Charge

Charge Salão de Humor de Piracicaba, 1975

Cartum cujo objetivo é a crítica humorística imediata de um fato ou acontecimento específico, em geral de natureza política. O conhecimento prévio, por parte do leitor, do assunto de uma charge é, quase sempre, um fator essencial para a sua compreensão. Uma boa charge, portanto, deve procurar um assunto momentoso (o que em inglês se chama “the talking of town”) e buscar ir direto aonde estão centrados a atenção e o interesse do público leitor. A mensagem contida numa charge é eminentemente interpretativa e crítica, pelo seu poder de síntese, pode ter às vezes o peso de um editorial. Alguns jornais da imprensa ocidental chegam mesmo a usar a charge como um editorial, sendo ela uma intérprete direta do pensamento do jornal que a publica. A charge usa, quase sempre, oselementos da caricatura na sua primeira acepção, o que nunca acontece com o cartum, onde os bonecos são a representação de um tipo de ser humano e não de uma pessoa específica. O termo charge vem do francês charge, carga.

Chargista. Aquele que desenha ou cria charges. O chargista pode ser chamado, também de cartunista político. Por outro lado, o cartunista será impropriamente chamado de chargista se o seu trabalho não for especificamente a charge. Dicionário de Comunicação, Carlos Alberto Rabaça e Gustabo Barbosa, Editora Codecri, 1978.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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