
Ah, nauumm! O Metrópoles anuncia que Lulinha foi atendido pelo mesmo advogado de um dos PCCistas que planejaram o atentado contra Sérgio Moro. Tem outro lado da moeda. Jair Renan foi defendido pelo advogado que escondeu Fabrício Queiroz. Jacques Vergés, paladino das liberdades públicas e monumento da advocacia criminal francesa, defendeu o terrorista Chacal e Klaus Barbie, o criminoso nazista.
Extrair paralelo entre Lulinha e o PCC é da mesma índole intenção canalhas da fake news, de alimentar imbecis e gente de caráter retorcido. Se o assunto é Moro, que tal esta manchete: “juiz que prendeu Lula é o mesmo que elegeu e foi ministro de Bolsonaro”. A pimenta arde nos três olhos. O cretino do site não sabe que um dia pode precisar do advogado de Lulinha. Advogado não defende bandido, defende a ordem jurídica.
Sobre Solda
Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido
não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
Esta entrada foi publicada em
Rogério Distéfano - O Insulto Diário. Adicione o
link permanente aos seus favoritos.