Todo dia é dia

Publicado em Todo dia é dia | Com a tag , , , , | Comentários desativados em Todo dia é dia
Compartilhe Facebook Twitter

Em Brasília…

República dos Bananas

Publicado em Em Brasília... | Com a tag , , , | Comentários desativados em Em Brasília…
Compartilhe Facebook Twitter

Composição quebra galho

© Roberto José da Silva

Publicado em Composição quebra galho | Com a tag , , , | Comentários desativados em Composição quebra galho
Compartilhe Facebook Twitter

Preocupada com a Lava Jato, premiê da Noruega cobra ‘limpeza’

© Myskiciewicz

Após encontro com Michel Temer, Erna Solberg pediu soluções para a corrupção no governo brasileiro e anunciou cortes no apoio à preservação da Amazônia

O presidente Michel Temer foi colocado em uma saia justa nesta sexta-feira durante encontro oficial com a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, em Oslo. A premiê teceu duras críticas sobre a corrupção no país e repreendeu o Brasil pelo aumento do desmatamento das florestas tropicais, durante entrevista conjunta após a reunião. Solberg ainda anunciou que seu governo irá reduzir o investimento no fundo de proteção da floresta Amazônica.

“Estamos preocupados com a Lava Jato. É preciso fazer uma limpeza e encontrar uma solução”, afirmou Solberg a jornalistas, ao lado de Temer. Segundo ela, o Brasil vive uma época de “desafios” e “turbulência”. Atualmente, a Noruega também investiga empresas que teriam pagado propina a ex-diretores da Petrobras e executivos que manteriam contas no exterior.

Temer, desconcertado com as críticas da premier, se confundiu ao tomar a palavra para seu discurso. Em vez de anunciar sua visita ao Parlamento norueguês e seu encontro com o rei do país, o peemedebista disse que iria ao “Parlamento brasileiro” e falaria com o “rei da Suécia”. Mesmo com os comentários de Solberg, porém, Temer tentou convencer a Noruega de que o Brasil não passa por uma crise. “As instituições funcionam com regularidade extraordinária e liberdade”, afirmou. “A democracia é algo plantado formalmente pela Constituição e praticada na realidade”. Veja.com

Publicado em Preocupada com a Lava Jato - premiê da Noruega cobra ‘limpeza’ | Com a tag , , , | Comentários desativados em Preocupada com a Lava Jato, premiê da Noruega cobra ‘limpeza’
Compartilhe Facebook Twitter

Personagens paulistanos queridos (que tanto merecem nosso sarcasmo)

Tati Bernardi – Folha de São Paulo

Os sonhadores desempregados – Como tem gente que sonha nessa cidade. Sobretudo, em sair dela. Sonham escrever e não têm uma única tentativa rabiscada. Sonham, corajosos, desbravar os quatro cantos desse planetinha, mas estremecem ao pensar numa profissão e em ser alguém para além de devaneios e bicos. Para eles, se enterrar na frente do computador, sem ver de perto o drama na Síria ou como vivem os esquimós, é jogar uma vida no lixo. Nunca entendi como tantas festas em Barcelona são sinônimos de compreender in loco as mazelas, as tensões políticas e a complexidade humana mundial. SONHAR, esse verbo tão usado por gente chatérrima! “Meu sonho é escrever comédia.” Então desista, amigo. O humor é incompatível com comercial de faculdade. Os sonhadores paulistanos (vulgo mendigos do seguro-desemprego na Europa) temem ver os pais envelhecendo, os amigos virando tios flácidos com churrasqueiras. Tanto querer e só conseguem colecionar fotos de pontes com rios.

As socialites do perrengue – Gente que poderia estar numa executiva indo pra NY mas está dormindo no chão de uma cabana. Nada contra experiências espirituais, mas me refiro a uma gente um pouco mais superficial. E dá-lhe Instagram da pessoa, com um maiô que custou R$ 989, nadando com nativos, toda cagada de inseto, a cara abatida e desesperada: #melhorviagem. “Eu quase morri” é a marca caríssima que eles trazem na bagagem. Bolsas Chanel, ficou pequeno pra vocês. A experiência de ter sofrido muito e sentido bastante incômodo e infelicidade e dengue e febre amarela e diarreia macabra é o que eles vão exibir no evento fechado no Jockey. Os perrengues são mais eternos que os diamantes.

Os playboys do Santo Daime – O convite dizia “venham chamemorar com a gente”. Seu motorista o levou. “Tragam café da manhã”: então ele comprou pequenos brioches, iogurte tipo A com amoras. Na hora de dançar no círculo, entoando algo sobre “eu glorifico o índio em mim”, lembrou dos passinhos que arriscava, também em grupo, na finda boate Krypton, obviamente no Itaim. E se entregou. Imitou um robô com um dos braços soltos e quase foi expulso pelo xamã. Pensou em seu sobrenome, pensou no sobrenome do Xamã: jamais poderia ser expulso. Vomitou em sua camisa tão fina, em seu sapatênis tão descolado, por três vezes seguidas. Também se cagou. Viu várias pessoas vomitando e se cagando. Entre atores conhecidos, “gente comum” que ele trombava em grupos de corrida. Era realmente legal estar ali? Ele de fato entrara em contato com seus traumas mais profundos ou era apenas muito parecido com peixe estragado e síndrome do pânico? Antes tentou Freud (por algumas semanas) mas fritar sozinho não era diiiver, meeeo. Viu monstros escondidos nas árvores e pensou em seu sobrenome. Pensou no sobrenome dos monstros. Tava tudo bem.

A esquerda que pirou mas não deixa de ir ao pilates – Posso sacanear meu micromundo? Posso. Algumas das minhas amigas (que odeiam o machismo mas são sustentadas pelos maridos machistas) pararam de trabalhar porque engravidaram (os filhos já têm pra lá de oito anos e um grande staff) e passam o dia pregando LUTA feminista nas redes sociais. Achei que falta de noção melhorava com a idade mas, recentemente, conheci uma chique e fervorosa senhora militante. Ficamos amigas porque ela me achou “bastante de esquerda” em um texto e puxou papo na feira dos orgânicos. Depois me considerou “nem tão de esquerda assim” em outro texto e passou a me virar a cara. Um dia postou: “não preciso de homem pra nada!” e recebeu 2.376 likes. Bem menos do que as mesadas que, me confidenciou, recebia do ex-marido ricaço e do pai morto milionário.

Publicado em Personagens paulistanos queridos (que tanto merecem nosso sarcasmo) | Com a tag , | Comentários desativados em Personagens paulistanos queridos (que tanto merecem nosso sarcasmo)
Compartilhe Facebook Twitter

Fraga

Publicado em fraga | Com a tag , , , | Comentários desativados em Fraga
Compartilhe Facebook Twitter

Caco Galhardo

Folha de São Paulo

Publicado em Caco Galhardo | Com a tag , , | Comentários desativados em Caco Galhardo
Compartilhe Facebook Twitter

Todo dia é dia

sossélladois

Sérgio Rubens Sossélla (Curitiba, Paraná, 1942) é autor de muitos títulos, publicados desde 1962 e que incluem crítica, poesia, prosa de ficção e jurisprudência, sempre lançados por pequenas editoras do Paraná ou mesmo em edições do autor. Como todos os meninos da sua geração, ia muito ao cinema, para ver os filmes e para trocar gibi na porta. Dessa época lhe vem a certeza de que muitas vezes “os grandes momentos concentram-se num apagado coadjuvante encarna a coragem dos covardes, a força dos fracos, a revolta dos oprimidos, a consciência dos injustiçados”. Juiz de Direito, após a aposentadoria, dedicou-se a organismos culturais. Faleceu em Assis Chateaubriand, onde viveu durante muitos anos. Setor de Editoração da Fundação Cultural de Curitiba, 1981. Capa e ilustração de Guinski. Quem procurar, acha. Para ele, fiz o poema abaixo.

sine die

tudo o que
minha poesia disser
poderá ser usado
contra mim
preces
invenções
cantilenas
tudo que eu comece
epístolas
teoremas
o que a palavra quer
é ficar gastando
o latim

Solda

Publicado em todo dia é dia | Com a tag , , , , , , , | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Falta uma – Araquém Alcântara, 65, é o que se chama ‘fotógrafo da natureza’. Sua especialidade, as onças brasileiras, apanhadas no hábitat, em ação. Fotos lindas, estão no Uol. Alguém precisa avisar Araquém que seu álbum está incompleto, pois falta a mais irada de todas as onças brasileiras: Rafael Valdomiro Greca de Macedo.

Renuncie, então – O príncipe Harry, neto da rainha, filho e irmão dos futuros reis da Inglaterra, diz que na família Windsor ninguém tem vontade de ser rei ou rainha. Então podia sugerir aos desinteressados que desistissem dos títulos, dos palácios, dos serviços e das pensões do Estado. O moço parece político brasileiro, para quem o mandato é um peso que justifica as mordomias. Duvido que se não fosse príncipe estaria namorando Megan Markle, a estrela da série Suits.

Aqui, não – O ministro Gilmar Mendes está à beira do ataque de nervos. Ontem teve um piti na sessão do STF em que se decidiu manter Édson Fachin relator do caso JBS: Gilmar discutiu com o colega Luís Roberto Barroso, levantou-se e foi ao gabinete, retornando após o intervalo. Discordar fora dos autos, em entrevistas, é fácil. Lá dentro é que são elas.

Amadores – A delegacia de furtos e roubos de cargas bateu na churrascaria do Pinheirinho e prendeu a quadrilha – na realidade uma tredrilha, pois eram três elementos – que roubou e distribuiu quatro toneladas de carnes. É o mau exemplo da Friboi, desta vez com amadores.

Defina, por favor – Lula declara que irá “às últimas consequências” para provar sua inocência nos processos da Lava Jato. É a segunda vez na semana que a expressão surge por aqui, a primeira pelo deputado Ney Leprevost. Será que esse povo alcança o ponto a que podem chegar nas “últimas consequências”? Não, claro que não, é apenas o gosto brasileiro pelo bombástico.

Tiro ao Álvaro – Nessa quadra triste e trágica da política brasileira, instalada no fervo brasiliense, eu me volto ao centro geográfico do país e pergunto, “cadê Álvaro Dias”? Ele, sabem, o senador que a gente esqueceu de quantas vezes elegeu, ele, que em tempos amenos adora dar pitacos sobre o que acontece em Brasília. Qual o quê, nessas horas o senador é que nem cachorro em dia de tormenta: corre para se esconder debaixo da casa. Não é defeito, também corro. Mas também não fui eleito para ser valente. Álvaro, sim.

Os mineiros, aquele pessoal da Andrea Neves, dizem que o esperto acaba comido pela própria esperteza. Não é o caso de Álvaro, que só finge ser esperto. Ele não é esperto, é prudente, quem o conhece sabe disso. Mas o resultado acaba o mesmo: Álvaro ainda será comido pela prudência. Logo ele, bacharel em História, pós-graduada em impostação vocal. Faltou as aulas sobre a Revolução Francesa, no ponto sobre Jean-Paul Marat, que fez da audácia sua filosofia de ação política. É isso, Álvaro não tem audácia.

Rogério Distéfano

Publicado em Pensando bem... | Com a tag , , | Comentários desativados em
Compartilhe Facebook Twitter

A letargia do cargo

curitibanismos-dois

Publicado em A letargia do Cargo | Com a tag , , | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Dibujos

Desenhos de Orlando Pedroso

Publicado em Dibujos | Com a tag , , | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Tempo

lijaLigia Kempfer em Buenos Aires, 1994, na exposição itinerante dos vencedores do Salão Internacional de Humor de Piracicaba. © Myskiciewicz

Publicado em tempo | Com a tag , , , , | 2 comentários
Compartilhe Facebook Twitter

Tudo pelos pelos!

Lídia Brondi. © Myskiciewicz

Publicado em Tudo pelos pelos! | Com a tag , , , | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Desclozeaux

des

Publicado em Desclozeaux | Com a tag , , , | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Ele

jan-saudek-the-flyJan Saudek – The Fly

Publicado em fotografia | Com a tag , , | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

Mural da História

O EX-TADO DO PARANÁ 2

17-8-2010-traveiz

17 de agosto de 2010 

Publicado em mural da história | Com a tag , , , , | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter

O segredo das joias

Ruy Castro – Folha de São Paulo

RIO DE JANEIRO – Com o ex-governador Sérgio Cabral é assim. Levanta-se uma folha de seu inquérito na Polícia Federal e piscam novos anéis, brincos e colares, comprados com dinheiro público, em espécie e à vista, para adornar dedos, orelhas e pescoço de Adriana Ancelmo, sua mulher. Pelas últimas contas, são 189 joias e pedras preciosas às mancheias.

É de se perguntar quantos dedos ou orelhas não teria a dita senhora ou quantos anos levaria para desfrutar aquilo tudo, à média de uma peça por dia. Um recém-chegado de Júpiter, desinformado sobre nossos políticos, talvez enxergasse uma grande paixão nesse tesouro de Ali Babá que Cabral despejou sobre madame.

Nos anos 60, falou-se isso do ator Richard Burton, que cumulava de joias Elizabeth Taylor, a ponto de os fotógrafos já dispensarem os flashes para fotografá-la, tantos os pingentes, colares e tiaras brilhando em sua cabeça. As elites europeias viam naquilo uma grande cafonice, mas Burton presenteava sua mulher com seu dinheiro.

Sérgio Cabral exercia sua cafonice com nosso dinheiro. Idas quinzenais a Londres ou Paris, lautos rega-bofes com os sócios, conta-corrente em alfaiates da nobreza e, na volta ao Rio, sempre vergado ao peso de tantas malas —tudo isso traía o jeca, o deslumbrado, incapaz de habituar-se ao dinheiro que passou a entrar-lhe às fábulas, subtraído dos investimentos contratados pelo Estado.

Das joias compradas por Cabral para Ancelmo, só 40 foram localizadas até agora. Onde estão as outras? Em segredo? Mas não há segredo. Estão em todos os contratos feitos com renúncia fiscal, no dinheiro que deixou de entrar em troca da propina e nas benesses para amigos à custa dos cariocas e fluminenses que confiaram nele. O valor total é o da quebradeira do Rio. As joias não passam de uma reles lavanderia de 18 quilates.

Publicado em O segredo das joias | Com a tag , , | Comentários desativados em O segredo das joias
Compartilhe Facebook Twitter

O irmão do Maracanã

este-canalha

Publicado em O irmão do Maracanã | Com a tag , , , | Deixar um comentário
Compartilhe Facebook Twitter