Sem este livro, pode dar bololô!

Fui convidado para o  Salão Internacional de Humor do Piauí em 2003, do qual me tornei curador e também conselheiro da Fundação Nacional de Humor. Foram portanto, muitos anos indo e vindo, Teresina|Curitiba – Curitiba|Teresina. Albert Piauí, enteeenndeeu?, diz que eles não têm sotaque, nós, paranaenses, é que falamos de uma maneira estranha, carregada de expressões que só nós entendemos. Carrego comigo, sempre, esta Grande Enciclopédia Internacional de Piauiês, de Paulo José da Cunha. Assim, posso sempre arrochar o buriti, sem medo!

A “Enciclopédia de Piauiês”, de Paulo José Cunha é o registro de uma fala em extinção, pela massificação modernizadora, travestido de tempo moderno e, hoje, falante de uma língua “global” que pouco expressa a estagnação efetiva que pade na essência de sua triste realidade. É obra que tem a grandeza de congelar, para o futuro, o verbo de uma cultura que se desvanece, de guardar para a posteridade o testemunho de um tempo em que o sertanejo não se expressava da mesma maneira que o surfista carioca. José Ferreira.

Grande Enciclopédia Internacional de Piauiês (incluindo, de brinde, a “Gramática de Piauiêis”, de Ricardo Teixeira). Livraria e Editora  Corisco, 2001|Editor: Cinéas Santos. Projeto gráfico e ilustrações: Antônio Amaral. Revisão: Jussandra Borges.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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