara, de longínquo tempo, o encontrou e, cheio de vibração, comentou que dia tal haveria um jantar de confraternização das turmas de futebol, de clube, de basquete, enfim, dos amigos e colegas de certa época já bem passada.
O que levaria alguém a fazer isso? Mesmo que no convite estivesse embutido que a renda seria doada para a entidade X, por que encontrar pessoas tão distantes? Nem com o vizinho de hoje você tem qualquer contato! Não consegue nem a adesão dos filhos para ir ao parque! Nem vai com a mulher ao supermercado! Seria a eterna Síndrome do Longe? Salvar baleias no Alasca e deixar morrer de fome um cachorro aqui?
*Rui Werneck de Capistrano é seu vizinho na cidade de Curitiba
Pois olha… Aqui no Paraná arrisca terem feito. O excelso governo de Ratinho Jr. (PSD) aparentemente está gastando tanto para implantar a Lottepar que o serviço, como mostra a repórter Angieli Maros, tem tudo para dar prejuízo.
Um dos motivos é que a belíssima gestão empresarial do governador enfiou uma chusma de comissionados no tal serviços de loteria (que aliás, já começou sob suspeita na licitação). Agora, o custo está chegando em R$ 10 milhões e a estimativa mais conservadora de receita fala em R$ 1,8 milhão entrando no caixa do estado. Se alguém está ganhando com isso, lamento informar, não é você.
Wetlands (Zonas Úmidas) – A excêntrica Helen Memel (Carla Juri), de 18 anos, narra a história da vida dela, incluindo fatos sobre suas práticas sexuais preferidas, sua atitude perante a higiene, drogas, sua melhor amiga, Corinna (Marlen Kruse) e sobre sua infância desafiadora. A trama acontece no hospital onde Helen está devido à uma fissura anal. Durante a estadia no hospital, ela planeja juntar seus pais divorciados e se apaixonador pelo enfermeiro Robin (Christoph Letkowski).