Que tipo de bar você frequenta?

Um guia prático pra quem costuma tomar umas e outras pra criar coragem e enfrentar a vida cara a cara

Bar Charel. Ambiente sóbrio, frequentado por aqueles que concluíram o curso de ensino superior.
Bar Bilônia. Esplendoroso, embora os fregueses cultivem hábitos e costumes dissolutos, o que leva o bar a estar em constante decadência.
Bar Coniano. Clientes cadastrados. Para obtenção do cadastro é preciso ser partidário da filosofia de Francis Bacon.
Bar Quiteriólogo. Frequentado por bacteriologistas.
Bar Dalação. Pra quem gosta de acontecimentos sociais, cuja finalidade é a autopromoção.
Bar Derna. Bar preferido por bagunceiros de toda espécie para que, ao se embriagarem, promovam atividades pândegas.
Bar Fafá. Fecha sempre antes do último tumulto, antes que a confusão se alastre.
Bar Gatela. Onde os preços são uma ninharia.
Bar Gaço. Estabelecimento de mau aspecto, envelhecido.
Bar Gulho. Ao lado do Bar Gaço.
Bar Nana. Frequentado por frouxas e palermas.
Bar Afunda. Ninguém se entende. O ambiente é uma baderna. Bêbados fazem algazarra, garçons sobem nas mesas. E ninguém reclama. O importante é a balbúrdia.
Bar Agnose. Frequentado única e exclusivamente por pessoas que não sentem o peso do corpo. Nem do copo.
Bar Alho. Admite somente 52 fregueses, divididos em quatro naipes, séries de ás a rei, com peças intermediárias até dez e mais as figuras do valete e da dama. O garçom é o curinga.
Bar Atinado. Ambiente transtornado, perturbado. Uma loucura.
Bar Atinha. Para as pessoas que acordam transformadas em baratas. Ou em baratinhas.
Bar Bada. Local indicado para quem está acostumado a vencer facilmente a ressaca no dia seguinte. Mesmo que seja de licor de ovos.
Bar Bacenense. Estabelecimento onde é proibida a entrada de pessoas não nascidas em Barbacena/MG.
Bar Bearia. Loja de barbeiro, com botequim anexo. Para quem gosta de beber com um pano quente no rosto.
Bar Bicha. Boteco suspeito.
Bar Bitúrico. Um barato. Casa especializada em batidinhas ácidas.
Bar Ganha. Onde se pode beber na base da troca. Depois do terceiro uísque só são permitidas trocas de impressões.
Bar Nabé. Bar preferido por funcionários públicos de categoria modesta, embora até hoje nenhum deles tenha sido encontrado no local. Apenas os respectivos paletós nas cadeiras.
Bar Baridade. Um espanto de bar, tchê! Bah!
Bar Bante. Para quem está com a vida por um fio.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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