Modinhas De Fêmea. Não Estou Só!

claudia-ohana© Playboy

Que modinha de fêmea mais sem graça essa dos pêlos diagramados, desenhadinhos, parecendo aquelas firulas de estádio em dia de jogo-festa da seleção brasileira! Parecendo os desenhos da grama do Serra Dourada, outra coisa mais parnasiana e danada. Ai que saudade daquela velha Playboy de Sônia Braga, e ainda mais da classe de Claudia Ohana, aquela linda mata atlântica dos tempos coloniais, floresta negra, dantesca, amazônica, labiríntica, amém!

Chamam a tal modinha de “depilação artística”, reparem só no descalabro. Prefiro recorrer ao Ministério Público e denunciar esse vergonhoso crime de desmatamento pubiano. É o maior desatre ecológico do País desde que os franceses e portugueses comerçaram a roubar toras de pau-brasil – aliás, crime com pau no meio não desperta o menor interesse deste carapuceiro que vos fala.

Estão, acabando com as nossas matas mais nobres. Em nome de diagramações ridículas. As depiladoras que inventam moda vibram nas revistas do gênero. As clientes pedem coraçõezinhos, letras iniciais do namorado ou do urso, um antimimo sem o menor apelo erótico, morte do lirismo, fim das nossas lindas reservas.

Xico Sá|Modos de Macho|O Ex-do Paraná|17 de dezembro|2006

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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