Poluicéia desvairada!

Caro Sorda, como você pode ver, desta vez me fisgaram. Estou no terceiro casamento (com a mesma mulher), já tem gente achando que é teimosia, mas o fato é que tomei gosto pela coisa. Na verdade o primeiro casório com a Maria foi aquela coisa meio bicho grilo, final dos anos 80, sem lenço nem documento nem padre nem juiz, só no fio de bigode.

O segundo foi em Roma. Aí a coisa pegou, tinha juiz, papel pra assinar, testemunha, compromisso sério, só não tinha o Papa. E agora, vinte anos depois, olhamos um para outro e nos perguntamos: o que você vai fazer hoje? E daí resolvemos casar de novo. Êitcha gente pra gostar de casar! Você está convidado, claro, mas caso não consiga chegar a tempo, me deseje felicidades e pode descontar os dias de ausência da sua pocilga eletrônica do meu salário. Hasta la vista, Baby!

Lee Swain.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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