Poeminha a passo de ganso

De surpresa a fala fez-se a bombástica
Proposta de edital duma arte mais estática
A vontade do estado como sempre errática
Acima deus pátria família, abaixo a plástica
De cívica tal língua fez-se entusiástica
Que no vídeo pregava mudança drástica
E nessa paixão pela retórica pleonástica
Declara a arte servil, regrada, monástica

Daqui em diante arte deve fazer ginástica
E manter-se não elástica mas eclesiástica
Se possível fardar-se e perfilar, fantástica!
E pintar-se verdosa e amarelosa, catártica

Finda-se o discurso numa voz sarcástica
Encomende-se ao artista obra escolástica
Goebbelslizada uma cultura nada cáustica
Premie-se logo a obediência encomiástica

Mal sai do ar o falastrão de aura asmática
Perde a função: falta de noção ou de tática?
Em seu lugar cogitada atriz teledramática
Reginar-se-á ela com o Poder, carismática?

Será tudo isso a gota d´água orgiástica
Ou é parte duma enxurrada emblemática?
Estica o braço, heil!, saudação traumática
O lindo pendão resplandece ordem sádica:

Marcha o ganso, resoluto, rumo à suástica.

Publicado em fraga | Com a tag , , | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Os tagarelas

“É difícil viver com os homens, porque é tão difícil o silêncio. Especialmente para um tagarela”

Assim falou Zaratustra

Os tagarelas
Abriam e fechavam a boca
Exaustivamente
E riam sacudindo o corpo
De modo deselegante
Expulsando como demônios
Todo arsenal de chistes
Reservado em dias
de intensa solidão
Para esbanjar ali
Uma disputa louca
E deprimente
Terrivelmente deprimente
Eu sei porque estive com eles
Eu sei porque sou um deles

Publicado em Sem categoria | Com a tag | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Baragoléticos

De repente uma explosão de furúnculos baragoléticos! Especimezinha que brotoeja esotérica na alinhavada esfinge halitosa de sacco & vanzetti, última dor do inácio, aquele magrela, comunista entrega pizzas na Academia Paranaense de Letraset, comedor de quejandos entocado na cavernosa idiotice, cantando mantras, só lamente uma vez, bigodites, cavanhaquices sisudas misturam ditados de poetas philósophos pelados descendo o Nhundiaquara de bóia-fria, à margem esquerda de quem sai e espera o barreado frígido locopaca, embutido no insepulto que já fede. Urubus vomitam. Ninguém é prefeito.

O protofônico que tem medo de Virginia Wolff não quer esperar a perícia montada, de como ser vaiado pela gargantula da républica curitibana: essa é mais uma tarifa para o supra comunista, amoscanhento regrudado no teto do aeroaperto do alfa rábius oculto entre teias de homens-aranha, o parecer do banco central detona relatórios hediondos e condena reles comunista a ler catataus e livros dos contrários por toda eternidade, para afugentar os corvos monossilábicos, parte do guruato lhe atira pedras, pratos de sopapos embotam o cérebro fétido: já não cogita, ergo, o caralhaquatro, o caralho aquático.

A mão que afoga é a mesma que desenha e afaga o garçom, habeas-corpus moles, nesse espaço de tempo mostra a bunda reluzente de necrófilo estapafúrdio, fanzines de carteirinhas abrem as bocálidas e respiram mau-hálito resplandescente, barata com caspa, assim excitou o daltônico trevisético emparelhado com o comunista na subida de sísifo, comendo o fígado de prometeu acorrentado, tratando os algozes com respeitinho de adolescente, intumescido, vade retro, comunista, quem te viu na mtv? Toda família curitibana tem um comunista trancado no porão, macaqueando hipérboles antagônicas sobre eras trevisânicas, moléculas que andam de biciclétula.

O protomedicato decidiu fechar as boticas, evitando tumulto barbalho defronte ao paulanque da Maurechal. 

Publicado em Sem categoria | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

cieloTradução de Alberto Centurião

Publicado em todo dia é dia | Com a tag , | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Faça propaganda e não reclame

Andy Warhol Cover Esquire – May 1969

Publicado em Faça propaganda e não reclame | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

La Petite Mélancolie

Ruth Bernhard wet silk|1938

Publicado em La Petit Mélancolie | Com a tag | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

MON realiza encontro para educadores na mostra de Eisenstein

Na edição de agosto do programa MON na Escola, profissionais da educação terão a oportunidade de participar de uma oficina teórico-prática sobre o artista e cineasta Serguei Eisenstein. O encontro gratuito, que exige inscrição prévia, ocorrerá no dia 30/8, em duas sessões: 9h30 e 14h.

A atividade, conduzida pela equipe de educadores do Museu, começará com uma visita mediada pela exposição “Serguei Eisenstein e o Mundo”, em cartaz na Sala 11. Em seguida, os participantes serão conduzidos para uma oficina artística inspirada nos desenhos e esboços do artista.

O programa MON na Escola é direcionado a professores do ensino público e privado, alunos de licenciatura e outros profissionais da área de mediação cultural. Os encontros são mensais, com emissão de declaração de participação.

Em cartaz

“Serguei Eisenstein e o Mundo” comemora os 125 anos de nascimento do cineasta russo. Por meio de um conjunto de desenhos, esboços, fotografias, caricaturas, projeções e objetos, a exposição apresenta parte do processo criativo de um dos diretores mais inovadores e pioneiros da história do cinema. Serguei Eisenstein influenciou grandes cineastas e revolucionou o mundo das imagens com suas múltiplas linguagens.

SOBRE O MON

O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço

30 de agosto|Sessão 1: 9h30 às 11h30|Sessão 2: 14h às 16h|Espaço de Oficinas Link para inscrição: bit.ly/MONnaEscolaProfessoresAgosto

Publicado em Sem categoria | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Nem as emendas pix salvam Alisson Matos

Avisado por líderes do Centrão de que deputados e senadores tentarão retomar o controle de boa parte do orçamento após o fim das emendas de relator (RP9), o governo Lula se prepara para a batalha no Congresso no segundo semestre.

Bastidor já mostrou (aquiaqui e aqui) que parlamentares tentarão transformar as emendas das comissões da Câmara e do Senado em obrigatórias. Hoje, as RP2, como são chamadas, são liberadas de acordo com a boa vontade do governo.

Para tentar frear o ímpeto dos deputados e senadores, o governo optou pelas emendas pix – que, assim como o extinto orçamento secreto, não têm transparência.

Só em julho, o governo liberou R$ 6,3 bilhões por meio delas, que são enviadas diretamente para estados e municípios sem nenhuma ferramenta de controle de como os recursos serão gastos. Nem assim os parlamentares estão satisfeitos.

Naquele mês, como noticiou o Bastidor, Lula empenhou R$ 11,8 bilhões em meio às votações da reforma tributária, da volta do voto de qualidade do Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais) e do novo arcabouço fiscal.

Mesmo crítico do orçamento secreto e da relação do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro com o Congresso, Lula liberou de janeiro a julho mais emendas parlamentares do que o ex-presidente nos sete primeiros meses de 2019, 2020 e 2021.

Apesar dos recordes, o Centrão cobra celeridade nos repasses. No fim de julho, o governo publicou um decreto em que anunciou o bloqueio de R$ 3,2 bilhões da RP2. A justificativa era o cumprimento do teto de gastos de 2023.

Publicado em O Bastidor | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Publicado em Sem categoria | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Flagrantes da vida real

Beto Bruel, José Basso, Plinio Taques e o cartunista que vos digita, no Teatro José Maria Santos, na Mostra Fátima Ortiz. © Maringas Maciel

Publicado em Flagrantes da vida real | Com a tag , | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Bom dia, do Plural Curitiba

©Dico Kremer

Hoje, quinta, 24 de agosto. Dia do suicídio de Getulio. Aniversário de 79 anos de Paulo Leminski. Slimani começa a salvar o Coxa.

Quero que pobre se exploda

Justo Verissimo era um personagem icônico do velho Chico Anysio. Era um político que nos bastidores se permitia falar com toda clareza o que ele pensava de seus eleitores. “De pobre eu quero é só o voto. Quero mais é que o pobre se exploda.” Lógico que é uma caricatura. Jamais você ia encontrar um prefeito que, em público, admitisse que sente horror a cheiro de pobre, não é mesmo? Opa, pera… Parece que teve isso sim. Mas então, justamente na prefeitura de Greca a presidente da FAS foi pega mandando usarem a Guarda Municipal para tirarem pobre da rua. Porque, segundo ela, francamente, aquilo ali estava um horror…

O áudio de Maria Alice Erthal publicado pelo Plural, num lugar sério, causaria demissão imediata da presidente da FAS e uma retratação do prefeito. Faça a si mesmo um favor e leia a reportagem da Angieli Maros aqui.

Publicado em Plural | Com a tag | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Restaure-se a parentalidade

Durante a anarquia Bolsonaro, o filho 02, Carluxo, sem cargo no Planalto, abria a porta do gabinete ou da sala de reuniões e interrompia conversas do presidente com ministros e gritava: “Pai, depois quero falar com você” (nada republicano, do vocativo à conclusão). Agora, nos tribunais em geral, a partir da decisão do STF sobre parentes de ministros advogando nos tribunais em geral e STF em particular, filhos, sobrinhos, irmãos, cunhados advogados não irão endereçar suas petições ao ‘exmo. sr. magistrado’. Será ao ‘querido tio, pai, mano.

Apesar do corridão no golpismo bolsonarista, o STF, na arrogância do poder que se põe acima da crítica, opta restaurar a parentalidade. Ao lixo os sociólogos como Raymundo Faoro que apontam o patrimonialismo como uma de nossas maiores deformações institucionais. Não há como vencer algo que nasceu no Descobrimento, consolidou-se no império e pereniza-se na república. Ainda que sob a desculpa de uma transparência que não se restaura por decreto, o STF consolida o patrimonialismo com os advogados parentes dos ministros.

Publicado em Rogério Distéfano - O Insulto Diário | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Publicado em Sem categoria | Com a tag | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Crueltiriba

Publicado em Cruelritiba | Com a tag | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Tempo – 1998

Solda: em Florianópolis, a artista plástica Andréa Ramos e o jornalista, escritor e poeta Fernando Alexandre, 1998. Leila Pugnaloni, que também fez a foto.

Publicado em tempo | Com a tag | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter