PMDB, a ausência de Requião

Em nome do que tudo passa, tudo passará, uma certa distância regulamentar entre o quase ex-senador Roberto Requião e seu partido, o MDB, fará muito bem a ambos. Para o partido melhor do que para ele.

Há pelo menos 30 anos, com seus olhos azuis e o talento para a oratória, além de uma opção preferencial pela ironia, quando não o sarcasmo, o deputado estadual, o prefeito de Curitiba, o governador (por 3 vezes) e, finalmente, o senador Requião mandou e desmandou sozinho no partido. Com a força do voto, diga-se, não teve pra ninguém.

Nesses 30 anos, só o sobrinho, também de olhos azuis, deputado federal João Arruda, conseguiu firmar um mínimo de liderança que o qualifica, agora, para se projetar no partido. Sem a onipresença do tio, Arruda pode dar início a uma nova fase no MDB do Paraná, mais relax, menos absolutista e, até mesmo sem grandes inimigos no resto do mundo.

Para Requião, distanciar-se da liderança única dentro do partido pode ser um passo a mais para aquele patamar tipo FHC, onde terá espaço para fazer política sem pensar no amanhã. E poderá distribuir suas cacetadas a torto e a direito porque terreno fértil terá pra isso.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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