Coisas das eleições – final

1. Descobrir que o candidato que você iria votar acredita que a Terra é plana e outras bobagens;

2. Saber que o Centrão tem tentáculos em diversos partidos que você acha que combatem a corrupção;

3. Ter conhecimento, por acaso, que seu vizinho tem uma cachorra que se chama Rachadinha e que ele é eleitor de Bolsonaro;

4. Ir na feira no domingo e ter que aguentar candidatos falando coisas desconexas, e saber que a primeira coisa que farão é nomear seus parentes em cargos em comissão, caso sejam eleitos;

5.  Ver pessoas defendendo o maluco do Donald Trump, sem que conheçam patavina da eleição dos EUA e que ele quase apertou o botão da guerra nuclear;

6. Descobrir que há uma semana das eleições as pessoas não sabem ainda em quem irão votar;

7. Saber que os vereadores em Curitiba, têm grátis todo mês, 200 litros de combustível para consumirem como bem entenderem;

8. Ouvir o discurso contra o SUS de pessoas que receberam o auxílio emergencial indevidamente;

9. Saber que cerca de 30 políticos municipais no Paraná, considerados milionários, receberam indevidamente o auxílio emergencial, segundo reportagem da Folha de São Paulo, que usou divulgou a base dados do TCU e do TSE;

10. Assistir candidatos inclinando a cabeça na hora de falar frases de efeito e ter a certeza que as pessoas ainda são enganadas pelos seus discursos piegas;

11. Descobrir que o discurso de ódio ainda cativa parte do eleitorado;

12. Não esperar nada nem dos candidatos novos, nem dos tradicionais;

13. Não achar o título eleitoral e nem lembrar onde o guardou, se em alguma gaveta ou pasta de documentos.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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