Vocês sabem em que medida São Luís é a Jamaica brasileira? Quase doentia. Tem pelo menos cinco anos que o reggae se transformou na música nacional do maranhense; tudo, é claro, graças à proximidade com o Caribe, que permite facilmente aos jovens sintonizar as rádios de Kingston. Estamos a dois graus da linha do Equador, onde o céu é mais baixo do que capota de fusca (rs)… Fico na terra do Ferreira Gullar mais duas semanas e depois sigo para Miami, onde passei cinco meses em 1998 fazendo trabalhos jornalístiscos para a CBS Televison (eu, Eliaquim Araújo e Leila Cordeiro, vocês lembram?). Gosto tanto de Miami quanto da Barra da Tijuca, onde não coloco os pés há mais de seis anos… Mas não vai ser doloroso, fico apenas duas semanas em Forte Lauderdale.
Antes, porém, vou me atracar com os caranguejos desta região limítrofe de um Brasil-norte efetivamente quase caribenho. (Depois, rapazes, vamos tomar umas together na semana do cachorro-louco, como vocês já sabem.)
Outra coisa: o Locca, que fez a foto do alto, é designer viajado em capas de discos de vinil como Clube da Esquina 2, Sarah Vaughan, Dori Caymmi (aliás, os quatro, incluindo o velho Dorival), Boca Livre, Egberto Gismonti, etc. Este detalhe, queridos, revela o nível de sofisticação deste blog. Como dizem os garotos… kkkkkkkk.
Toninho Vaz, de São Luís do Maranhão.