Marilia Giller

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Um tarado no tablado

(à maneira de um famoço musgo inglês assassinalado nos Estalos Uníssonos, num ano não muito pródigo em dezembros)

A janela acesa despintava no peitoril sinequanon. Eustáquio Teustáquio procurava um empalhador de palavras.

Eustáquio Teustáquio, sabem como é, o Nossostáquio, estava parafernaliando entre as postetutas da Rua Chuelo, aquela infestada de Mariaposas. Nostácio não andava bem do patíbulo e enroscava o balaústre nas pérgulas do pároco. Parábolas mirabolantes lhe atravessavam o mirante desabotoado, empinando coitos nas páginas amarelecidas dos Alfa Rábius.

Não cabendo em si, entrol no barboteco e pediu dois dedos de cedilhas, ao alegrete. O barçom estranhou o trigode que escondia metade do resto de Nostácius, mas acabou servindo o pratinho feio de cedilhas, das importadas, aos solavancos e solevantes.
— Por Tutatis! Barbituricou Bosstácius.

— Por Tutatis! Homeopáticus!
Estas cedilhas cedilham esôfago abaixo saltitontas, como nas fábulas fantastibulosas de toldos os ambrosebierces e millôres da riodondeza!

Restros de luz embelheciam o barboteco àquela hera da madrugadália. Foi quando entrol Heptandria, num vestido e havido como gerúndio, embora a desconfiança fosse geral do galvão ferraz, impávido na montanha de Fócida – dessas consagradas a Apolo, Parnaso, se me entendem – repartindo o cabelo entre o paroxismo e a rubrica mal desenvolvida.

Heptandria brilhava de posméticos e ledosivos. Saiu de trás do biombro e salcudiu o açúlcaro, como se pretendesse emporcalhar o chafé soçaite. Teustáquio abalroou uma mariaposa e desferiu-lhe o supersério, acenando-lhe bipétalo. A mariaposa, rubirosa, chamou dois esmagas que faziam a renda da rendondeza e correu para os braços de Morfeltro. Formou-se a confuciozão. Heptandria fugiu para o bardel e truncou-se em ásdecopas, dando uma de joão-de-bruços. Uma cirene argentina desatou em marlombrandos, dos magros. E vieram as leziras e os lamarões de água parada e decomposta ao sol. Tonto, embora zorro e lúcido, Nostácius estendeu todos os tentáculos e desceu a Rua Chuelo e seguiu os padrões geraes da leiteratura brazilianista actual. Um empulhador de próstatas passava pelo logar – minto muito pra não dizer palavrório e para não dizer nada – e seguiu Nosvócius pelas imperícias guindadas às bagatelas empasteladas de genialidade, entre veraneios líquidos irresponsáveis, fórmulas escravizadas, campos de estrobérri, nevralgias retrospectivas e demais desenlapeamentos.

Enquanto isso, num bardelima, dois hímens passam em revista as contradicções empostadas, os impasses, as artimanhãs do poder, a exportação do polvo e a injustiça na Nica D’água.

Teustáquius passa numa biga. É o altista, criador de coisas belas, a antena da raça, a porcelândia chinesa, a madre tertúlia lutando contra a mesmice das Ruas Chuelos da Cruelritiba. Artychewski foi jogado na arehiena e devorado pelos leomansos paranistas.

A jaunela acesa despintava no peitoril sinedie.
Bêbado, quem me compreenderá?

Solda

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Triuebas!

Shots – Luba Veil.
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Triuebas!

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Quaxquáx!

Perdão, amigos, mas diante de velhacos eu sou mais grosso que papel de embrulhar prego. Se encontrar algum, vomite por mim. Solda.
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Albert Piauí, o blogueiro, em seu habitat.
Foto de Kenard Kruel.
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Quaxquáx!

Deviam proibir certos sujeitos

de andarem armados em bares

e botecos.

Alguns andam com a mulher,

que são verdadeiros canhões.

Solda.
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Ela

Foto sem crédito.

Amy Winehouse, A Grande Adega, é uma dependente química. Está na mídia diariamente. A gravadora investe nisso maciçamente, aguardando a morte da menina que canta como poucos, para vender milhões de discos. There’s no business like showbusiness. Há vídeos dela fumando crack no youtube. Tudo com muito incentivo. Há até um site onde se aposta quanto tempo Amy vai durar, quando será o dia de sua morte. O sensacionalismo à todo vapor! A dependência química é uma doença muito séria. Não brinco mais com isso, nem fudendo. Amy-a ou deixe-a! Solda.
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Álbum

Solda: foto que tirei, ontem à tarde, aqui na Vila Izabel, do jardim da minha casa. O helicóptero parece de brinquedo, não? Chico Nogueira.
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Uebas!

Ingressos a R$ 6,00 e double skol até o final do show. O Vox fica na Barão do Rio Branco, 418 – fone: 3233-8908.
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Poemas sem cheiro de naftalina

Pedidos para kenardkruel@yahoo.com.br
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Chartunistas

Benett, o que apavora – Gazeta do Povo – e Jean – Folha de São Paulo. Tudo de novo sob a luz do sol. Foto de Rafaela Santin. Solda.
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Todo dia é dia

Foto sem crédito.

a primeira cicatriz
a gente nunca esquece


ponha um band-aid no buraco da bala
e pare de se fazer de vítima
perdeu uma perna use a outra
e vê se te manca

justiça de cego é olho por olho
e de banguela dente por dente
nem tudo que vi acreditei
nem todo crime depende da lei

procure a felicidade perdida num tiro certo
e prove que você é um alvo esperto


(thadeu, marcos prado, cobaia,
edson e edilson)

Poemas sem cheiro de naftalina. Solda
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Enquanto isso, em Santa Tereza…

Foto de Toninho Vaz.
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Quaxquáx!

Nunca deseje a mulher

do próximo. Principalmente

se o próximo estiver

por perto.

solda
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