Traduções que os autores traduziriam

Desperdiçar o precioso sêmen numa greta
Debilita o esbanjador e vitamina a luxúria.
E a luxúria em ação é deliberadamente proxeneta,
Perversa, pérfida, perjura, espantadora, espúria.
Tão logo abatida quanto de pronto descartada,
Ídolo abandonado ao ódio do adorador,
Luxúria volta ao seu disfarce de isca armada
Para prostituir o próximo propício pescador.
Loucos de água na boca: enfim dois
(e pensar que este fato pode gerar um feto).
Nada de nada sobra, depois do depois.
Antes o sonho mais querido, no final, um espectro.

Tudo isso sabem todos, mas ninguém sabe ao certo
Evitar o paraíso que antecede o inferno.

William Shakespeare

Antonio Thadeu Wojciechowski

e Sérgio Viralobos

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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