Marechal Piolho

Antes da 1ª Guerra, maioria dos óbitos nos conflitos era por epidemias com ectoparasitas como vetor

O presidente da França, Emmanuel Macron, em seu discurso por ocasião do centenário do armistício que pôs fim à Primeira Guerra Mundial, queixou-se de demônios do passado que estariam ressurgindo na forma de nacionalismo e ameaçando mais uma vez colocar a história num curso trágico.

Não há dúvida de que o nacionalismo, que era ruim cem anos atrás, continua ruim hoje, mas, ao traçar comparações históricas de grande envergadura, é preciso estar atento para não fechar os olhos para as diferenças que marcam cada um dos períodos. Dados quaisquer dois momentos da história, sempre haverá mais diferenças do que semelhanças entre eles.

Há demônios e demônios, e, se alguns ressurgem, outros parecem ter sido exorcizados. Algo pouco destacado nas efemérides da Primeira Guerra é que ela foi o primeiro conflito envolvendo grandes exércitos em que a maior parte das baixas foi provocada pelos combates propriamente ditos e não por doenças.

Em guerras anteriores, a maioria dos óbitos era causada por epidemias que têm ectoparasitas como vetor, a exemplo do tifo. Exalta-se o papel do general Inverno na derrota de Napoleão na Rússia, mas o marechal Piolho foi muito mais decisivo. Estima-se que, para cada soldado francês morto no campo de batalha, quatro tenham sucumbido a patógenos transmitidos por insetos.

Essa tendência só se inverteu na 1ª Guerra com a introdução de esquadras sanitárias, compostas por pelotões de barbeiros e brigadas de lavanderia. Já citei aqui Jeffrey Lockwood, que conta essa história em detalhes. Seu “Soldados de Seis Pernas” ganhou edição brasileira.

Precisamos sempre apontar os riscos que corremos, como fez Macron, mas sem deixar de destacar o que funcionou, como é o caso da adoção de medidas básicas de higiene —uma revolução sanitária que já salvou milhões de vidas. Não basta evitar o erro; é preciso também insistir nos acertos.

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Romance de uma caveira

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Esperança vs experiência – Joaquim Levy, brevíssimo ministro da Fazenda de Dilma, que rejeitou sua política de austeridade, deixa diretoria do Banco Mundial, em Washington, para ser presidente do BNDES no governo Bolsonaro.

Voltar ao governo é como o segundo casamento na definição do doutor Samuel Johnson: “a vitória da esperança sobre a experiência”. Viúvo e assediado por pretendentes, Johnson não casou novamente.

Se o primeiro casamento foi feliz, o segundo dificilmente será igual; e se foi infeliz, tentar de novo é imprudência ou tolice. Levy foi infeliz no casamento com Dilma.

A consistência do consistente – Na entrevista ao Fantástico o juiz sub ministre Sérgio Moro aceita o afastamento de ministros desde que a prova seja “consistente”.

Não podia ser da mesma consistência da prova de que Lula é dono do sítio de Atibaia ou que é dono do triplex, aceita pelo então juiz Sérgio Moro?

A consistência que bate em Chico é a mesma que bate em Francisco. A menos que o consistente do ministro seja mais consistente que o consistente do juiz.

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Tchans!

Lola Arburg – Zishy

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Senado pauta redução de alcance da Ficha Limpa

Sem alarde, senadores incluíram na pauta de hoje a votação de projeto que altera a inelegibilidade dos políticos condenados pela Lei da Ficha Limpa antes de 2010, quando ela foi criada. Contrariando o entendimento já firmado pelo Supremo, os parlamentares querem que, nessas situações, em vez dos oito anos sem direito a concorrer a cargo eletivo, seja aplicada a pena prevista nas leis anteriores. Márlon Reis, ex-juiz e um dos idealizadores da Ficha Limpa, considera um “retrocesso”. “A mudança praticamente anistia quem cometeu irregularidades antes.”

O requerimento de urgência para análise do projeto estava tramitando no Senado desde dezembro de 2017. Sem barulho, foi aprovado no último dia 7. Com isso, será apreciado diretamente no plenário, sem passar por nenhuma comissão temática.

Antes da Lei da Ficha Limpa, os prazos de inelegibilidade variavam. Nos casos de abuso de poder econômico, por exemplo, eram três anos a partir da data da eleição.

Autor do projeto, o senador Dalírio Beber (PSDB-SC) diz que o texto vai garantir que quem teve decisão judicial transitada em julgado à luz da lei anterior tenha decretação de inelegibilidade por três anos, segundo lei da época. Coluna do Estadão

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Jota

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É hora de rezar, macacada!

© Roberto José da Silva

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Fraga

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Dibujo

orlando-maca© Orlando Pedroso

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Tempo

No Original Beto Batata, Lina Faria, Lucília Guimarães e Dóris Teixeira, na 1ª Swainzada de Curitiba, em algum lugar do passado. © Vera Solda

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Livro de poemas infantis será lançado dia 18 na Feira do Poeta no Largo da Ordem


Um livro divertido, bem ao gosto das crianças, reúne um pouco de tudo: pai, mãe, avós (uma avó viúva), pássaros, gatos, vento, chuva, formigas, borboleta, o escuro da noite, a lua, um tio careca, um anjo sapeca, um irmãozinho idem. Até um relógio maluco faz parte desse cenário.   

Esse é o “Pequenos poemas traquinas”, de Zeca Corrêa Leite, que será lançado dia 18 (domingo) na Feira do Poeta, das 11 às 13 horas. A sala localiza-se ao lado da Casa Romário Martins, no Largo da Ordem. O livro custa 20 reais.

Destinados ao público infantil, os “poemas traquinas” são textos breves compostos de modo a propiciar aos pequenos leitores (ou ouvintes) melhor compreensão daquilo que é narrado. As ilustrações são da premiada artista Márcia Széliga.

Segundo o autor, “Pequenos poemas traquinas” propõe-se a levar a um público específico, em fase de aprendizagem da leitura, ou ainda não alfabetizado, a delicadeza poética “cujos textos inserem-se ao seu mundo com recortes do cotidiano, porém onde o elemento lúdico é determinante”.

Outro fator a ser destacado é a liberdade dos temas. “Escrevi sem a obrigatoriedade de conceituações e mensagens edificantes. Seria como uma brincadeira inocente, onde a palavra transita dentro de um ritmo, uma musicalidade natural que é a marca de todo poema.

O volume de 24 páginas contém 33 textos que são um convite informal para os pequenos adentrarem num dos caminhos da literatura: a poesia.

A edição de “Pequenos poemas traquinas” contou com a chancela do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura/Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba, com incentivo cultural da Caixa Econômica Federal e apoio do escritório Cultural Office. 

Zeca e Márcia

“Pequenos poemas traquinas” é o primeiro livro infantil de Zeca Corrêa Leite, autor entre outros de “Lendas das águas”, “O velho e alguns escritos”, “Quinhentas vozes” (adaptado ao teatro valeu-lhe o Troféu Gralha Azul, de melhor texto). Em coautoria com Rosirene Gemael lançou neste ano “Odelair Rodrigues”, biografia sobre uma das estrelas do teatro e da televisão paranaense.

Márcia Széliga, formada pela Embap, fez especialização em Desenho Animado na Academia de Belas Artes de Cracóvia, na Polônia, como bolsista do governo polonês. Realizou diversas exposições no Brasil e exterior, como as Bienais de Bratislava, na República Eslovênia. Neste ano recebeu o Prêmio AEILIJ de melhor livro ilustrado “(Esopo: liberdade para as fábulas”, de Luiz Antonio Aguiar. Também foi finalista do Prêmio Jabuti 2018 pelas ilustrações de “Vovô vai para as estrelas”, do mesmo autor.

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Playboy – Anos 70

1973|Geri Glass. Playboy Centerfold

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Vale a pena ver de novo!

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Macaco Simão

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Tchans!

© Mondo Topless

 

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Os livros do Prof. Thimpor

“A Beterraba Assassina” é um marco na história da literatura boliviana. Quem conhece a obra de Firmino Garcia Meza y Gasset vai encontrar neste livro a mesma irreverência e o mesmo sentimento de latinidade peculiar no autor de “Rajada Indiscriminada”, sucesso editorial que revelou ao mundo o romancista mais procurado pela polícia do seu país. Firmino Garcia Meza y Gasset relata as aventuras do índio Chiuchiu Figatil, tentando resistir às tentações do capitalismo selvagem, mesmo que isso lhe custe a própria vida ou as plantações de coca na Bolívia.

O bravo herói percorre as páginas de “A Beterraba Assassina” procurando respostas para o vazio da existência da Polícia Federal, a violência no futebol e as modernas técnicas de dinamização dos remédios homeopáticos. Narrativa forte, estilo agressivo e traficantes perigosíssimos: eis os ingredientes de Garcia Meza y Gasset.

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Close-ups

ricardo-darin-2Ricardo Darin.  © Jorge Bispo

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Poluicéia Desvairada!

As melhores bundas do Inhotim. Museu do Inhotim, MG. © Lee Swain

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Mural da História

este-ex-tado

moedinhas-dois

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João Silvério Trevisan participa do projeto Um Escritor na Biblioteca

© Divulgação

O escritor paulista João Silvério Trevisan encerra a temporada 2018 do projeto Um Escritor na Biblioteca hoje, 13 de novembro, às 19h15, na Biblioteca Pública do Paraná. O bate-papo tem mediação do dramaturgo e músico Flávio Stein. A entrada é gratuita.

Paulista de Ribeirão Bonito, Trevisan nasceu em 1944. Formado em filosofia, estreou na literatura com os contos de Testamento de Jônatas deixado a David (1976). Autor de 12 livros, venceu o Prêmio Jabuti com o romance O livro do avesso (1992) e o APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) por Rei do cheiro (2009). Seu romance mais recente é Pai, pai (2017). Neste ano, Trevisan teve sua obra Devassos no paraíso, um marco sobre a história da homossexualidade no Brasil, reeditada.

Além do trabalho literário e cinematográfico, que inclui a direção e roteiro do longa-metragem Orgia ou O homem que deu cria (1970), o escritor editou, de 1978 a 1981, o jornal O Lampião da Esquina, projeto voltado à discussão dos direitos dos homossexuais e outros grupos excluídos.

Um Escritor na Biblioteca é um projeto realizado pela Biblioteca Pública do Paraná na década de 1980, retomado em 2011, com a participação de autores brasileiros de variadas gerações. Os depoimentos são gravados e, posteriormente, publicados no jornal Cândido e editados em formato de livro pelo Núcleo de Edições da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná.

Um Escritor na Biblioteca, com João Silvério Trevisan. Hoje, 13 de novembro, às 19h15, no auditório da BPP. Cândido Lopes, 133, Centro , Curitiba/PR. Entrada gratuita.

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