Viver é muito perigoso

Publicado em Sem categoria | Com a tag | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Benjamin na Visita ao Hospital

Benjamin foi visitar um hospital psiquiátrico e, curioso, perguntou ao Diretor:
– “Qual é o critério para decidir quem precisa ser hospitalizado aqui?” O médico explicou:
– “Nós enchemos uma banheira com água e oferecemos ao doente uma colher, um copo e um balde, e pedimos que a esvazie. De acordo com a forma que ele decida realizar a missão, nós decidimos se o hospitalizamos ou não”.
– “Ah!, entendi” – disse o visitante – “Uma pessoa normal usaria o balde, que é maior que o copo e a colher”.
– “Não!” – respondeu o diretor – “Uma pessoa normal tiraria a tampa do ralo”.
E completou, rindo: – “Qual é o seu plano, quarto particular ou enfermaria?”

Publicado em Gerson Guelmann | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Todo dia é dia

desamores© Lucília Guimarães

Publicado em Todo dia é dia | Com a tag | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Fraga

Publicado em fraga | Com a tag , , | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Os livros do Prof. Thimpor

Publicado em Geral | Com a tag | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

vão

palavra como persiana
poema como lucidez
imanta o ar fora do cômodo
das frases um outono
rente à janela
ouro tonto sobre a tarde derrubada
entrementes, entre dentes
(e quatro paredes)
tua boca ainda invoca,
equivoca e pobre.
na penugem além da vidraça
os deuses-de-tudo-o-que-importa
cerram as pálpebras de cobre

Publicado em Sem categoria | Com a tag | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Aécio Neves vem aí

O entusiasmo com a participação do deputado Aécio Neves no evento do PSDB nessa semana foi tanto que já se fala em seu nome para a disputa presidencial em 2026. O partido, até então, estava prometido a Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.

Inocentado recentemente em segunda instância da acusação de ter recebido propina de Joesley Bastista, Aécio estava cheio de gás no evento do partido. Seus apoiadores acreditam que, em breve, ele também estará livre das investigações da Lava Jato.

Leite é presidente do PSDB e, ao assumir a função, levou de volta para os cargos de poder na legenda parlamentares e nomes ligados a Aécio. Um tucano disse ao Bastidor que é questão de tempo até Eduardo Leite se arrepender.

Publicado em O Bastidor | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

O Bandido Que Sabia Latim

Publicado em O Bandido Que Sabia Latim | Com a tag , | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Elas

© Antonio Guerreiro

Publicado em tempo | Com a tag | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Gravatapa sexo

Donald Trump mentiu de novo: ao ser fichado no recente processo criminal, declarou pesar dez quilos a menos. Os comentários: as fotografias recentes provam que aumentou dez, está perto dos 120. , não continuaria a apontar para a ponta do bingolim do ex-presidente (que a atriz pornô Stormy Daniels, que o desfrutou, declarou ser pequeno, a glande com formato de cogumelo).

Em Trump, o pinto briga com a gravata, e esta quebra o cânone de estacionar na metade superior do furo do cinto. A gravata desvenda a frustração de Trump com a virilidade, o tique do complexo e da carência. Lembra seu êmulo brasileiro com a fictícia narrativa do imbrochável, ele o único animal na história da galáxia cujo membro é permanentemente ereto. Talvez por isso o Mito tenha operado no modo romano do Phallus erectus conscientia nula.

Publicado em Rogério Distéfano - O Insulto Diário | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Nos arredores de casa. Da série Juvever, bairro Juvevê, Curitiba, Paraná. © Alberto Melo Viana

Publicado em Sem categoria | Com a tag | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Pagar paixão

Adriana pergunta se me apaixono, se me derreto, com facilidade

Adriana me escreve perguntando se eu “pago paixão” com facilidade e conta não se conformar “com amigas que voltam para casa profundamente envolvidas após um terceiro encontro”. Curioso como aqui em São Paulo, onde temos a fama de pensar muito em dinheiro, não existe a tal expressão que combina paixão com passar recibo. O ato de pagar paixão, ainda me recordo bem dos meus 30 anos, é carioquíssimo.

Quando morei no Rio de Janeiro, e via um rapaz parecido com o Humberto Carrão a cada meia esquina, entendi que poderia me apaixonar umas 40 vezes por dia, durante minhas caminhadas do Leblon até Copacabana.

Confesso que minha obsessão clínica é mais o verbo “durar”. Falo toda semana na terapia sobre meu desejo de um encontro inabalável, contínuo, onde eu ainda possa florescer por muito tempo e um dia morrer saciada de histórias e sentidos. Se ficou brega peço perdão.

Mas paixão, eu tenho a sorte (e aos olhos de muitos amigos, a insanidade) de sentir o tempo todo. Em algumas fases da vida, me apaixono por duas, três, ou quatro pessoas ao mesmo tempo. Sempre saio de reuniões, aniversários, almoços, entrevistas, apaixonada por alguém. Claro que as durações vão de segundos a anos, a depender se estou apenas usando as costas do outro como tela de projeção ou se existe de fato um ser interessante que possa parar de pé após alguns dias. Não digo que vivo real e carnalmente nem 1/100 dessas fantasias, mas não saberia aturar os dias não fosse essa minha capacidade de

almejar a pele alheia.Me apaixono por novos amigos, me apaixono pelas pessoas com quem trabalho, me apaixono por duas linhas de papo em uma mensagem enviada. E não é aquele papo hippie de amar a tudo e a todos, as plantas, os bichos, eu falo de desejar lamber com afinco a face de seres humanos. Do coração bater descontroladamente em diferentes partes do corpo. Uma amiga diz que deveriam fazer um spray com a minha libido e vender na Fornicari (uma sex shop caríssima com um nome baratíssimo).

Já me aconteceu de sair para chorar as pitangas sobre uma paixão avassaladora com um colega e, no meio do choro, me perceber completamente apaixonada pelo ouvinte querido que me devolve ironias e intensidades como se estivéssemos em um jogo de tênis, tudo isso enquanto recebo uma mensagem inteligente e picante de um terceiro e, suspirando, me dou conta que poderia viver algo ardente com um desconhecido na mesa ao lado.

Essa é a história que eu poderia contar semanalmente ao meu analista, concluindo, em voz alta, que no fundo, quem eu realmente desejo, é ele. Sou sempre assim? Não. Passo longos períodos liberta de uma espécie de estado maníaco apaixonante, mas quando sou, aproveito, ainda que exausta.

Entendo que a pergunta de Adriana quer ir um tantinho mais além, e entender se me derreto e declamo para as pessoas. Sim, não tenho vergonha de ser ridícula e nem medo de afugentar rapazes com meu aceleramento desarrazoado.

Lembro de um jovem de barba ruiva que ouviu meus sussurros implorando “passaria a vida com você” e ele estava na minha casa há duas horas. Eu o conhecia há duas horas e vinte minutos. Ele riu muito e falou “nossa, você consegue pagar paixão assim fácil?”.

No dia seguinte escrevi infinitas crônicas sobre sua barba ruiva e mãos pequenas. Fiquei duas semanas ouvindo músicas e pensando nele. E ele ria muito da minha cara. Bem, semana passada, ele apareceu no lançamento de um livro meu. Queria apresentar para a família a moça de quem ele sempre falava “doida, escreveu vários textos sobre mim”. Eu não lembrava seu nome.

Publicado em Tati Bernardi - Folha de São Paulo | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Para não esquecer

Um dos mais importantes grupos de teatro de bonecos do Paraná. Foto Divulgação.

Publicado em Sem categoria | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Carta a Doc Hollyday

doc
ainda bem que
o solda tinha cuque
doc
no mais

ninguém mais
tem mais saque por aqui
o pique

de fazer chover
chuva tão chic
no pileque
de cada piquenique

Publicado em Todo dia é dia | Com a tag | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Quem é ele?

Ilustração para a capa da Raposa (fase Diário do Paraná), edição número 10, 1978.

Publicado em Oswaldo Miran | Com a tag , | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter