Cunha faz churrasco para convidados na residência oficial

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© Myskiciewicz

Eduardo Cunha promoveu ontem um churrasco na residência oficial da Câmara dos Deputados. A festa, que tinha ele e Claudia Cruz como anfitriões, foi para os seguranças da Polícia Legislativa que atendem ao casal.

Embora não seja mais presidente da Câmara há 20 dias, Cunha ainda conta com a segurança destinada a quem ocupa este cargo. Na segunda-feira, por exemplo, Cunha, ao chegar a Brasília, foi escoltado até a residência oficial por quatro seguranças: Renan, Eduardo, Leandro e Paul.

Lauro Jardim, O Globo

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Ele

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Com a globalização, nasce um novo tipo de racismo, do século 21

marizaMariza Dias Costa/Editoria de Arte/Folhapress

Nos anos 1950, em Milão, havia uma pequena comunidade de chineses que viviam como vendedores ambulantes pelas ruas do centro.

“Sabíamos” que eram chineses porque 1) eram obviamente asiáticos e 2) não conseguiam pronunciar a letra “r”. Eles não vendiam “cravatte, cinque lire”, vendiam “clavate, cinque lile”. Eu pensava que essa história de não conseguir pronunciar a letra “r” fosse um traço comum a todos os orientais, chineses, japoneses, vietnamitas, mongóis, talvez até tártaros –que então deviam ser “táltalos”.

Só soube que não era assim quando, na feira do patrão de Milão (São Ambrósio), adquiri uma peça para minha coleção de relíquias da Segunda Guerra (a qual terminara sete ou oito anos antes). Era um livrinho distribuído aos soldados dos EUA que serviam no Pacífico para que conseguissem fazer a diferença entre um japonês (inimigo na guerra) e um chinês (aliado). Chamava-se “How to Spot a Jap” (como detectar um japa) e era em quadrinhos.

Soube assim que os japoneses, contrariamente aos chineses, não pronunciavam o “l” no lugar do “r”, mas o “r” no lugar do “l”. Também soube que eles eram mais baixos que a gente, mais barbudos que os chineses e (mamma mia!) tinham o dedão do pé separado por causa da tira de couro da “geta”, a sandália de madeira japonesa.

Naquela época, conhecíamos o mundo por estereótipos. Os negros africanos eram crianças sempre alegres, mesmo na hora de cozinhar e devorar a gente. Os suíços eram pontuais. Os indianos eram sanguinários como a deusa Kali. E os orientais eram traiçoeiros.

A força do estereótipo era diretamente proporcional ao nosso desconhecimento de quem eram e como eram os negros africanos, os indianos, os orientais etc. A alteridade, a distância e a ignorância alimentavam nosso racismo.

A maioria dos milaneses mal tinha cruzado com alguns negros norte-americanos durante a ocupação no fim da guerra; dos orientais, fundamentalmente, só conhecíamos os vendedores de “clavate, cinque lile”.

Eu nunca ouvira a história de ninguém que tivesse sido traído pelos chineses, os quais, aliás, foram fiéis aos Aliados contra as forças do Eixo (Japão e Alemanha), enquanto a mesma coisa não podia se dizer dos próprios italianos, que mudaram de lado bem no meio da guerra. Então, por que os chineses (e os orientais em geral), para nós, seriam “traiçoeiros”?

Encontrei uma resposta anos depois, estudando psicologia, na pesquisa de um criminologista, C. A. Feingold, o qual se perguntava por que, na hora de descrever um suspeito da raça X, as testemunhas da raça Y só conseguiam dizer que o suspeito era da raça X, sem atributos singulares que permitissem identificá-lo.

Feingold concluiu que os membros de uma raça X só conseguem diferenciar entre eles os membros de uma raça Y quando as ditas raças X e Y convivem assídua e cotidianamente. Ou seja, para os milaneses dos anos 1950, os chineses eram todos iguais entre si (e eram também iguais aos japoneses).

A seguir, outros pesquisadores mostraram que, sem a tal convivência assídua e cotidiana, o membro da raça X não consegue sequer interpretar as expressões básicas dos membros da raça Y. Portanto, a raça com a qual eu convivo pouco me parece sempre traiçoeira, porque não sei decifrar o outro dessa raça, não sei entender se ele está querendo me dar uma bala ou uma facada.

Pergunta em aberto: não reconhecemos os afetos dos membros de outra raça porque somos racistas (e recusamos qualquer empatia com eles)? Ou somos racistas como consequência do fato de que eles nos apavoram porque não sabemos ler seus rostos? Ou um pouco dos dois?

Seja como for, a globalização nos levou a conviver assídua e cotidianamente com o diferente. Com isso, o racismo não acabou, mas ele mudou substancialmente.

Passamos do racismo da alteridade –em que desconfiávamos do distante, diferente, exótico, misterioso e, de fato, desconhecido– ao racismo da convivência, da proximidade, da familiaridade “excessiva”. No século 21, não odiamos os que estão longe demais, quase invisíveis, mas os que estão perto demais, já entre nós.

A questão não é mais “quem são vocês lá, no horizonte?”, mas “o que vocês estão fazendo aqui, na nossa casa, nos nossos sonhos, nos nossos desejos?”. Essas reflexões nasceram assistindo a “Chocolate”, de Roschdy Zem, com o extraordinário Omar Sy. Não perca.

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Contardo  Calligaris – Folha de São Paulo

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Catolinho

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Catolinho

© Roberto José da Silva

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Tempo

libel

Libel, a Sapateirinha – Em mil novecentos e dercy gonçalves: Sansores França, Elizabeth Destefanis, Ione Prado e Florival Gomes. © Myskiciewicz

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Terrorista aqui não sobe ao pódio

bomba-bombaAo capturar e prender uma dúzia de aprendizes de terrorista, em operação voltada para a mídia, a Polícia Federal e particularmente o atual ministro da Justiça instituíram o terrorismo no Brasil. Valeram-se, para tanto, da proximidade da Olimpíada, marcada para agosto no Rio de Janeiro. Para prevenir ou prevenir-se, saíram na dianteira.

Quer dizer, teria sido uma advertência aos meliantes internacionais. Coisa assim como não vem que aqui tem (vigilância, segurança e reação imediata).

Perda de tempo e dinheiro, além de susto desnecessário. O Brasil não tem terroristas nem os terá. Aqui, eles não se criam. Muito menos no Rio de Janeiro. E se o leitor duvida, relembro o ocorrido algum tempo atrás, após a derrubada das torres do World Trade Center, em Nova York.

Entusiasmada com a tragédia cometida, a Al Qaeda, de Osana Bin Laden, resolveu repetir a façanha no Brasil. O alvo seria a estátua do Cristo Redentor, no Rio. E, para tanto, foram destacados dois mujahedins, que deveriam sequestrar um avião e lançá-lo contra “a estátua-símbolo dos infiéis cristãos”. Os arquivos da Polícia Federal dão conta de que os dois terroristas chegaram ao Rio no domingo, 5 de setembro, às 21h47m, num voo da Air France,

Entretanto, a missão começou a sofrer embaraços já no desembarque dos elementos, quando a bagagem deles foi extraviada, seguindo para o Paraguai. Após quase seis horas de peregrinações por guichês, os dois foram aconselhados por funcionários da Infraero a voltar no dia seguinte, com um intérprete.

Os terroristas tomaram, então, um táxi pirata na saída do aeroporto. O motorista, vendo que eram estrangeiros, rodou duas horas, até abandoná-los num lugar ermo da Baixada Fluminense. Ali, eles foram assaltados e espancados, e obrigados a pegar carona num caminhão de entrega de gás.

Na segunda-feira, às 7h33m, graças ao treinamento de guerrilha no Afeganistão, os terroristas conseguiram chegar a um hotel de Copacabana. Alugaram um carro e voltaram ao aeroporto, determinados a sequestrar logo um avião e jogá-lo no Cristo Redentor. Só que uma manifestação monstro de estudantes e professores paralisou-os por três horas na Avenida Brasil, altura de Manguinhos, onde seus relógios foram roubados em um arrastão.

Às 12h30m, resolveram ir ao centro da cidade e procurar uma casa de câmbio para trocar os dólares que lhes restaram. Receberam notas de R$ 100 falsas, dessas feitas grosseiramente de notas de R$ 1.

Às 15h45m, chegaram finalmente ao Tom Jobim. Os pilotos da Gol estavam em greve por mais salário e menos trabalho. Os controladores de voo também haviam parado (queriam equiparação com os pilotos). O único avião na pista era um antigo, da Transbrasil, que estava sem combustível. A PM chegou em seguida, batendo em todos, inclusive nos terroristas. Os árabes foram conduzidos à delegacia da Federal no aeroporto e acusados de tráfico de drogas – haviam plantado papelotes de cocaína nos seus bolsos.

Às 18h02m, graças a um resgate de presos pelo Comando Vermelho, os muçulmanos conseguiram fugir. Às 19h05m, ensanguentados, dirigiram-se ao balcão da TAM para comprar as passagens. Mas o funcionário que as vende omitiu a informação de que os voos da companhia estavam suspensos.

Às 23h30m, sujos e mortos de fome, eles decidem comer alguma coisa. Pediram sanduíches de churrasquinho com queijo de coalho. Só na terça-feira se recuperaram da intoxicação de proporções equinas. Aí, foram levados ao Miguel Couto, onde esperaram mais de cinco horas por socorro.

Deixaram o hospital no domingo, 18h20m. O Flamengo acabara de perder de 6×0 para o Paraná Clube. A torcida rubro-negra confunde os terroristas com integrantes da galera paranaense e lhes dá uma surra sem precedentes. Um tal de “Pé de Mesa” até abusou sexualmente deles.

Na segunda-feira, os terroristas fogem do Rio escondidos na traseira de um caminhão de eletrodomésticos, que é assaltado na Serra das Araras. Chegam a São Paulo, onde, depois de perambularem o dia todo à procura de comida, acabam adormecendo debaixo de uma marquise de loja.

A PF não revelou onde os dois foram internados, depois de espancados quase até a morte por um grupo de mata-mendigos. Mas há notícia de que, assim que deixaram a UTI, foram recolhidos ao setor de imigrantes ilegais, em Brasília, até que o Ministério da Justiça autorizasse a deportação dos infelizes.

Nada mais se soube dos desventurados agentes do terror. A não ser que conseguiram enviar uma urgente mensagem à comunidade internacional de terroristas, alertando a categoria da necessidade de ficar o mais longe possível do Brasil.

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Blog do Zé Beto 

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The life of 1930’s parisian prostitutes

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© Myskiciewicz

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Mural da História

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Portfólio

humor-é-rockLogotipo para o evento “Humor é Rock”, da Fundação Nacional do Humor, Teresina, Piauí.

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Pentelhos

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© Lucien Clergue, 1980

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Mural da História

O-EX-TADO-DO-PARANÁ-2
24-12-2010

24 de dezembro, 2010

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Benett

benett

© Benett

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Glauco

Glauco-dois

Sempre achei que, depois do pessoal da Semana de Arte Moderna, ninguém tinha feito literatura paulista como os cartunistas. Claro que apareceram bons autores escrevendo sobre a experiência paulista, mas, na minha opinião, ninguém retratava o seu desvario, com todo o escracho e a loucura aparecendo, como o Angeli, o Laerte e o Glauco nas suas tiras. Não tenho notícia de outro personagem no mundo dos quadrinhos – ou da literatura – parecido com o Geraldão do Glauco, equilibrando copos e seringas na incansável perseguição da sua tara pela própria mãe.

Como o Angeli, quando não estava subvertendo a moral e os bons costumes nas tiras, o Glauco também era um excelente chargista político. Como o Laerte, que está levando sua arte para zonas nunca antes exploradas, em quadrinhos ou fora deles, o Glauco também era um experimentador genial. É uma triste ironia que ele tenha sido uma vítima do desvario. Luis Fernando Verissimo/Zero Hora

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Mural da História

O EX-TADO DO PARANÁ 2

farradosboys

20 de fevereiro, 2010

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Proposta de Renan Calheiros que dificulta combate à corrupção

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© Myskiciewicz

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Mural da História

O EX-TADO DO PARANÁ 2

debate-no-senado5 de agosto, 2009

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O terrorismo virtual de Dilma

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© Myskiciewicz

O Antagonista denunciou a DOC Informática um ano atrás.

Mostramos que se tratava de uma empresa fantasma e que havia sido contratada para disparar mensagens fraudulentas contra Aécio Neves às vésperas do segundo turno.

Agora que o caso estourou no TSE, sugerimos que a PGR e a PF investiguem também a Door2Door.

Releia o que publicamos em junho de 2015:

A guerrilha virtual se intensificou às vésperas do segundo turno, com a difusão de mensagens eletrônicas terroristas que associavam Aécio Neves ao fim do Bolsa Família e do Minha Casa, Minha Vida.

O Antagonista deu a ficha da DCO, que tem uma sede fantasma em Uberlândia e que recebeu 4,8 milhões de reais de Dilma Rousseff para enviar mensagens eletrônica.

A ficha da Door2door, de Belo Horizonte, que recebeu 4,2 milhões de reais da campanha petista, talvez seja ainda mais intrigante.

A empresa foi contratada em 13/10/2014 para enviar SMSs, como mostra esta nota fiscal reproduzida no site do TSE:

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peterson

A Door2door pertence a Peterson Querino, dono da construtora Casa Mais:

A Casa Mais, como disse o próprio Peterson Querino, tem “uma linha de produtos econômicos, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida”.

No ano passado, ele calculou um crescimento de 800% no “volume de financiamentos com recursos da Caderneta de Poupança”, com lançamentos estimados em 300 milhões de reais.

Pergunta para o ministro Gilmar Mendes, para os procuradores da República e para a PF: a Door2door usou os cadastros do programa Minha Casa, Minha Vida para enviar os SMSs da campanha eleitoral de Dilma Rousseff?

E também:

A Door2door, CNPJ 07.128.391/0001-73, ganhou de Dilma Rousseff 4.271.000 reais. O pagamento foi realizado no mesmo dia que o da DCO, 25/10/2014, um sábado.

A empresa está registrada em Belo Horizonte, na rua Rio Grande do Sul 1040, loja 10, e as únicas referências a ela são um corretor de imóveis, Peterson Rosa Querino, e um certo Daniel Pinheiro Furtado

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o antagonista

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Fraga

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Vem gente aí…

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Segundo jornalistas que cobrem a Lava Jato, estão mudando presos para Pinhais, porque na sede da Polícia Federal só cabem 20 deles. Os jornalistas asseguram que vem muita gente pra Curitiba, pra se hospedar forçosamente na Polícia Federal. Quem viver, verá. 

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Mural da História

O EX-TADO DO PARANÁ 2

29 de agosto, 2010

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