216 palavras para a imprensa definir com precisão Bolsonaro e seu governo

Todo dia, a imprensa e os jornalistas fazem um esforço hercúleo para qualificar o governo do capitão Jair Messias Bolsonaro, permanentemente assediado pelas sandices do que diz e pelos absurdos do que faz na cadeira de presidente da República.

Pelo conjunto da obra, até agora, Bolsonaro pode ser considerado o chefe de Estado mais esdrúxulo entre as 206 nações hoje existentes no planeta, segundo as Nações Unidas, que considera 190 Estados soberanos e outros dezesseis ainda em disputa. No plano brasileiro, desde a proclamação da República, em 1889, Bolsonaro é com certeza o mais controverso, polêmico e contestado ocupante da Presidência. Por tudo isso, em pouco mais de seis meses de mandato, o capitão pode ser qualificado com justiça como o pior dos 38 presidentes da história republicana.

Com seu inesgotável e diário talento vocabular para produzir absurdos, espancar a verdade histórica e aturdir a consciência do país, Bolsonaro faz jus a um, alguns ou vários dos adjetivos abaixo, que a imprensa escava para tentar definir, sob variadas circunstâncias, esse bizarro momento da história brasileira. Conferindo:

Ignorante, burro, idiota, imbecil, retardado, analfabeto, boçal, bronco, estúpido, iletrado, ignaro, ilegível, obscuro, sombrio, onagro, atrasado, inculto, obsoleto, retrógrado, beócio, rude.

Besta, animal, cavalgadura, quadrúpede, tolo, alarve, grosseiro, jalofo, lorpa, desajeitado, peco, tapado, teimoso, chucro, intratável, desalumiado, escuro, asnático, brutal, bruto, bugre.

Desaforado, descortês, duro, estólido, inepto, lambão, obtuso, palerma, sandeu, selvagem, toupeira, cavo, incapaz, insensato, incompetente, imperito, impróprio, inapto, inábil, insuficiente.

Abagualado, bárbaro, labrusco, sáfaro, insciente, inepto, insipiente, imprudente, leigo, alheio, estranho, profano, estulto, fátuo, mentecapto, pateta, toleirão, írrito, vão, oco, chocho.

Frívolo, fútil, vazio, definhado, enfezado, frustrado, abeutalhado, agreste, áspero, chambão, cavalar, desabrido, difícil, escabroso, fragoso, incivil, inclemente, indelicado, inóspito, pesado.

Roto, ríspido, rombudo, severo, silvestre, tacanho, tosco, covarde, poltrão, safado, baldo, infundado, mentido, nugativo, supervacâneo, curto, bordegão, asinário, bordalengo, calino.

Indouto, sinistro, arrogante, desinformado, alvar, atoleimado, estúpido, boçal, bronco, animal, disparatado, rude, azêmola, desajeitado, lanzudo, brutal, asselvajado, bestial, protervo.

Selvagem, truculento, violento, chulo, irracional, javardo, malcriado, desaforado, atrevido, insolente, descortês, inconveniente, indelicado, intratável, confragoso, cru, cruel, despiedado.

Difícil, implacável, penoso, tirano, triste, estólido, estouvado, néscio, abarroado, abrutalhado, achamboado achavascado, bárbaro, chaboqueiro, crasso, desabrido, grosso, labrego.

Maleducado, reles, rugoso, rústico, soez, tarimbeiro, abestalhado, aluado, babão, bobalhão, bobo, bocó, demente, descerebrado, desequilibrado, desmiolado, lerdaço, paspalhão, pastranho.

Sendeiro, toupeira, vão, bestialógico, insociável, mal-humorado, ranzinza, soberbo, panema, embotado, escabroso, inclemente, carniceiro, safado, entupido, obducto, boto, agro, balordo.

Todo santo dia, a língua solta e a cabeça mole do capitão-presidente renovam a necessidade de escavar novos adjetivos para definir sua inqualificável obra de governo.

Só com a ajuda de nossos principais dicionários, Aurélio e Houaiss, é possível dar uma ideia aproximada do que representa, até agora, a desastrada administração federal de Bolsonaro e seus maus exemplos, como a estúpida agressão ao presidente da OAB e sua condenável impostura histórica sobre o desaparecimento de um preso político tragado pela violência da ditadura que o capitão-presidente sempre exalta e rememora com cúmplice nostalgia.

Os 216 adjetivos e vocábulos acima, para uma ou outra circunstância, qualificam (ou desqualificam) com mais precisão o governo Bolsonaro.

Para avaliar os seus três filhos Zero — Flávio, Eduardo e Carlos —, de inegável influência sobre o pensamento (?) e os atos (!) do pai presidente, é necessária outra pesquisa nos dicionários.

Jornalista, foi consultor da Comissão Nacional da Verdade e é autor de Operação Condor: o sequestro dos uruguaios – uma reportagem dos tempos da ditadura (L&PM, 2008).

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Anônimos e famosos

A Gripe Espanhola não escolheu suas vítimas. O coronavírus também não escolherá

Custou, mas o coronavírus trouxe de volta a memória do flagelo que atingiu o mundo nos estertores da Primeira Guerra, em fins de 1918: a Gripe Espanhola. Não era uma gripe nem viera da Espanha, mas assim passou à história e, em menos de três meses, matou 50 milhões —quase dez vezes o número de mortos da própria guerra. Anônimos e famosos.

Na França, morreram o dramaturgo Edmond Rostand, autor de “Cyrano de Bergerac”, e o poeta Guillaume Apollinaire. Na Áustria, Sophie, filha de Freud, e o pintor de vanguarda Egon Schiele. Na Alemanha, o economista Max Weber. Em Portugal, Francisco e Jacinta, as crianças do “milagre de Fátima”. Nos EUA, os irmãos John e Horace Dodge, tubarões da indústria de automóveis, e Henry Ragas, pianista da primeira banda de jazz a gravar um disco. E muitos mais.

O Brasil teve 35 mil mortos. Só no Rio, onde morreram 15 mil pessoas, a Espanhola levou os irmãos Jorge e Antonio Lage, senhores da navegação marítima no país; a mulher e o filho do estadista Afranio de Mello Franco; o craque Belfort Duarte, do América, símbolo da disciplina no futebol; dois filhos menores dos eminentes jornalistas Eugenia e Alvaro Moreyra; e a cafetina Alice Cavalo de Pau, imperatriz dos bordéis da Lapa. O poeta Olavo Bilac morreu durante a Espanhola, mas não dela —já vinha com uma séria condição cardíaca que apenas se agravou.

E outro de quem se diz erroneamente que morreu na Espanhola foi Rodrigues Alves, presidente eleito em 1918 e que não tomou posse. Alves, como o chamavam, tinha um histórico de beribéri contraída no passado e que pode ter voltado em 1916, quando era governador de São Paulo. Ao contrário de sua expectativa, tanto que aceitou a Presidência, sua doença só piorou e lhe foi fatal. Quando morreu, em janeiro de 1919, a Espanhola já não matava ninguém.

Anônimos e famosos —o coronavírus também não fará distinções.

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Teatro Margem

A trajetória do mais irrequieto, produtivo e criativo grupo de teatro do Paraná.

Durante as décadas de 1960 a 1990, um sopro de renovação agitou o teatro na cidade de Curitiba. Uma nova geração entrava em cena, disposta a romper os laços com o teatro tradicional e buscar novos caminhos para a linguagem cênica. Conectados esteticamente com os movimentos de vanguarda teatral em curso na Europa e Estados Unidos, porém fortemente impregnados da prática antropofágica proposta por Oswald de Andrade e outros modernistas brasileiros, mas também antenados com o romance fantástico latino-americano; rebeldes pela juventude e, mais ainda, pela resistência ao regime de opressão que se instalara no País, esses novos militantes do fazer teatral curitibano fizeram importante trabalho de atualização da cena local, face ao que havia de mais inovador no cenário mundial.

Essa brisa começou a soprar em meados dos anos 60, com a criação do TEU – Teatro do Estudante Universitário, virou furacão entre 1968 e 1971 com o Grupo XPTO e tornou-se monção a partir de 1973, com o Teatro Margem, que levou essa flama adiante até o fim do século.

Alguns dos mais importantes atores, diretores, dramaturgos, músicos, iluminadores, produtores culturais e professores da arte dramática, que deixaram sua marca na cultura paranaense, escreveram a história do Teatro Margem. Personagens importantes do teatro, da música, da literatura, do jornalismo e das artes plásticas paranaenses desempenharam seu papel nesse grande espetáculo, como Manoel Carlos Karam, Antônio Carlos Kraide, José Maria Santos, Ione Prado, Beto Bruel, Regina Ortiz, Marcos Prado, Roberto Prado, Rogério Dias, Vera Maria Prado, Solda, Dante Mendonça, Elizabeth Destéfanis, Denise Assumpção, Luiz Antônio Karam, Leca Prado, Glória Flügel, Suely Kardosh,  e as bandas Vondas e A Chave.

Por sua importância cultural, dada sua grande influência sobre as novas gerações de artistas locais, exercendo influência decisiva sobre os caminhos de linguagem cênica disseminados pela cena curitibana neste início de século, a história do Teatro Margem e seus antecedentes precisa ser contada, antes que se perca na poeira do tempo. Algumas figuras centrais dessa história já se foram, como é o caso do dramaturgo/encenador/romancista, jornalista e agitador cultural Manoel Carlos Karam, mas muitas figuras centrais desse enredo estão aí, vivas e atuantes, para contar o que viveram.

O Teatro Margem  foi fundado por remanescentes do desfeito Grupo XPTO, em fins de 1971 estreando sua primeira montagem no Teatro Paiol no início de 1972, com as Três Peças Experimentais, seguida de As Aventuras de Um Diabo Malandro, no Guairinha, para em seguida fixar residência no antigo Teatro de Bolso, demolido no final dos anos 70 pela Prefeitura, para construção daquele quiosque que atualmente ostenta o seu nome em plena Praça Rui Barbosa.

Ione Prado e Alberto Centurião

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Mural da História


1|Agosto|2009

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A Velha Chama

O galês Dylan Thomas rebelou-se contra a morte iminente do pai, pedindo, num poema famoso, para ele não se entregar mansamente à grande noite, mas rugir, rugir contra o apagar da luz. Ou o apagar da velha chama, que foi como o Tom Jobim descreveu a morte.

A velha chama às vezes custa a apagar. Certa vez fui a uma homenagem ao Jorge Amado, em São Paulo, e descobri na chegada, que haveria outro homenageado na noite: o poeta Menotti del Picchia. Que eu pensava que não apenas estivesse morto, mas morto há muito tempo. O velho nunca ficou sabendo quem eu era e por que o abraçava com aquela alegria. Nem que meus parabéns entusiasmados não eram pelo seu prêmio, eram por ele ainda estar tão inesperadamente vivo, e de pé.

Viajando pelo interior da França, pegamos no rádio do carro um programa só com músicas do Charles Trenet. Justa homenagem, pensei eu: um programa inteiro em memória do cantor e compositor, falecido há quanto tempo mesmo? No fim do programa entrou uma entrevista com o próprio Trenet, ao vivo. Vivíssimo. Não me lembro de ter notícia da sua morte. O que sugere que ele ainda pode estar vivo, e cantando Douce France.

De vez em quando, levamos esses sustos, entre enternecedores e horrorizados, com a descoberta de que alguém que julgávamos morto continua existindo. O susto se repete principalmente com velhos astros de cinema. Alguém sai do túmulo – ou pelo menos do túmulo em que o colocamos, prematuramente – para receber um Oscar ou coisa parecida, e todos têm a oportunidade de dizer “Não é possível!”.

No fim, cada um que nos surpreende por ainda não ter partido é uma vitória do nosso lado: mais um que sonegamos do adversário. Uma espécie de ponto que julgávamos perdido, recuperado. Mais um que resistiu mais do que imaginávamos, e não se entregou mansamente à grande noite. E para quem a velha chama ainda brilha.

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Nora Drenalina recomenda

pasquimMillôr Fernandes, em maio de 1973, celebrou o número 200 d’ O Pasquim dizendo que “só mesmo o denodo e o estoicismo de uma plêiade de jornalistas imbatíveis no cumprimento do seu dever seria capaz de atravessar tantos obstáculos”. Ironia do mestre à parte, eu acho que foi isso mesmo.O jornal foi um dos maiores fenômenos do mercado editorial brasileiro. Isso se deve em grande parte porque O Pasquim conseguiu aglutinar, em nome de uma guerra santa contra as trevas, quase todos os melhores jornalistas brasileiros da época – entre os quais Jaguar e Sérgio Augusto, responsáveis por esta antologia. O volume II desta saga jornalística vai de 1972 a 1973, em pleno governo do general Emílio Garrastazu Médici, quando a economia crescia em ritimo chinês de hoje, e a liberdade era abafada à bala, tortura e censura.

Foi um país sufocado pela repressão sem limites do AI-5 que surgiu O Pasquim, em junho de 1969. O hebdomadário, parta usar uma palavra tão ao gosto da patota de coleguinhas, foi como uma mosca da canção de Raul Seixas e Paulo Coelho, que pousou na sopa da ditadura, perturbou o seu sono e ficou a zumbizar.Mas a caserna não tolerou aquele zumbido. Tanto que os milicos prenderam quase toda a redação do jornal em novembro de 1970. O jornal continuou saindo graças a alguns intelectuais da pesada que ocuparam o espaço dos presos.O jornal foi revolucionário não só na crítica política ou de costumes.

Ele renovou a linguagem jornalística. Numa época em que o texto dos jornais era muito rebuscado, O Pasquim escrevia como se falava, num estilo pessoal, coloquial e safadinho até. Ou, como diz o Jaguar: “ele tirou o paletó e a gravata do jornalismo brasileiro”. Até o seu formato tablóide hoje está na moda e é apontado por especialistas da mídia como o futuro dos jornais. Por tudo isso, bem vindo ao melhor do humor em tempos de cólera.

Ancelmo Gois

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A vez dos bancos pagarem a conta

Numa crise sanitária, as medidas governamentais para conter o avanço de epidemias devem garantir o direito à vida e o direito à saúde. Isso se faz mediante atos executivos e por meio das leis.

Na sociedade brasileira a economia tem sido dominada, de forma soberana, pelos bancos e instituições financeiras.

O produto interno bruto (PIB) de 1,1% no ano de 2019, duas reformas que não deram em nada, empobrecendo trabalhadores e aposentados, e o desemprego em 12% – são o resultado político da plena defesa dos interesses dos rentistas.

Também em 2019 os bancos tiveram um lucro de 60 bilhões, isto é, 15% de aumento no ano.

Multiplique-se este valor por quatro ou cinco vezes, pois há mecanismos contábeis que encobrem o lucro real nos balanços destas instituições.

Estes lucros escorchantes são resultado de processos políticos e tributários que garantem tudo isto e só aumentam os lucros a cada ano que passa.

O trabalho, a indústria e o comércio são escravos deste sistema econômico e transferem as suas riquezas às atividades rentistas que não geram empregos, nem riquezas coletivas ou sociais.

Neste cenário injusto, o Congresso Nacional deve tributar estes ganhos, de acordo com a Constituição, para transferi-los à sociedade. Portanto, há solução para a crise sanitária e econômica que bate às portas dos lares brasileiros.

O Brasil possui recursos para combater qualquer tipo de crise ou pandemia, basta que as instituições políticas busquem estes setores que enriquecem como jamais se viu na história econômica. Outros países fizeram isto, daí que muitas desas instituições se estabeleceram aqui, no paraíso rentista chamado Brasil

O excesso de ganhos e a altíssima lucratividade dos rentistas não se justificam à luz dos princípios constitucionais da garantia do desenvolvimento econômico, da promoção do bem de todos e da construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

É hora de quem sempre ganhou colocar as mãos nos bolsos e contribuir de forma justa e decisiva.

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O Vírus do Ipiranga

© Duncan Walker

(A partir da letra de Joaquim Osório Duque
Estrada e música de Francisco Manoel da Silva)

O vírus do Ipiranga nas margens pútridas
Do povo estóico o brado: saneamento!
E a insalubridade em valas múltiplas,
Manchou ao léu a pátria nesse relento

Se o fedor dessa desigualdade
Conseguimos disfarçar com pinho forte,
Em teu meio, ó sociedade,
Epidemia é o nosso jeito desde a Corte

Ó pátria atrasada,
mal-vacinada,
Salve, salve-se!

Brasil, um surto imenso, quadro típico
De pólio e lepstopirose a terra cresce,
Em teu raivoso céu, tristonho e fatídico,
A lembrança do barbeiro recrudesce

Distante, a vigilância sanitária,
É tifo, tétano, dengue hemorrágica,
E o teu futuro espera tanta malária

Terra incurada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó pátria mal-administrada!
Dos filhos deste solo és mãe senil,
Pátria atrasada,
Brasil!

II
Acamado eternamente em brejo esplêndido,
Com esquistossomose e males profundos
Reinauguras, ó Brasil, vibrião da cólera,
Contaminado no rol de rios imundos!

Do que a terra com mais pragas
Teus bisonhos governantes têm mais papo;
Nossos cofres mais larápios,
Nossos pobres sem esgoto têm mais chagas

Ó pátria atrasada,
mal-vacinada,
Salve, salve-se!

Brasil, bolor interno e sujo êmbolo
O micróbio que sustentas tá criado
Te liga, a febre amarela leva ao túmulo,
jaz no monturo e volta ao passado

Mas, se segues o paludismo como norte
Verás que os filhos teus aceitam o luto
Agora é brasileira a própria Morte

Terra incurada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,

Ó pátria mal-administrada!
Dos filhos deste solo és mãe senil,
Pátria atrasada,
Brasil!

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Tá dominado

JAIR BOLSONARO e EDIR MACEDO nos convencem que o coronavírus não mata, tudo fake: foi até a borda da Terra plana e despencou no éter. A esta altura já chegou em Marte, que também é plano. Porque o Universo é como a bolacha recheada, uma camada sobre outra, com o recheio no meio. Deus é o recheio.

Bolsonaro é a peste

JOE BIDEN e BERNIE SANDERS debateram ontem à noite para conquistar a candidatura do Partido Democrata à sucessão de Donald Trump. Cumprimentaram-se com os cotovelos, não com o tradicional aperto de mãos, sob as cautelas da saúde pública, para transmitir exemplo ao povo contra a contaminação do covid-19.

O PRESIDENTE DO BRASIL, supostamente infectado e infectante, sai à rua para abraçar seus fanáticos, sob a oposição do ministro da Saúde. Deu estímulo às manifestações contra o Legislativo e o Judiciário. Ele só não fecha os poderes, como disse que faria quando deputado, porque não há cabos e sargentos suficientes – ainda.

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Fraga

© Orlando Pedroso

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“Cabelo branco não é idade, cabelo branco é vaidade”

euDSC_0103Lina Faria, sempre fazendo. Autorretrato

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Playboy – Anos 1970

197008-Sharon-Clark1970|Sharon Clark. Playboy Centerfold

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Perto demais

O CURITIBANO resiste em seguir as cautelas contra o coronavírus. Por exemplo, manter dois metros de distância do interlocutor. É perto demais, excessiva intimidade.

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Zé da Silva

Pendurado por ganchos e exposto no açougue da vida, quem não? Muitos, mas estes são privilegiados por não terem dúvidas, não terem alma, funcionarem como o sexo dos animais. Lavou, tá limpo? Vai ver que é isso mesmo e idiotas são os que procuram todo tipo de feridas de dentro e aquelas dos que conseguem expor em literatura, imagens, sons, para tentar a salvação – que não existe. A coronhada na boca do bêbado estuprador de criança. Dentes ao chão. Um cão sarnento lambendo o sangue que escorre para o líquido podre do esgoto. O que fede mais? Depois de tomar banho, o do poder assinou o decreto que vai transformar a vida dos anônimos numa escalada de terror mais violenta do que o da ‘Casa dos Mil Mortos’ – mas este é a apenas um filme. ‘Feios, sujos e malvados’ também. A menina débil mental grávida do próprio pai na favela de Roma, a dos palácios dos papas da igreja católica. Perdoai-os, pai, eles não sabem o que fazem… Alguém apontou o indicador na minha direção. Estou num açougue, lembram? Tiraram os ganchos, me embrulharam. Fui levado. Aos porcos, para ser devorado. Que felicidade!

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Panis et circenses

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