Caveat canem

Bolsonaro autoriza a Força Nacional na posse de Lula. O Exército não pode sair do lugar porque seus quarteis estão sitiados pelos bolsonaristas; os gripen comprados pela Aeronáutica não foram emplacados e a Marinha não tem porta aviões no lago Paranoá. A PRF está mais suja que oficina que desvia peças no conserto e a PF está naquela de separar o joio bolsonarista do trigo lulista. A polícia do DF, sei não, tudo no DF cheira a podre.

A Força Nacional chegou limpa até aqui, não foi instrumentalizada por Bolsonaro. Mas é bom desconfiar, pois é composta de recrutados nas demais corporações. Bolsonaro pode ir embora, mas seus adoradores são como os cupins aqui de casa, que se escondem destruindo os livros ou renascem para trocar as asas e destruir de novo. Na dúvida, para descargo de consciência, não custa deixar de prontidão o Exército do Stédile.

Pecado original

Simone Tebet entra no governo Lula mais desidratada que sapo atropelado em asfalto quente. Queria um ministério, deram outro, mas sem banco e com poucos poderes. Os petistas a aceitam no ministério, mas a repudiam pelo pecado original de ter nascido no agronegócio. Está que nem a aranha que o molequinho teimou que era surda; a cada perna que perdia a aranha insistia em se arrastar; cortada a última, o bicho não saiu do lugar. E o moleque provou a tese.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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