Para pôr fim à cizânia

Foto de Lina Faria.

Melhores defeitos
Piores qualidades

O Solda e o Dante se desentenderam feio.
Um quis dar o melhor de si, o outro também.
Mas ao que cabe a capa, lay-out e o amém,
por ser um gênio, não carece a mão no meio.

A interferência manda o senso pra escanteio.
E os dois, amigos já de longa data, sem
ceder, ao menos, um centímetro, receio,
não vão chegar a nada nesse nhém-nhém-nhém.

O diz-que-diz faz todo mundo infeliz.
E eu, fã de carteirinha, ouvindo os tititis,
vejo que brigam e me obrigam a intervir.

Deixem pra lá! Em cama pronta de faquir
não se põe prego. Dante e Solda, por favor!
Pra que virar do avesso essa história de amor?

Antonio Thadeu Wojciechowski

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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13 respostas a Para pôr fim à cizânia

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