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Dia Mundial do Orgasmo
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"Vi você no blog do Solda!"
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Cantor Bello já está em liberdade
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Dia Mundial do Orgasmo
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Debate entre candidatos
Marta Morfose, sexóloga, tem tudo para vencer o debate de hoje, Dia Internacional do Orgasmo. Ela, como ninguém, sabe como fuder com o povo de São Paulo.
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Quaxquáx!
A vida de ascensorista
é cheia de altos e baixos.
Alberto Centurião.
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Poluicéia desvairada!
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Na ciranda da vida
Locca argumenta com as garotas do Boi de Nina
Rodrigues. Foto de Toninho Vaz.
Hoje vou falar pra vocês do meu mais novo amigo de infância, Locca Faria, o carioca. Estamos juntos, em viagem, há mais de uma semana e a cruzada não está nem na metade. Mas, queridos, não pensem bobagem, pois a gente está só “ficando”…
Quando apresentado ao Locca pelo Ancelmo Duarte (filho do ator), há três anos num boteco da Gávea, fui logo acusando: “Eu me lembro de você no Jazzmania, no Arpoador, durante um show espetacular de Selma Reis, anos 80”. Ele respondeu de pronto, mais faceiro do que mosca em tampa de xarope: “É minha mulher. Eu sou casado com a Selma”. (Uma atuação sensível da cantora no início de carreira, fazia ela chorar, se banhar em lágrimas, enquanto cantava canção ligada à sua história de vida; como moradora de Niterói, ela sonhava atravessar todos os oceanos de dificuldades para cantar profissionalmente do outro lado da baía de Guanabara – e agora ela estava soltando a voz numa casa profissional como o Jazzmania). Nesta noite não conversei com a Selma e, mesmo com o Locca, foram alguns minutos de papo no balcão, tomando uma birita qualquer – alguém tinha acabado de nos apresentar.
Depois, nunca nos encontramos até que este trabalho nos uniu profissionalmente, numa sala de espera do Galeão, semana passada, e agora formamos uma dupla de criação afinada nos seus propósitos estratégicos: eu escrevo, ele dirige.
(Eu já disse aqui nesta pocilga que o Locca, como designer de capa de vinil, esbanjou categoria trabalhando para um cast da maior qualidade. Agora, como amigo de Dorival Caymmi, ele me legou uma sabedoria emblemática do velho, que a propósito do particular assédio feminino, sentenciou do alto da sua malemolência baiana: “Locca, querido, quando uma mulher jura o teu pau, ela vai te comer nem que seja a última coisa que ela faça na vida. Não tem como escapar… Já aconteceu comigo”.) (Como vocês podem ver, hoje exercitei o meu lado Candinha. Mas isso dá samba, não?)
Toninho Vaz, de São Luís do Maranhão.
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Dia Mundial do Orgasmo
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Dibujo
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Alegre Teresina!
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Soruda-san
Toda família curitibana tem um cartunista trancado
na edícula. Foto de Vera Solda.
Conheci Solda em 1622, numa pequena aldeia da Normandia. Ele se chamava então Geneviève e era uma encantadora moçoila de seus dezoito anos, rosto afogueado, cujo caso com um oficial inimigo provocara um escândalo sem precedentes na história da província.
Aos 24 anos, acusada de bruxaria, Solda (aliás Geneviève), foi condenada à fogueira, ao lado da abadia de Cerisy-La-Forêt, consumindo, além de um vestido novo que custara vinte francos, uma vida toda dedicada a minar a resistência dos exércitos invasores. Depois de ser índio sioux e vampiro na Transilvânia, volto a encontrá-lo, já no século XIX, como aventureiro no Mississipi. Lembro-me ainda hoje da maneira como seu corpo foi atirado no rio e engolido pelas rodas do vapor, ao roubar descaradamente no pôquer.
Novo desaparecimento e eis que, em 1936, Solda marcha ao meu lado na campanha da Abissínia. Era um italiano da Sardenha, chamado Bertollucio, cuja maledicência não poupava nem o próprio Mussolini. Morreu no campo de batalha, praguejando, com uma flecha espetada no sub-solo.
Reencontro-o, muito tempo depois, com uma certa surpresa, na Sala de Imprensa da Prefeitura. Finjo que não o conheco (ele me deve uma ficha de pôquer há mais de cem anos). E ele, aliviado, retribui com igual e fingida indiferença.
Para quem não acredita em reencarnação, informo o seguinte: este último Solda nasceu em Itararé, São Paulo, em 1952 e igual aos seus avatares anteriores, é um sujeito que muito promete. Isto se não encontrar uma fogueira, o General Custer, uma estaca de madeira, um parceiro de pôquer violento ou uma flecha etíope pela frente.
O que eu, particularmente, acho pouco provável.
Jamil Snege (1973)
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