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Mural da História
Publicado em Charge Solda Mural
Com a tag Charge Solda, o ex-tado do paraná, PSDB, soruda
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Muito educado – O governador Ratinho Júnior optou pelo executivo que dirige a Multilaser, rede mineira do comércio de computadores, impressoras, tôners e pendrives para seu secretário da Educação. Pode ser um secretário excelente, supimpa e porreiro, que do governador não se espera coisa diferente.
Por exemplo, os televisores e computadores das escolas não serão da cor laranja, como no governo Requião. Nem haverá laranjas intrujando as compras, como no governo Richa. O futuro secretário da Educação não é educador. Mas consta ser muito educado, pessoa cortês e cordial. Podíamos esperar gente melhor?
Os gatos de Bolsonaro – Ah, se o Insulto soubesse teria trabalhado para o candidato Jair Bolsonaro. É que o novo presidente segue a linha de Deng Xiao Ping, o grande reformador da China.
Deng dizia – ofensa para a linha dura do Partido Comunista – que não interessa se os gatos são brancos ou pretos, sim que cacem os ratos. Só ontem, durante entrevista coletiva, ainda impaciente com a imprensa, o presidente Bolsonaro revelou sua filosofia de trabalho.
Publicado em Rogério Distéfano - O Insulto Diário
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Empresários contra adesão total ao governo
Ainda está na fase de conversas e avaliações, mas um grupo de empresários do Paraná, muitos deles líderes de entidades tradicionais do estado, pretende manter posições independentes do governo estadual.
A vitória de Ratinho Jr com grande maioria de votos, começa a atrair o apoio incondicional de setores e seus representantes para a esfera dos respectivos governos. No caso do Paraná, por exemplo, a poderosa Federação da Agricultura (FAep), com Ágide Meneghette, se posicionou ao lado do novo governo.
A Federação das Indústrias (Fiep) se mantém neutra: o presidente Edson Campagnolo foi preterido na escolha do vice de Ratinho, que preferiu o presidente da Fecomércio, Darci Piana.
O grupo de empresários que debate um patamar mais crítico em relação ao novo governo pretende aglutinar várias entidades, de todo o estado, antes de qualquer manifestação pública.
Publicado em Ruth Bolognese - Contraponto
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Nova edição do Cândido destaca a literatura pop brasileira
A edição de novembro do jornal Cândido, editado mensalmente pela Biblioteca Pública do Paraná, traz como destaque uma reportagem sobre a literatura pop brasileira. O escritor Santiago Nazarian mostra como essas narrativas trouxeram novas referências à literatura brasileira e aproximaram a ficção de outras manifestações culturais de massa.
A partir de entrevistas com alguns autores pop, como Ana Paula Maia, Antônio Xerxeneski, Raphael Montes e Fernanda Young, Nazarian discute, entre outras coisas, como o cinema, a TV, os quadrinhos e a internet foram incorporados à literatura brasileira contemporânea e como isso diversificou o panorama literário do país.
A literatura brasileira também está na pauta da coluna Pensata. O poeta e crítico Antonio Carlos Secchin escreve sobre o uso do verso livre entre os poetas contemporâneos e do passado. Para ele, ao romper as barreiras da métrica regular, o verso livre forneceu a (falsa) perspectiva de um facilitário irrestrito: bastava alguém não saber metrificar para dizer-se poeta.
Outro destaque da edição é o bate-papo com o jornalista e escritor Laurentino Gomes, que participou em agosto do projeto Um Escritor na Biblioteca. Durante a conversa, Laurentino comenta sua trajetória na imprensa e, mais recentemente, como autor de livros-reportagem sobre a história do Brasil, tal como 1808, que relata a chegada da corte portuguesa ao país. Além de falar sobre seus recentes best-sellers, o autor paranaense deu detalhes sobre sua nova empreitada: uma trilogia sobre a escravidão no Brasil.
Após 120 anos da morte de Lewis Carroll, As aventuras de Alice no país das maravilhas continua sendo um clássico absoluto. Em ampla reportagem, o jornalista e escritor Marcio Renato dos Santos ouviu tradutores e acadêmicos sobre a importância da obra do autor inglês. Já o repórter Daniel Tozzi resgata a história da curitibana Itiban Comic Shop, uma das principais lojas especializadas em histórias em quadrinhos do país, que pode encerrar as atividades em 2019, quando completa 30 anos.
Entre os textos inéditos, o Cândido publica contos de Carlos Machado, Vilma Arêas e Luís Roberto Amabile. Completa a edição poema de Thiago E. A arte da capa é de André Ducci.
Data vênia, meritíssimo!
Pode ser que o juiz Sérgio Moro tenha razão e que, ao trocar a brilhante carreira de magistrado pelo Ministério da Justiça, no futuro governo de Jair Bolsonaro, tenha mais condições de combater a corrupção e a criminalidade que enlameiam a nação. Esta, porém, não é a minha opinião. Nem a das pessoas de bem deste país, ainda que, por gentileza ou por deferência do cargo ou posição que ocupem, digam o contrário e congratulem-se com o magistrado.
Compreendo que Moro, como estudioso da italiana Operação Mãos Limpas, que inspirou a nossa Operação Lava Jato, pretenda evitar que ocorra aqui o que ocorreu na Itália, onde a politicagem minou os mecanismos de combate ao crime e pôs a perder todo um longo, eficiente e corajoso trabalho. Muito provavelmente, ele acha que, estando dentro do governo, com os poderes que lhe estão sendo prometidos, evitará idêntica catástrofe, muito mais facilmente do que se permanecesse na 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba. Entende que, estabelecido em Brasília, com o apoio do Executivo, terá condições de blindar a Lava Jato e dar força à Polícia Federal, ao Ministério Público e ao próprio Judiciário para levarem adiante as suas missões.
Continuo achando não ter sido uma boa ideia – como se a minha opinião tivesse alguma importância. E não porque a decisão tenha reativado os latidos da matilha petista – isso iria acontecer, de um jeito ou de outro, tão logo fosse aliviada a dor das feridas de 8 de outubro.
Os motivos são mais nobres e importantes. E o principal é que o capitão reservista não é uma boa companhia. Muito menos os seus principais ajudantes de ordem na área política, o deputado Ônyx Lorenzetti e o senador não reeleito Magno Malta, figuras inexpressivas do Congresso Nacional, para dizer o mínimo. Como Sérgio Moro, uma pessoa inteligente, capaz e correta, com uma larga folha de bons trabalhos prestados ao Brasil e à decência brasileira, pode acreditar nessa gente?! Ele foi convocado apenas para dar consistência e ares de compostura, seriedade e moralidade ao novo governo. Até quando durarão as relações de cordialidade, afinidade e respeito entre Moro e Bolsonaro? A atual fase Jair paz e amor, como se sabe, é passageira.
Com todos os defeitos que possa ter – e os tem –, seja ou não afetado pela vaidade, arrogância e falta de humildade, vícios comuns a grande parte dos integrantes da magistratura, Sérgio Fernando Moro é criatura de outra linhagem, em franca extinção na vida pública nacional. Sua carreira não começou nem deveria terminar com a Operação Lava Jato. Nos vinte e dois anos que a vem exercendo, com apenas 46 anos de idade, deu provas de competência e firmeza. Especializado no combate aos crimes financeiros, atuou no chamado Escândalo Banestado, na década de 1990, com as célebres contas CC5, que envolveram o então existente Banco do Estado do Paraná e na Operação Farol da Colina, de 2004, desdobramento da operação Banestado, que prendeu 103 pessoas, dentre as quais 63 doleiros.
Com a Lava Jato, em três anos, condenou e mandou recolher à cadeia meliantes do padrão de Lula da Silva, José Dirceu, Antônio Pallocci Filho, Eduardo Cunha, Sérgio Cabral Filho, Marcelo Odebrecht, Leo Pinheiro, João Vaccari Neto, Gim Argelo, Jorge Luiz Zalada, Paulo Roberto Costa, Renato Duque, José Carlos Bumlai, Nestor Cerveró e a dupla João Santana e Mônica Moura, para ficar apenas nos mais graduados – grandes caciques políticos, atuantes dirigentes partidários, poderosos empresários. Não precisa provar mais nada. E, muito menos, participar do projeto Bolsonaro.
Além do que, o futuro Ministério da Justiça, encorpado com as tarefas do Ministério da Segurança Nacional, do sistema penitenciário, das policiais federais e do conselho de controle das operações financeiras, poderá vir a ser muita carga para o caminhãozinho de Moro.
Há pouco tempo, em um seminário patrocinado pela revista Veja, o magistrado foi taxativo: “Acho que não seria apropriado da minha parte postular qualquer espécie de cargo político, porque isso poderia colocar em dúvida a integridade do trabalho que eu fiz até o presente momento”.
Agora, acha que o cargo de ministro da Justiça não é um cargo político e sim técnico. E, ao aceitar o convite de Bolsonaro, justificou: “A perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão”.
O cientista político italiano Alberto Vannucci, professor da Universidade de Pisa e especialista na operação anticorrupção italiana Mani Pulite, acha o argumento ingênuo. Argumenta: “Liderar uma operação judicial contra corrupção, com as habilidades de um juiz, não é garantia de que você saiba como políticas efetivas anticorrupção devam ser formuladas e aplicadas”.
Oxalá Sérgio Moro tenha razão e estejamos todos errados!
Bolsonaro, o presidente-aprendiz
É muito preocupante e eu arriscaria até em dizer que é desesperador ter na Presidência da República um homem que precisa ser alertado sobre a importância da relação comercial do Brasil com a China, que hoje em dia favorece nosso país em US$ 20,167 bilhões, o que dá 30,1% do superávit total brasileiro de US$ 67 bilhões. Se alguém acha que é um exagero desesperar-se, lembro que estamos falando de um político com quase 30 anos de mandato de deputado federal. Nem com muito otimismo alguém pode acreditar em um aprimoramento dele agora, depois de eleito presidente. Nesta situação, fanatismo não vale.
Está aí uma informação que não precisa vir de um “Posto Ipiranga”. O assunto não exige especialização. Para não falar besteira, bastaria saber ler e ter acompanhado o noticiário nos últimos anos, mas o presidente eleito Jair Bolsonaro não parece ter intimidade com o estudo nem com leituras básicas. Não quero trazer ainda mais preocupações, mas já tivemos um presidente que também não tinha paciência para documentos, relatórios, essas atividades trabalhosas da administração pública. E não é preciso dizer que isso não deu em boa coisa, não só para o Brasil como também para ele, que acabou no xilindró.
Governo curioso, o de Bolsonaro. Nem começou e já terá que dar uns passos para trás, uma regressão criada exclusivamente pela afoiteza verbal do presidente nesses dias da véspera da posse. É até engraçado, pois foi só por falar demais que ele será obrigado a recuos políticos humilhantes ou arcar com prejuízos econômicos que resultarão internamente em perda séria de credibilidade. Não cabe apostas. Bolsonaro voltará atrás no caso da China. O governo chinês não gostou das críticas do presidente eleito e avisou do modo deles: pela imprensa, que na China não é motivo de queixas dos políticos, como Bolsonaro costuma fazer por aqui. Por lá, a comunicação é toda estatal. Editorial do “China Daily” apontou que a vantagem do Brasil na balança comercial não dá motivo para queixas políticas.
Se tiver juízo, Bolsonaro deve voltar atrás também em outro assunto no qual entrou apenas para dar uma, digamos, lacrada política, para a qual nosso país também não tem tanto cacife assim. É a anunciada mudança da embaixada brasileira para Jerusalém. É difícil entender qual é o interesse brasileiro neste aceno político para a radical direita israelense, mas os pontos negativos já começam a aparecer. Logo que ele veio com essa destrambelhada ideia eu falei sobre a encrenca desnecessária que isso traria para o país. Representantes de países árabes já estão avisando que essa decisão pode afetar as relações comerciais com o Brasil. Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira existe o risco de interrupção de do crescimento do volume de vendas, com projeção de US$ 20 bilhões em 2022. No ano passado, as exportações brasileiras para o conjunto dos países árabes somaram US$ 13,6 bilhões.
Creio que alguém devia avisar Bolsonaro que ele já está eleito. Passou a fase dos memes, capitão. O momento é de se aferrar aos estudos, ao aprofundamento das propostas. É hora de preparar a viabilização prática das ideias e projetos, para em menos de dois meses encarar a mesa do presidente da República, tão atulhada de problemas que com certeza não há necessidade alguma de procurar encrencas novas.
Viagem na maionese – Bolsonaro erra e recua, tenta consertar, parece intuir o tamanho do problema. Dilma errava e insistia com a impérvia dos obtusos; ao tentar o conserto, o impiche batia-lhe na cintura. De comum, são prepotentes, arrogantes, titulares do monopólio da verdade e do cartel da boa intenção.
Um vive, a outra viveu a ilusão dos eleitos: a unção divina das urnas e os índices de aprovação conferindo verdade e certeza ao que fazem. Recipientes do cheque em branco da História, são indiferentes e alheios ao contingente, ao circunstancial, ao imprevisto e à fluidez da vida política.
Quem muito explica… – O juiz Sérgio Moro não para de dar entrevistas desde que aceitou ser ministro de Jair Bolsonaro. Falar muito, falar demais é questão de temperamento. Nunca foi do temperamento de Moro, que falava quase o mínimo, ainda que um pouco além do necessário, mas menos que os loquazes ministros do Supremo.
Falar todos os dias sobre a entrada no ministério, da credibilidade de suas sentenças e do risco para a Lava Jato, deixa a pergunta: para quê tanta explicação? Quem tem razão não explica tanto. Uma vez justificou o auxílio-moradia pela falta de aumentos na magistratura. Alguém rebateu: “quem muito se explica, muito se complica”.
Publicado em Rogério Distéfano - O Insulto Diário
Com a tag Jair Bolsonaro, Rogério Distéfano
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Jornal do Cínico
Do Filósofo do Centro Cívico – O aumento para os ministros do STF e todo resto do Judiciário é justo. Serve para que eles se protejam do que pode acontecer se o novo governo resolver acabar com a festa – e, também, para que os que aprovaram a coisa no Congresso sejam olhados com carinho especial se forem parar nos tribunais por gatunagem.
Publicado em Roberto José da Silva - Blog do Zé Beto
Com a tag Jornal do Cínico, zé beto
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Paralelepípedos da Rua São Pedro, Itararé
© Myskiciewicz
Conservá-los ou destruí-los, eis a questão. Primeiramente, vejamos os paralelepípedos em função do turismo. Após, em função dos motoristas. Você sabia, prezado leitor, que o primeiro paralelepípedo implantado em Itararé foi no ano de 1948, no início da Rua 15 de Novembro, saindo da praça?
Faz sessenta anos que as então ruas empoeiradas e lameadas de nossa cidade receberam esse embelezamento. Calçamento de primeira qualidade, para durar até o fim dos séculos. Destruí-los? Jamais! Itararé que é uma cidade que está lutando bravamente por seu turismo, certamente não vai querer destruir esse ponto turístico de real beleza, esse lindo trabalho artesanal, pedra por pedra, da Rua São Pedro, para colocar asfalto.
Só para ficar mais uma cidade igual a tantas? Esse calçamento é relíquia, jóia rara, são poucas cidades que ainda têm esse privilégio. É de inestimável valor turístico para Itararé! Visitantes admiram essa nossa avenida por seus paralelepípedos. Já ouvi muitos elogios a esse respeito, por pessoas de grandes centros urbanos. Nem imaginam, que há uma corrente de pessoas insensíveis que desejam destruir esse nosso patrimônio.
— Por favor, autoridades do Turismo, não permitam destruir mais essa linda atração turística. Basta, nossa Igreja Matriz que era tão admirada, por não ser pintada. Tendo tijolos à vista, como o Mosteiro Cisterciense, da vizinha Itaporanga. Sem nenhuma consulta à população foi pintada, ficando igualzinha a tantas outras igrejas. Antes disso, era diferente, era só a nossa, agora é igual a todas. Ainda, o Coreto da Praça Coronel Jordão, simplesmente demolido, da noite para o dia!
Que absurdo! Por qual motivo querer que nossa cidade seja tão moderna, tão igual a tudo e a todas? Nem tudo que é antigo é feio. Tudo que é antigo guarda sua História. Preservemos o que é nosso! Nossas tradições, nossas belezas, assim poderemos ser de fato, uma cidade turística, diferente!
Agora, a tese em defesa dos motoristas que tanto reclamam do estrago que os paralelepípedos causam a seus veículos. No caso da Rua São Pedro ser asfaltada, necessário se faz, que receba um serviço de primeira linha. Que antes, seja trocada toda rede de esgoto antiga, pela moderna. Que o asfalto seja da melhor qualidade e durabilidade possível.
Que não seja esse asfalto ordinário, que logo precisa de remendos, como essesremendos horríveis que foram feitos nos paralelepípedos próximos à Praça Negrão. Moleza mesmo, ao invés de se realinharem corretamente as pedras, joga-se uma camada de cimento, asfalto, sei lá, e tudo fica resolvido? Porém, aos olhos de quem ama Itararé, foi simplesmente chocante! Esse deserviço lembra colcha de retalhos ou as calças remendadas dos bailes caipiras das festas juninas.
Horrível! Porém, essa nossa Rua São Pedro, a tradicional Rua das Tropas, permanecerá para sempre impoluta, majestosa, tanto calçada como asfaltada. Que vença a razão! Rua São Pedro, 115, anos de tradição.
Tere/API (Associação Paulista de Imprensa) Jornal O Guarani, agosto/2008.