sueñ0_rojo_cleo. © IShotMyself.

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Sampa

Levei meu calhambeque pro mecânico outro dia. Em alguma avenida da Zona Sul.  © Lee Swain

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Curtam

curtam-cartum-da-vinciLeonardo, o transgressor.

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Que país é este?

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Vacina contra político eleitoreiro

Quem acredita em “vacina do Doria” ou “vacina do Bolsonaro” precisa abrir os  olhos. Vacina não tem candidato, é candidato que tem vacina. Vacina boa é a que funciona e ponto final.

A última delas, no campo da Covid-19, foi produzida por Jair Bolsonaro. Como disse o Mario Sabino ontem, “depois que o Ministério da Saúde anunciou que comprará 46 milhões de doses da vacina da Sinovac, que serão produzidas pelo Instituto Butantan, em parceria com o laboratório chinês, o presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que a vacina não será comprada pelo governo. Em seguida, no Facebook, ele postou: “A vacina chinesa de João Doria: Para o meu governo, qualquer vacina, antes de ser disponibilizada para a população, deverá SER COMPROVADA CIENTIFICAMENTE PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE E CERTIFICADA PELA ANVISA. O povo brasileiro não será cobaia de ninguém. Não se justifica um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem. Diante do exposto, minha decisão é a de não adquirir a referida vacina.”

O que isso quer dizer? Que, passada o teatro eleitoreiro, o governo vai acabar comprando a vacina, com ou sem Eduardo Pazzuelo como ministro da Saúde.

Bolsonaro está jogando outra vez para a franja radical da turma dele nas redes sociais. A pegadinha é o pedaço em maiúscula.

Obviamente, a ‘vacina chinesa de João Doria’ terá de ser aprovada pela Anvisa, antes de ser aplicada na população, ninguém jamais disse o contrário.

Assim como a ‘vacina de Bolsonaro’, produzida pelo AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, também terá de passar pelo crivo da agência de vigilância sanitária.

Ambas estão em fase de testes e, portanto, não foram oficialmente aprovadas nem pelos fabricantes. Ou seja, Bolsonaro também comprou vacina ainda sem comprovação científica (e, lembre-se, distribui e recomenda cloroquina, remédio sem eficácia contra a Covid-19, como se fosse o ‘médico do Brasil’).”

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Nelson Motta conta em biografia como chega aos 76 sendo invejado por tantos

‘Tudo que conquistei na vida foi na base do papinho; na força eu nunca consegui nada’, diz o amigo profissional

Nelson Motta tem tantas atividades diferentes que talvez fique em dúvida na hora de se registrar num hotel e preencher o campo profissão na ficha de hóspede. Em todas as frentes de trabalho, um fator comum –carinho e lealdade aos amigos. Nelson é um amigo profissional.

Em seu trabalho em jornais, TV e livros, desde sempre escreve apenas sobre o que gosta. “Sou um Facebook humano. Curto uma coisa, então compartilho com os outros!”

Mesmo com a brincadeira, Motta evita os tribunais informais das redes sociais. “Eu me envolvo o mínimo possível. Faço o suficiente para divulgar minhas coisas e só. Sempre detestei polêmica, mesmo na época em que as polêmicas eram civilizadas. Sempre procurava fazer as pazes entre dois amigos. Hoje vejo um inferno das redes.”

Jornalista, escritor, roteirista, letrista, produtor musical, homem de TV, empresário da noite. Em todas essas áreas, Motta consagrou uma figura cordial, bem-humorada, que surge ao púbico como bon vivant, conquistador incorrigível e dono de um texto de excelência. E essa prosa fluente preenche as quase 500 páginas da autobiografia que chega às livrarias agora, “De Cu pra Lua: Dramas, Comédias e Mistérios de um Rapaz de Sorte”.

O título é uma brincadeira com a sorte, que admite realmente ter guiado muito sua vida. “Eu tinha o título antes do livro. Já começou uma polêmica com amigos, com as filhas”, conta Motta. “Mas estive com o Washington Olivetto em Londres e ele disse para manter, que era sensacional. Meu agente falou que poderia preocupar algumas pessoas, mas insisti. O cara que se chocar com isso não vai entender o livro, eu não estarei perdendo nada.”

O livro não tem o objetivo de fechar um balanço de sua vida. Ele segue trabalhando na TV e gravou duas temporadas para a GloboNews do programa “Em Casa com Nelson Motta”, mas escreveu a biografia num período de mais recolhimento, mesmo antes da pandemia.

Motta precisou operar uma fístula medular, entrando na sala de cirurgia com 50% de chances de não voltar a andar. Ele superou o problema, mas sente algumas limitações. Deu entrevista em seu apartamento, depois de uma sessão de fisioterapia.

“Vou fazer 76 anos no dia 29 de outubro, vivendo ‘day by day’, mais do que nunca. Eu reajo a isso, não me entrego a depressões da idade. Como parte da terapia para minha coluna e minhas pernas, comecei a fazer aula de boxe, há três meses. O professor foi me ensinando e eu adoro. É uma maravilha, melhora tudo fisicamente e coloco a raiva para fora. A cada soco eu penso no Crivella, no Bolsonaro, no Carluxo, no Carluxo de novo! Quem diria que iria acabar fazendo boxe. Tudo que conquistei na vida foi na base do papinho, da simpatia. Na força eu nunca consegui nada”, conta, rindo.

Depois de escrever vários livros, entre eles biografias de Tim Maia e Glauber Rocha, chama atenção a escolha de narrar seus 75 anos na terceira pessoa. Assim, o protagonista é Nelsinho, o rapaz de sorte. “Ficou divertido usar o Nelsinho porque posso sacanear com ele, criticar, posso até elogiar. Eu pude até me abrir muito mais, porque é a história dele, um personagem do qual me desvinculei. Fiz uma esquizofrenia voluntária e temporária”, brinca.

Colunista em períodos diferentes em jornais como Última Hora, O Globo e Folha, ele nunca escreveu diários. Para o livro, apelou à memória, que acredita ser excelente. “Eu vivo da minha memória. Minha geração foi privilegiada, porque teve na juventude a pílula anticoncepcional, na maturidade, o Viagra, e, na velhice, o Google. O Google é um companheiro que me faz lembrar coisas com mais detalhes.”

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Fraga

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Playboy|1970

1974_03_Pamela_Zinszer_Playboy_Centerfold-(1)1974|Pamela Zinszer. Playboy Centerfold.

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Ícone e coisa e tal

Gente humilde, cada vez fico mais abilolado. Não leio mais os jornais do dia. Passo longe da tevê da hora. Mas, às vezes é preciso ler alguma coisa num jornalão. Tal como os classificados pra arranjar um quarto pra morar. Abri o jornal de um dia qualquer e fui folheando.

Lá pelas tantas dei com um texto cercado, desses de colaboradores. Um professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná escreve ‘O ícone e o que ele representa’. Fui lendo e, como sempre acontece com textos de professores universitários, não entendi nada. Poderia pôr o texto inteiro aqui, mas destaco um parágrafo. O segundo: “A substancialidade icônica ou meio de representação artística do símbolo possui um significado filosófico digno de uma apreciação mais acurada, pois tem o sentido profundo de uma ontologia evanescente, virtual, que carrega em si, como num processo quântico, a própria alma da natureza.”

E depois dizem que eu é que sou complicado! Quer mais? Vá ler na Gazeta do Povo de qualquer dia. Eu, pessoalmente, me babo quando leio essas coisas. Começo a divagar com frases como ontologia evanescente, virtual, que carrega em si, como num processo quântico, a própria alma da natureza e vou até Marte.Pode me chamar de burro, de preconceituoso, mas não entendi patavina do que ele quis dizer. Mas adoro textos assim e até imito sempre. Me lembram fumaça de fogueira de pneus: preta, fuliginosa, fedida. Que sobe em rolos densos e entra no nariz deixando tudo preto. Fico pensando na alma da própria natureza e não imagino nada. Nada. Nem um processo quântico num sentido profundo de uma ontologia.

É escritor iconicamente evanescente.

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ralph-gibson-1974-leda-copyLeda – © Ralph Gibson

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Hindu e vindhu

O guru Maharishi Yogi Júnior, primo de Takabagana Nagavheta, década de 90, meditabundo.  © Gustavo Rayel Jr, adepto

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Faça propaganda e não reclame

photoshopdois

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Mural da História

3 de março|2010

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Barrio Gótico

BarcelonadoisSolda, numa tarde tórrida no Barrio Gótico em Barcelona Carmen Lúcia e eu entramos no botequim Los Picantes e nos entupimos de viño blanco heladito e pulpo a valenciana. O proprietário, Señor Urtiga y Basset, de maus bofes, nos tocou desalmadamente do local para poder hacer la siesta tranquila. Foi o fim da picanha como dizia um amigo italiano. Era 1985, século XX. D.C. Amplexos, Dico Kremer

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Nenhum canalha é ridículo

Minha fixação pela figura do canalha deu-se nos anos de chumbo. Eu ainda era uma criança. Lembro-me que conheci a palavra logo após uma briga na saída da escola. Depois de aplicar um soco nas ventas de um coleguinha, ele saiu chorando, o nariz latejando. Quando me dirigia para casa, uma matrona — mãe do menino — pegou-me pelo pescoço, sacudiu-o e gritou:

– Castelo Branco, Castelo Branco! Só podia ser parente daquele presidente canalha!

A palavrinha ficou registrada em minha mente por anos. Tinha vergonha de perguntar aos meus pais porque a senhora havia dito que existia um presidente infame com meu sobrenome. Seria eu, por conseguinte, um canalha-mirim? E minha avozinha, tão meiga, uma macróbia canalha?

Outro problema: sonora como era, a palavra poderia ser pornográfica, como punheta, xereca, siririca, xibiu. E proferir isto na frente de uma família nordestinamente patriarcal, seria algo muito canalha de minha parte.

Este pequeno artigo é o resumo de grande uma obsessão, de mais de 40 anos. Ele comprova a célebre frase de Nelson Rodrigues de que “nenhum canalha é ridículo.”

Como sempre, as definições dicionarizadas (do italiano, canaglia; sujeito vil e infame e do latim “canalia” — coletivo de “canis”, cão) não exprimem muito bem a subjetividade dos termos importantes.

Sem querer bancar o canalhocrata, mas os biltres merecem muito mais da nossa linguística nacional. Afinal de contas, não sejamos hipócritas: o Brasil é o maior celeiro de tratantes do Hemisfério Sul. Se a economia e a política prosseguirem nos moldes de hoje, brevemente nosso mais importante produto de exportação não será mais o café, a soja, os sapatos de Franca: serão contêineres e contêineres repletos de pulhas.

Países que desejarem incremento na baixaria de seus Congressos importarão canalhas-políticos “made in Brazil”; nações desejosas de achincalhar a sua imagem importarão canalhas-marqueteiros. Todavia, é bom que se diga, há correntes que defendem os canalhas-advogados como mais ISO 9000 que qualquer outro tipo de nefando.

O produto brasileiro é infinitamente superior a seus concorrentes das Américas Central e Latina.

Para um canalha nacional, 100% puro, a moral e os bons costumes são apenas uma nota de pé de página no livro da vida. O canalha tupiniquim não tem ideologia, tem primazia. Não rouba, malversa. Não se mete, mete.

E, claro, faz tudo isso com grande cordialidade, simpatia, suavidade. E de roupa.

Estudiosos da canalhice e da cafajestagem como fenômeno social afirmam que, no Brasil, existem 60 cafajestes diferentes para cada Frei Galvão. Por esses e outros exemplos constatamos que o sociólogo Gilberto Freyre poderia perfeitamente ter batizado seu mais famoso livro de “Casa Grande & Canalha”.

Ainda assim, e com todos esses atributos, o Brasil ainda está bem distante do Primeiro Mundo no quesito patifaria. Mesmo com tantos casos célebres, ainda falta muita calhordice até que se consiga produzir um canalha-premium como Donald Trump.

Publicado em Carlos Castelo - Blog do Zé Beto | Com a tag , | Deixar um comentário
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