1919

© Albert Arthur Allen

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Entre sem bater

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Nelson Padrella

Faz muito tempo mas me lembro como se fosse hoje, Curitiba ainda era Comarca de São Paulo. Uma galeria de arte, querendo homenagear o santo Francisco de Assis convidou os artistas locais a apresentar um trabalho referente aquele rebelde. Assim, nas salas daquela casa, pinturas e desenhos mostravam aquele rapaz nas mais diversas situações, mas sempre cercado de pombinhas e rouxinóis. Então, o Rettamozzo apresentou algo inédito e rebelde como o santo Francisco. Sobre uma mesinha enfeitada com toalha de crochê foi colocada uma garrafa de cachaça São Francisco. Foi a contribuição do artista, que alguns presentes consideraram ofensiva. Eu achei aquilo uma obra de gênio.

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Literatura

prostituta2“Não mate muriçoca na parede, não cuspa no chão nem limpe o pau na cortina”. Demóstenes Rogério Dândi, Professor de Literatura de Bordel, São Luiz, MA. © Myskiciewicz

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Soy loco por Água Branca!

Talita do Monte, Água Branca, Piauí, em algum lugar do passado. © Albert Piauhy

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A ousadia de ir além das amarras ideológicas

Muitos partidos já não representam de fato a sociedade, mas somente alguns de seus nichos

Faço aqui, no espaço quinzenal que tenho nesta Folha, uma provocação que julgo saudável para a política e para os partidos, com o único intuito de contribuir para um debate que temos postergado, mas que a sociedade há muito demanda. É uma reflexão necessária diante do impacto provocado pelos oito deputados do PDT, dentre os quais me incluo, que votaram “sim” à reforma da Previdência, e os 11 do PSB, contrariando a orientação partidária. Não estamos falando de dois ou três parlamentares, mas de praticamente um terço das bancadas de duas relevantes siglas que ocupam posição mais ao centro no espectro da esquerda. A expressividade dessa dissidência acendeu ao menos a luz amarela nas estruturas?

Sabemos que a extrema esquerda não admite flexibilidade alguma de posicionamento, pois está enclausurada em suas amarras. No entanto, uma parcela da centro-esquerda quer dialogar com o contexto e a sociedade e caminha para se modernizar. Nisso nos fiamos, nós que temos convicções sociais fortes, olhamos para o futuro do Brasil e enfrentamos o desafio urgente de termos crescimento sustentável, condição para a consolidação da justiça social.

Muitos partidos já não representam de fato a sociedade, mas somente alguns de seus nichos. Embora tenham em seus quadros um número cada vez maior de deputados com visão modernizante, as siglas ainda ostentam estruturas antigas de comando, e na maioria faz falta mais democracia interna. Muitas vezes, consensos sobre pautas complexas não são construídos de baixo para cima, e cartilhas antigas se sobrepõem aos estudos e evidências. Quando algum membro decide tomar uma decisão que considere responsável e fiel ao que acredita ser importante para o país, há perseguição política. Ofensas, ataques à honra e outras tentativas de ferir a imagem tomam lugar do diálogo. Exatamente o que vivo agora.

A boa política não pode ser dogmática. Discordâncias são normais no cotidiano e o ajuste e as acomodações das diferentes visões vão se dando em questões menores, com as bancadas muitas vezes sendo liberadas para as votações. O que foge completamente a esse processo e demonstra o grau do conflito instalado é quando a “rebeldia”, como está sendo interpretado o voto de opinião, atinge um terço de bancadas expressivas. Encaro esse debate como de fato a única tentativa da centro-esquerda de se renovar, mas os partidos estão virando as costas para essa realidade. É mais fácil lidar no plano da insubordinação. A construção de novas mentalidades não é processo fácil e exige coragem.

No fundo, são dois os temas que se sobrepõem nesse momento. A lógica de funcionamento dos partidos políticos no presidencialismo e o processo de renovação da política brasileira. A combinação de presidencialismo e federalismo, como ocorre no país, favorece as chamadas “indisciplinas partidárias”. Busca-se reforçar o poder da liderança partidária punindo dissidentes pela máxima de que os partidos não podem passar sinais de fraqueza. Será preciso uma reforma muito profunda do nosso sistema político para produzir os incentivos necessários para “disciplinar” as siglas. Enquanto existir o presidencialismo, o multipartidarismo e a federação, as lideranças partidárias precisarão ouvir e negociar com suas bases, dissidentes ou não.

A ampla renovação política que está em curso e da qual faço parte agrava o quadro de conflitos internos dos partidos. É racional que as lideranças recorram a argumentos de ocasião para justificá-los. Mais racional contudo é pensarmos no Brasil.

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Fraga

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Let’s play that!

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Rui Werneck de Capistrano

Altorretrato

A edição é de 1960 — achei num sebo. O livro é O pensamento vivo de Schopenhauer, com introdução de Thomas Mann. Calma, não vou tagarelar sobre a obra máxima do filósofo. Vou falar dos leitores primeiros que brindam os seguintes com riscos, estrelinhas, interrogações, exclamações, frases sublinhadas e outros rabiscos.

Rabiscar um livro, pra quê? Mostrar muque? Concordar com o autor? Ombrear com o autor? Desafiar o autor? Imagino que, se você tem uma mulher e gosta dela, deveria pegar uma caneta e assinalar as partes que mais gosta! Ah, gosto do cotovelo — sublinho! Ah, a patela é ótima! Três exclamações! E vai por aí.

Neste caso, o livro mostra que passou por mais de um leitor, pois são várias cores de caneta. Caneta, ainda por cima! Por que não lápis, pra ser fácil de apagar? O que mais me chamou a atenção é que a frase sublinhada com mais força não é do Schopenhauer. Ele extraiu de uma carta de um tal Howitt publicada num jornal em 1855. Pra falar dos conflitos entre seres vivos, a carta cita o caso da formiga-buldogue — da Austrália. Se uma viva é cortada em duas, a metade anterior pega a própria cauda com os ferrões e a cauda se defende com o aguilhão. Agarram-se com toda força e o combate chega a durar meia hora.

O mais engraçado é que outros autores de livros sobre os nossos eternos conflitos também já citaram esse caso e dizem que tiraram do livro O mundo como vontade e representação, do Schopenhauer.

Outra história incrível é o dos Ichneumonidas, que preferem ficar no anonimato porque a mãe deles põe ovos dentro das larvas de outros insetos e seus filhotes, quando eclodem, comem as lavras vivas.  Rabiscar um livro seria pôr ovos próprios no corpo dele Tudo em nome da sobrevivência.

Daniel Pennac, em Como um romance, traça os Direitos Imprescritíveis do Leitor:
1.  O direito de não ler
2.  O direito de pular páginas
3.  O direito de não terminar um livro
4.  O direito de reler
5.  O direito de ler qualquer coisa
6.  O direito ao bovarismo
7.  O direito de ler em qualquer lugar
8.  O direito de ler uma frase aqui e outra ali
9.  O direito de ler em voz alt
10.  O direito de cala.

Eu aprovo todos. Por sorte não tem o direito de riscar o livro pra fazer muque. Que acho uma bobeira sem tamanho.

Rui Werneck de Capistrano é autor de Nem bobo nem nada,
romancélere de 150 capítulos

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Propaganda enganosa

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Playboy – Anos 80

1980|Liz Glazowski. PLayboy Centerfold

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Parnaíba, Piauí

cajueiroCajueiro. © Vera Solda

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Janaina Paschoal deixa pra lá o nepotismo e passa a mão na cabeça do filhão de Bolsonaro

Janaina Paschoal deu sua opinião sobre a nomeação de Eduardo Bolsonaro como embaixador nos Estados Unidos. A deputada estadual pelo PSL de São Paulo tratou a questão do nepotismo como “eventual”, deixando de fora o aspecto ético e moral da nomeação de um filho pelo presidente da República para a ocupação de um cargo de confiança. Que diferença daquela firmeza com obrigações morais, muito marcante em seu passado recente. Faltou o ímpeto justiceiro que chegou até a render memes com trilha sonora de banda heavy metal.

Ninguém pode ser acusado de exagerado se rogar aos céus uma resposta sobre onde foi parar o furor ético dessa senhora. O fervor era até um pouco exagerado, mas na ética na política é preferível o rigor do que a falta dele. E não estou falando do processo de impeachment de Dilma Rousseff, cujo equilíbrio não foi só da sua responsabilidade.

Janaina ficou famosa pelas suas manifestações pessoais extremadas sobre política. Quando era cotada para ocupar a vaga de vice ela chegou a alertar a militância bolsonarista para que não se adotasse um comportamento parecido ao dos petistas. Ela disse isso ao lado de Jair Bolsonaro, em um evento do lançamento da candidatura.

Pois ela foi se igualar aos petistas exatamente neste debate, quando é vital que se fale da ética e do respeito que se deve ter a regras morais em funções públicas, sem que isso precise ser obrigatoriamente detalhado em lei. É a mesma admissão que o PT faz do indefensável, quando é do interesse dos que mandam no poder.

Em mensagem no Twitter, depois de qualificar como “eventual” o claro nepotismo, Janaina aponta o compromisso de Eduardo com seu mandato de deputado federal de “quase dois milhões de votos”, apelando também para suas “responsabilidades no Brasil”.

A deputada estadual diz que o deputado deve “agradecer a deferência e declinar” do convite, como se não fosse uma nomeação acertada de antemão entre ele e o pai. Só falta pedir que ele faça cara de surpresa quando recusar a indicação. Janaina fala também que o filho do Bolsonaro “tem muito a fazer na Câmara e na Presidência Estadual do PSL”.

Com isso, ela acaba levantando um problema grave no currículo do provável futuro embaixador nos Estados Unidos. Sua liderança no PSL é um desastre. Não se dá nem com a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann, deputada federal por São Paulo, que ficou apenas atrás dele em número de votos no estado. Na articulação no Congresso o filho de Bolsonaro também é um fiasco. Basta a ver a condição caótica do partido e da base do governo de seu pai.

O que Janaina parece querer é dar um jeito para Eduardo Bolsonaro se safar de uma situação altamente arriscada. Parece que o filhão armou junto com o paizão uma arapuca para ele mesmo. A indicação de seu nome depende de prévia renúncia ao mandato de deputado. Só depois vem a decisão do Senado. A repercussão do anúncio da nomeação foi péssima, fazendo rachar até mesmo a militância bolsonarista. E seu nome pode ser recusado. Seria a primeira vez que isso acontece no Senado, deixando-se sem a embaixada e fora da Câmara.

Em razão desse perigo, com o qual Eduardo não contou na sua afobação para se dar bem, os argumentos de Janaina estão na medida certa como justificativa para ele sair dessa fria. Essa sua conversa nada tem a ver com o que era esperado dela na política brasileira, a partir da sua atuação com Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e outros colegas, no histórico processo de impeachment que acabou com o ciclo de poder do PT e para isso teve o apoio nas ruas de brasileiros que acreditam que vergonha na cara é uma obrigação, mesmo que não esteja em lei alguma.

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Elas

Denise Stoklos. © Thais Stoklos

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Tempo – O encontro de Caetano e Quintana

O encontro de Quintana e Caetano em Porto Alegre. © Dulce Helfer

Em 1992, Caetano Veloso veio a Porto Alegre com o show Circuladô e a fotógrafa  Dulce Helfer resolveu convidá-lo para visitar o poeta. Caetano vibrou coma ideia e depois do show, à uma da manhã, chegaram ao quarto de Mario no Hotel Porto Alegre Residence. Caetano entrou daquele jeito baiano, falando baixinho, todo respeitoso. Uma das “anjas da guarda” de Quintana, Dulce avisou:

– Olha, fala mais alto porque ele se recusa a usar aparelho de surdez e não admite que é surdo.

Ele ficou uma fera.

– Não dá bola pra ela! Não é verdade, eu ouço bem, ela pensa que é minha mãe!

Caetano começou  a contar que conhecia Mario desde sua juventude em Santo Amaro da Purificação, lendo as traduções de Em Busca do Tempo Perdido feitas por ele, e tal. E a toda hora Mario botava a mão no ouvido e se virava para Dulce, pedindo ajuda:

– Hein? O que é que ele está dizendo?

(Trecho de Ora Bolas – O humor de Mario Quintana, 130 historinhas compiladas e adaptadas pelo jornalista Juarez Fonseca)

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Victoria Silvstedt. © TaxiDriver

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Mural da História

Logotipo criado por Mauro Perez (1980) para a Zapp Fotografias, ainda na Rua Brigadeiro Franco, 541, Curitiba|Pr.

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Retrato

ariano-suassuna-jorge-bispoAriano Suassuna. © Jorge Bispo

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© Javier Sánchez

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Eduardo Bolsonaro, embaçador

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