Hai-cai, impalpável que é, pode ser esse ou isso:
Pedra fosse, talvez paralelepípedo parado no ar.
Fosse bicho, não iria rugir nem mugir: ciciaria.
Se frutificasse, pêra pendente no pé-de-vento.
Líquido fosse, porcelana morna derramada.
Fosse flor, formaria um ramalhete de galhardetes.
Cor fosse, seria uma mancha perfurada de luz.
Se fosse música, soaria por orquestra de córregos.
Fosse riso, teria tom rosado e meses de idade.
Se somente silêncio, seria susto sem sombras.
Compreende agora o peso do alfabeto ocidental
para o insustentável flutuar do sutil hai-cai?
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Curativo. © Maringas Maciel
leite, leitura,

Fantasmas não existem num plano ultraterreno, invulneráveis ao tempo. A prova disso pôde ser constatada na casa de D. Rigoberta Agra, na av. Floriano Peixoto, perto da catedral. É uma das primeiras mansões “art-nouveau” da cidade, construída na era opulenta do algodão. Ali morreu de uma febre, com três anos, o pequeno Gilbertinho – um golpe que abalou e finalmente dispersou a família. D. Rigoberta foi a primeira a avistá-lo, anos depois, brincando com soldadinhos invisíveis num canto do salão. Correu para abraçá-lo e desmaiou. As aparições se sucederam numa média de duas ou três por ano. A arrumadeira, D. Lígia, o avistou um dia entretido com um livro de Monteiro Lobato. Aprendera a ler sozinho. Viram-no depois de calção, chutando recursivamente uma bola de encontro à parede dos fundos. Nunca conseguiram aproximar-se dele, que desaparecia.
O Brasil precisa urgente de uma guerra, como a do Paraguai ou como a da Ucrânia. Faz muito tempo da última, mais de século e meio. A campanha da Itália não conta porque não mandamos forças militares, mas soldados rasos sob o comando de oficiais treinados. E todos lutavam para completar o serviço iniciado pelos norte americanos. Uma guerra mata gente e drena recursos. Mas nem uma nem outra coisa são novidades. Vide o covid, a corrupção, as calamidades, a fome. Ou seja, com guerra ou sem guerra, gasta-se dinheiro e mata-se gente à toa.

A primeira-dama Janja da Silva se juntou às mulheres do governo, do PT e do meio jurídico na pressão para que o presidente Lula indique uma mulher para o Supremo Tribunal Federal no lugar da ministra Rosa Weber, que se aposenta em outubro.
Décio Pignatari – (1927|2012) Poeta, foi um dos criadores do concretismo, ao lado dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos. Professor, ensaísta e tradutor paulista, viveu em Curitiba a partir dos anos 2000, como professor universitário. Já doente de Alzheimer, sua família o levou de volta para São Paulo em 2011, um ano antes de seu falecimento.
Aviso: você pegou este texto para ler agora, mas ele está desatualizado e a cada letra ele caduca progressivamente
