Lee ”Scratch” Perry (Rainford Hugh Perry, Kendal, Jamaica [20 de março de 1936 – 29 de agosto de 2021] DJ, músico, técnico de som e produtor musical jamaicano ganhador do Grammy Awards de melhor álbum de reggae em 2002.
NÃO FOI o GSI, sim uma espécie de guarda noturno que espantou o motorista que invadiu e escapou do Alvorada, anteontem. Felizmente não assustou o primeiro casal, que repassava – entre outras coisas – o pensamento muito vivo de Lula. O cara foi preso horas depois, com pneus arriados, refugiado em casa. O pobre desavisado vai passar mau bocado com o serviço eficiente e póstumo do GSI, aquele, sabe, em que o general chefe, com bons ofícios, serviu água, cafezinho e salvo conduto aos golpistas do 8 de janeiro. Bons tempos de Jair Bolsonaro, que mostrava a caixinha de cloroquina e corria para espantar todo mundo, desde emas até ministros da Saúde.
Presídio não tinha muros e câmeras de segurança estavam cegas
O presídio não tinha muros, o teto das celas não tinha reforço de concreto, as câmeras de segurança estavam cegas, havia um alicate no caminho dos bandidos e com ele cortaram o alambrado. Esse era o mundo real.
Ele se contrapõe a outro, o das fantasias oficiais. Os presídios federais estão equipados para o século 22. Têm redes de câmeras que transmitem imagens para a vigilância local e também para uma central de Brasília, isso e mais aparelhos de raios X, detectores de metais, body scans para inspeções. Se alguém escapar, será perseguido por helicópteros e drones.
Não existe uma estatística de quanto a Viúva gastou em equipamentos futuristas federais e estaduais, mas, por baixo, é coisa de bilhões de reais. Essas cifras alimentam mirabolâncias.
Quando os dois presos fugiram de Mossoró, pelo menos 160 câmeras estavam quebradas ou funcionavam mal. Presídio sem muro, porém equipado com traquitanas, deriva de diversos fatores. Equipamentos produzem publicidade modernosa. Após a fuga de Mossoró, falou-se na compra de mais uma geringonça, para reconhecimento facial.
Muro é coisa relativamente barata e não exige manutenção regular. As câmeras, como todos os badulaques, custam caro e demandam manutenção. Em São Paulo, por exemplo, elas custaram R$ 120 milhões, e a assistência técnica sai por R$ 19,8 milhões mensais. (Em um ano o fornecedor ganha com a assistência o dobro do que faturou com a venda dos aparelhos.)
Nas operações da PM paulista já morreram 32 pessoas e não há notícia de câmera que tenha registrado algum confronto. Revista diária das celas em Mossoró, como manda o protocolo, nem pensar.
Os repórteres André Shalders, Vinícius Valfré e Tácio Lorran revelaram que a empresa R7 Facilities, contratada para fazer obras na penitenciária de Mossoró, teve um sócio-administrador que recebeu auxílio emergencial durante a pandemia e funcionava numa casa da periferia de Brasília.
Ela hoje tem pelo menos 47 contratos com o governo federal, no valor de R$ 357 milhões, dos quais R$ 305 milhões foram assinados com o atual governo.
A ordem pública precisa de forças policiais disciplinadas. Em São Paulo, onde está o maior aparelho de segurança do país, a população assiste a uma saia justa entre os coronéis da PM e o secretário da Segurança. Isso no andar de cima. No de baixo, um PM destruiu a câmera de uma comunidade e foi filmado.
Ex-presidente fará ato em São Paulo depois de preparativos para um golpe terem sido revelados
Em viagem internacional no momento, o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD) diz que não sabe ainda se estará ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista no próximo domingo, dia 25.
Bolsonaro convocou seus fiéis seguidores para um protesto na capital de São Paulo depois de virem à tona gravações e documentos revelando a tentativa de seu governo de dar um Golpe de Estado.
Nesta quinta-feira (22), Bolsonaro deve comparecer à Polícia Federal para depor sobre o assunto. Existe um receio da parte de seus seguidores que o ex-presidente acabe preso caso se exalte e diga algo para incitar seus correligionários no domingo.
Ratinho, que fez campanha pesada pela reeleição de Jair Bolsonaro e sonha em ser seu sucessor como representante da extrema-direita na política nacional, teria a ganhar indo ao evento, para se aproximar da multidão, que certamente será grande.
Por outro lado, apostar numa proximidade com Bolsonaro num momento como esse pode ser extremamente prejudicial para alguém que não queira parecer golpista. – Rogério Galindo
O Sabugo não era nada, apenas lixo. Não deram uma única nota sobre sua morte porque era um homúnculo irrelevante. Nada representava, a não ser uma pequena corja de amigos do Messias. Foi presidente da Casa da Merda porque o Messias e seus irmãos decidiram valorizar a escória em troca de gestos de sabugismo. Quando morreu, houve festa. Vocês sabem quem é.
Foi um presente dos deuses, sinal de que a humanidade pode melhorar com o desaparecimento de excrecências como ele. Os bajuladores ainda choram.
Num mundo ideal, não haveria humoristas: eles morreriam de tédio na pasmaceira reinante nesse hipotético e apático sistema perfeito. Por isso mesmo, nem fariam falta. Num mundo um pouco menos ideal, com a raça humana aprendendo a se mancar cada vez mais, mais cedo ou mais tarde pintaria a ideia: ei, gente, que tal inventar uns caras que estejam sempre pegando no nosso pé, só pra não ficarmos caindo nos mesmos buracos? Vão gostar tanto do serviço que nem caros deverão ser.
Num mundo muito longe de ideal porém ainda com um desenvolvido senso de civilização, não só haveria humoristas como brotariam tipo erva daninha (sendo inclusive classificados como tal mas nem por isso afastados do jardim botânico). Por iluminar o obscurantismo e refrescar as ideias, em troca não seriam privados de água e luz.
Num mundo nada ideal mas com predominantes noções de justiça e de igualdade na sociedade, os humoristas, apesar de taxados de rabugentos e sempre do contra, ainda assim seriam apreciados por suas pílulas douradas, com a possibilidade, mesmo remota, de elas fazerem efeito aqui e ali em seres imaginários, tipo autoridades e governantes abertos à crítica.
Num mundo bem ao contrário do ideal e cada vez mais fdp em todos os aspectos sociais, o senso de humor dos humoristas não seria mais tolerado, mas, beneficiado apenas pelas estatísticas da água mole em pedra dura, talvez funcionasse, vez ou outra, como contrapeso na balança desregulada dos valores.
Neste mundo à beira do caos e no fundo do poço ético, chamado Hoje Em Dia, se se usasse um resquício da graça primitiva da espécie e um resto da clareza de que a diversidade de opinião é uma contribuição progressista, a imprensa – mesmo pressionada pelos interesses – ainda assim não pressionaria seus humoristas.
Neste mundo egresso de recente ditadura militar, onde a Censura asfixiou liberdades, se houvesse vergonha na cara, memória histórica e reserva moral na opinião pública, os chargistas Santiago, Moa e Kayser ainda estariam empregados no Jornal do Comércio de Porto Alegre, respeitados em seu utilitário papel de divergir. Bobagens.
Num mundo ideal, ideal mesmo, a expressão “num mundo ideal” nem existiria.
Putin foi condenado por deportar ilegalmente 19.514 crianças ucranianas. Lula e Amorim, que usam crianças palestinas no discurso, não demonstraram qualquer abalo.
Ao comparar a ofensiva israelense em Gaza ao Holocausto, abrindo uma crise diplomática sem precedentes com o governo de Israel, Lula (ao centro na foto) disse que nunca viu “uma guerra com uma preferência da morte sobre crianças, mulheres…”. Ele repetiu a afirmação na noite de sexta-feira, 23, pronunciando mais uma vez a palavra genocídio.
Um dia antes, o presidente brasileiro tinha se sentado à mesa com Sergey Lavrov (à esquerda na foto), chanceler de Vladimir Putin, que foi condenado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crime de guerra, por “deportação ilegal” e “transferência ilegal” de crianças de áreas ocupadas da Ucrânia para a Rússia.
O registro oficial da reunião inclui na foto o assessor da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim (à direita), chefe do Itamaraty paralelo, que submeteu o Ministério das Relações Exteriores, comandando oficialmente por Mauro Vieira. Como detalhou reportagem de Crusoé, Amorim e Lula tentam empurrar o Brasil para o colo de autocratas, tiranos e terroristas, repetindo o que fizeram nos dois primeiros mandatos presidenciais do petista.
Carona
O governo brasileiro teve de emprestar um avião da FAB para o chanceler russo chegar a Brasília, já que a empresa responsável por abastecimento na capital federal não poderia fornecer combustível aos russos, devido a sanções internacionais impostas em resposta à invasão russa na Ucrânia.
“Acontece que aqui no Brasil praticamente não existem empresas que abastecem aeronaves que não sejam de propriedade de corporações ocidentais. Mas quero destacar a atuação dos anfitriões brasileiros, que fizeram de tudo para resolver essa questão”, agradeceu Lavrov, como registrou a agência russa Sputnik.
E as crianças ucranianas?
Nesse esforço antiamericano, o Lula e seu assessor abriram mão de qualquer coerência, como a condução do Ministério dos Direitos Humanos por Silvio Almeida já tinha deixara claro. A alegada humanidade na preocupação do Itamaraty paralelo com as crianças de Gaza, vítimas da estratégia covarde do Hamas de se esconder atrás de civis, é diluída pela falta de preocupação com as crianças ucranianas.
Em fevereiro de 2023, o governo da Ucrânia contou 19.514 crianças deportadas ilegalmente para a Rússia. Elas teriam sido adotadas, também ilegalmente, para serem reeducadas como cidadãs russas. Não apenas Lula silenciou publicamente sobre isso, como desdenhou do TPI na época do anúncio do mandado de prisão contra Putin.
A mesma leniência com Putin se repetiu quando o petista foi questionado sobre a morte de Alexei Navalny na cadeia. “Para que pressa de acusar alguém?”, questionou o petista, que não tem o mesmo cuidado ao acusar o governo isralense de genocídio.
A vida de uma criança ucraniana vale tanto quanto a de uma criança palestina, menos no discurso de quem não está interessado na vida de qualquer criança.
É sabido que o sotaque mais xucro grosso e assustador de todo o universo conhecido (e do desconhecido também) é o nosso, oriundo do sudoeste bravio. Esse dicionário é quase perfeito, especialmente para quem não é “nativo” deste chão!
Alemoa: loura Apinchá: jogar Atorá: cortar Avil: isqueiro Baita: grande Bostiá: incomodar Briquiá: trocar, de mano ou não Cagar a pau: bater Camassada de pau: apanhar Campiá: procurar Catrefa: pessoas que não valem nada Chumaço: conjunto de alguma coisa Cóça de laço: apanhar Crêendios pai: exclamação quando algo dá errado De revesgueio: de um tal jeito De vereda: rápido Fincá: cravar Fuque: fusca Garrão: calcanhar Incebando: enrolando, fazendo cera Ingrupi: enganar Ínôzá: amarrar
(já viu palavra com todas as sílabas com acento?) Intertê: fazer passar o tempo com algo Inticá: provocar Intuiado: cheio Invaretado: nervoso Japona: jaqueta de nylon Jóssa: coisa Judiá: mal tratar Kakedo: pessoas que não valem nada Lasarento: xingamento, como filho da p…. Luitá: brigar Malinducado: mal educado Paiêro: fumo de palha Pânca: modo de se portar, por exemplo: panca de motoqueiro (jeito de motoqueiro) Pare, home do céu: parar, o mesmo que ‘se par de bobo’ e ‘deusolivre home’. Pescociá: olhar para os lados, matar tempo Pestiado: com alguma doença Pexada: acidente Piá pançudo: guri bobo Podá: ultrapassar, ou cortar, o mesmo que apodá Pozá: dormir em algum lugar Pruziá: conversar Rancho: compra do mês Relampejando: trovejando Resbalão: escorregar Rinso: sabão em pó Sinalêra: semáforo Táio: corte Tchuco: bêbado Trupicá: tropeçar Tunda de laço: apanhar Vortiada: passeio Ximia: doce de passar no pão (Ainda ouço alguém falando isso…)
Exemplo de aplicação:
Agora manda esse e-mail pra intertê os teus amigos,aproveita enquanto teu chefe foi dá uma vortiada… Não sei como ele não vê que mesmo intuiado de trabalho você fica incebando o dia inteiro… Pare de campiá desculpa, fica falando que tá pestiado e ainda consegue ingrupi o coitado do chefe…= Mas vai logo, antes que ele volte e fique invaretado de te ver pescociando… Pare de se bostiá, home do céu, não seja malinducado e manda essa jóssa de uma vez!
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