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Ditados populares
e deprimido, lembre-se que já foi
o espermatozóide mais veloz de todos.
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No Teatro Universitário de Curitiba
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Todo dia é dia
Foto de Lina Faria.
Curitiba
(Marcos Prado e Antonio
vou acabar com a vida de um vício por mês
fumo meu último cigarro pela primeira vez
treme minha mão por um copo pela última vez
nunca mais encontrei a canalha da cannabis
acho que ela foi morar na tumba do lápis
do pó eu vim, vi e venci
e não retornarei ao pó
Curitiba
você é a única droga
que eu vou admitir na minha vida.
(Marcos Prado e Antonio
Thadeu Wojciechowski).
Publicado em Sem categoria
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Todo dia é dia
Foto de Lina Faria.
Curitiba
(Marcos Prado e Antonio
vou acabar com a vida de um vício por mês
fumo meu último cigarro pela primeira vez
treme minha mão por um copo pela última vez
nunca mais encontrei a canalha da cannabis
acho que ela foi morar na tumba do lápis
do pó eu vim, vi e venci
e não retornarei ao pó
Curitiba
você é a única droga
que eu vou admitir na minha vida.
(Marcos Prado e Antonio
Thadeu Wojciechowski).
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Grávida pára o trânsito no centro de Curitiba
Foto de Antonio Costa – Gazeta do Povo.
A rotina de quem mora, trabalha ou passa pela Praça Osório foi alterada na tarde de ontem. Grávida de cinco meses e completamente transtornada por um problema amoroso, Emanuele Gabardo, 21 anos, estagiária da Secretaria Municipal Antidrogas, paralisou o centro.
Por quatro horas e meia, ela ficou com o carro parado em frente ao prédio do namorado, aguardando a saída dele para atirar no rapaz. Filha de policiais militares – o capitão Mário Luiz Fonseca, do Regimento de Polícia Montada, e a soldado Silvana Gabardo, da Central de Operações da Polícia Militar (Copom) – suspeita-se que ela estivesse portando uma pistola calibre ponto 40, da corporação. Depois de furar o bloqueio policial no local e fugir, ela se entregou.
Isolamento
Passados quatro minutos, novo susto. Ela saiu do carro gritando muito, sempre com a arma na mão. Policiais se assustaram e se jogaram ao chão. Em menos de dois minutos, a praça passou por um isolamento ainda maior. Ficou com cerca de 90% bloqueada.
Diante do espaço entre os dois veículos, Emanuele optou por derrubar a moto, bater em outras duas viaturas na Alameda Cabral – que não bloqueavam a rua – e seguir adiante. Virou à esquerda na Alameda Doutor Carlos de Carvalho e subiu a Rua Visconde de Nácar, em sentido ignorado.
Policiais saíram em seguida e a perseguiram por um trecho, até que o comandante da Polícia de Choque, o major Chehade Elias Geha, optou por deixar que apenas duas viaturas descaracterizadas, do serviço reservado do Batalhão de Choque, a acompanhassem. Mas numa determinada altura, os policiais a perderam de vista.
Entrevista
Emanuele pode não ficar presa, mas deverá ser indiciada em inquérito policial por porte ilegal e disparo de arma de fogo. Seus pais também poderão responder a procedimento interno na PM, para verificar se a pistola que ela usava pertencia ou não à corporação, e como foi parar nas mãos de alguém não habilitado a manuseá-la.
Transtorno geral
Por quatro horas e meia, ela ficou com o carro parado em frente ao prédio do namorado, aguardando a saída dele para atirar no rapaz. Filha de policiais militares – o capitão Mário Luiz Fonseca, do Regimento de Polícia Montada, e a soldado Silvana Gabardo, da Central de Operações da Polícia Militar (Copom) – suspeita-se que ela estivesse portando uma pistola calibre ponto 40, da corporação. Depois de furar o bloqueio policial no local e fugir, ela se entregou.
Pouco antes das 16h, Emanuele parou o Siena preto placa APA-8216, no meio da rua, bem em frente ao prédio de seu namorado, o Edifício Comendador Vasconcelos, entre a Rua Voluntários da Pátria e a Alameda Cabral. Telefonou para ele, pedindo que descesse, e ficou aguardando.
Guardas municipais perceberam a ação de Emanuele através das câmeras de segurança instaladas na praça e se dirigiram para lá. Policiais do 12.º Batalhão, que cobrem aquela área, também foram acionados. Com a aproximação policial, de dentro do carro, a jovem atirou contra o chão.
Depois disso, apontou a arma contra sua própria cabeça, ameaçando disparar.Isolamento
Guardas e policiais rapidamente isolaram cerca de 70% da Praça Osório, para evitar que a jovem acertasse alguém, caso atirasse novamente. Uma ambulância do Siate ficou de prontidão. A partir disso, negociadores do Comando de Operações Especiais (COE), da Polícia de Choque, foram chamados.
Junto com a mãe de Emanuele, o capitão Sampaio, do Coe, ficou por mais de quatro horas negociando com a jovem. Ela fez algumas exigências, a principal delas, a presença do namorado, morador do 10.º andar do edifício. Ele acompanhava tudo de longe, mas os negociadores acharam por bem não colocá-lo diante dela, sob risco do rapaz ser ferido a tiros.
Depois de muita histeria e várias manobras da estagiária com o Siena, às 18h45, policiais colocaram uma garrafa de água em cima do capô, mas ela não pegou. Às 19h30, ela saiu do carro com a arma apontada para seu pescoço.
Andou ao redor do carro e, dez minutos depois, retornou ao Siena.Passados quatro minutos, novo susto. Ela saiu do carro gritando muito, sempre com a arma na mão. Policiais se assustaram e se jogaram ao chão. Em menos de dois minutos, a praça passou por um isolamento ainda maior. Ficou com cerca de 90% bloqueada.
Bloqueio
Às 20h25, Emanuele deu mais uma ré no carro, telefonou para a mãe e a irmã, e decidiu furar o bloqueio da Polícia Militar, na intercessão com a Alameda Cabral. Pouco depois de meia hora, a PM confirma que a jovem se entregou, mas não revelou detalhes sobre o desfecho. Ela teria se encontrado com a mãe, sem a presença de policiais,
que a levou diretamente para internamento numa clínica, não identificada até o momento.Pessoas foram retiradas protegidas pela PM
O bloqueio montado para evitar a fuga de Emanuele era composto por apenas duas viaturas do 12.º Batalhão,
um carro atravessado do lado direito da rua, e uma moto, encostada junto ao meio-fio.Diante do espaço entre os dois veículos, Emanuele optou por derrubar a moto, bater em outras duas viaturas na Alameda Cabral – que não bloqueavam a rua – e seguir adiante. Virou à esquerda na Alameda Doutor Carlos de Carvalho e subiu a Rua Visconde de Nácar, em sentido ignorado.
Policiais saíram em seguida e a perseguiram por um trecho, até que o comandante da Polícia de Choque, o major Chehade Elias Geha, optou por deixar que apenas duas viaturas descaracterizadas, do serviço reservado do Batalhão de Choque, a acompanhassem. Mas numa determinada altura, os policiais a perderam de vista.
Entrevista
Apesar de Emanuele conseguir escapar muito facilmente do cerco policial montado para contê-la, o major Chehade afirmou que “tudo que podíamos fazer foi feito”. Em rápida entrevista, ele também não confirmou se a pistola que a jovem usava pertencia à corporação.
“Da distância que estávamos não era possível fazer essa verificação.”Emanuele pode não ficar presa, mas deverá ser indiciada em inquérito policial por porte ilegal e disparo de arma de fogo. Seus pais também poderão responder a procedimento interno na PM, para verificar se a pistola que ela usava pertencia ou não à corporação, e como foi parar nas mãos de alguém não habilitado a manuseá-la.
Transtorno geral
Diante do risco iminente de Emanuele dar outros tiros no local,algumas pessoas foram tiradas de dentro dos comércios protegidas por escudos da Polícia de Choque. Quem trabalha ou mora nos edifícios da região, não pôde sair de casa. Já quem chegava para descansar, também não pôde entrar.
Grupos de vários moradores – de crianças de colo a idosos, e até animais de estimação – se aglomeraram na Boca Maldita, esperando o desfecho da ocorrência para poder descansar em casa.
Prejuízo
Segunda vez
Grupos de vários moradores – de crianças de colo a idosos, e até animais de estimação – se aglomeraram na Boca Maldita, esperando o desfecho da ocorrência para poder descansar em casa.
Prejuízo
Alguns comerciantes terão grande prejuízo pelas horas que ficaram sem atender o público.
O dono de um café calculou que deixou de vender cerca de R$ 600,00 ou R$ 700,00 durante as mais de quatro horas que ficou sem clientes.Segunda vez
Emanuele não se conformava com o fim do namoro. Na semana passada, quando o rapaz encerrou o relacionamento, ela tentou se matar pela primeira vez. Também armada, ela tentou disparar contra a cabeça.
O chefe de Emanuele, o secretário municipal antidrogas, Fernando Francischini, foi chamado à casa da família. Negociou com a jovem, retirou dela a arma e amenizou a situação. Diante da gravidez, a jovem tentou, ontem, reatar o namoro.
O Estado do Paraná
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Aquele beijo que te dei
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Ela
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Uebas!
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A última vez que vi Manoel Carlos Karam
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Poemas sem cheiro de naftalina
Poema ao Infinito
Dos meus olhos partem visões, é hora
E a vida, na válvula de sua vulva,
Flutua no cadafalso da dúvida
E não me dá a poesia de agora.
Sempre e sempre essa pressa ininterrupta
E o céu insiste em ficar do lado de fora.
Deixei para trás a aura da aurora
E lavei a alma na água da chuva,
Mas, Caim, caí mais uma vez na lama
E, cortando a língua de babel,
Compreendi a razão de quem ama.
Nenhuma palavra sob este véu,
A sabedoria da pele é prece
Ao infinito amor que o mundo merece!
Antonio Thadeu Wojciechowski
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Academia de Artes Cênicas
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