
Caro Solda, na Rua do Alecrim, do lado esquerdo de quem a sobe, pertinho da Praça Camões e de “A Brazileira” – onde há uma escultura do Fernando Pessoa, sentado e com uma cadeira vaga ao lado para os turistas posarem ao lado dela – encontro o Eça de Queirós com uma mulher semidespida (ou semivestida) na sua frente (esculturas, convém dizer). É a personificação da nudez. E, em baixo, a reprodução da epígrafe de “A Relíquia”: “Sobre a nudez forte da verdade o manto diaphano da phantasia.”
Dizem que uma vez voltando da França, na fronteira espanhola ele teria dito: Ah! a barbárie! A Europa terminava nos Pirineus, dali em diante começava a barbárie. Bem, ia dizer outra coisa, mas é melhor ficar de boca calada. Dico Kremer
Sobre Solda
Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido
não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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