Mensagens de WhatsApp revelam que militares bolsonaristas perderam a chance de comprar vacinas

A Reuters teve acesso a milhares de mensagens de WhatsApp do Ministério da Saúde.

A reportagem demolidora, intitulada “Como o Brasil perdeu a chance de obter vacinas contra a Covid-19”, mostra que, enquanto o resto do planeta negociava vacinas com os laboratórios, os militares bolsonaristas só pensavam em distribuir cloroquina.

Em 12 de junho, por exemplo, Elcio Franco compartilhou um texto sobre a vacina da AstraZeneca e comentou:

“Quem quer ser cobaia?” Em outra mensagem de WhatsApp, enviada alguns dias depois, em 15 junho, ele disse:

“A taxa de mortes está caindo drasticamente devido ao protocolo de tratamento de Bolsonaro. A cloroquina está revertendo a situação”.

Um funcionário da AstraZeneca que participou das conversas com o Ministério da Saúde disse que Eduardo Pazuello não entendeu a necessidade de agir rapidamente para obter doses da vacina. No primeiro encontro com o laboratório, ele manifestou interesse em comprar a vacina, mas “depois levantou e saiu da sala. Ele nunca mais participou de uma reunião”.

Com a Pfizer, o desinteresse foi ainda maior. Isso é caso de polícia.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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