Ainda rumo à ilha deserta

Uma lista de discos de cantores e cantoras americanas da era clássica a levar para lá

Lembrei-me outro dia de quando os jornais perguntavam às pessoas que discos ou livros levariam para uma ilha deserta. Por que deserta, nunca entendi —a graça de um livro não está em discuti-lo depois de lê-lo? E o que é melhor do que ouvir um disco a dois? Claro, a ilha era um pretexto para que o sujeito escalasse seus favoritos em cada gênero. Só que, com a quarentena, cada um de nós está tendo realmente de construir sua ilha.

Daí, listei em coluna recente os discos de música brasileira que levaria para a hipotética ilha. Deixei claro que aquela era apenas a minha lista e instiguei o leitor a fazer a dele —que seria tão perfeita para ele quanto a minha para mim. Hoje, resolvi fazer outra, de cantores e cantoras americanos da era clássica, anos 40 e 50. E levando só um disco de cada um –nada de obras completas ou coletâneas. Aí vão.

Sinatra: “Songs for Swingin’ Lovers”. Louis Armstrong: “Satchmo Plays King Oliver”. Bing Crosby: “Bing with a Beat”. Fred Astaire: “The Astaire Story”. Mel Tormé: “Swings Shubert Alley”. Johnny Hartman: “The Voice That Is”. Nat King Cole: “Just One of Those Things”. Billy Eckstine: “Basie/Eckstine, Inc.”. Tony Bennett: “The Tony Bennett-Bill Evans Album”. Joe Mooney: “Lush Life”. Mark Murphy: “Rah!”. Matt Dennis: “Plays and Sings”. Bobby Short: “Songs by Bobby Short”. Etc.

Billie Holiday: “Lady in Satin”. Ella Fitzgerald: “30 by Ella”. Carmen McRae: “After Glow”. Doris Day: “Duet (w/ André Previn)”. Peggy Lee: “Dream Street”. Sarah Vaughan: “Vaughan & Violins”. Lee Wiley: “Night in Manhattan”. Anita O’Day: “Drummer Man”. Julie London: “Sophisticated Lady”. Dinah Shore: “Dinah Sings, Previn Plays”. Mabel Mercer: “Merely Marvelous”. Blossom Dearie: “Soubrette Sings Broadway”. Jeri Southern: “When Your Heart’s on Fire”. Judy Garland: “Alone”. Rosemary Clooney: “Blue Rose”. Etc. etc.

Lembre-se: esta é apenas a minha ilha. Mas você será bem-vindo a ela.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
Esta entrada foi publicada em Ruy Castro - Folha de São Paulo. Adicione o link permanente aos seus favoritos.
Compartilhe Facebook Twitter

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.