
Notícias como a da tragédia em Santa Maria provocam uma reação em cadeia: primeiro o choque, depois a incredulidade, depois a empatia emocionada com quem foi diretamente tocado pelas mortes, finalmente a revolta: contra a imprudência, contra as falhas da fiscalização, contra a ganância — enfim, contra todas as causas evitáveis do horror. As outras emoções são manifestações humanas de solidariedade, mas só a revolta é útil, e tem — ou deve ter — consequência. A revolta pede providências para que tragédias assim não se repitam. Pede responsabilização clara e exemplar. Pede, enfim, o que raramente se vê no Brasil.
Luis Fernando Verissimo
Sobre Solda
Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido
não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br