Fraga

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Tête-a-tête com Jesus…

© Diácono Joyce

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Angela Yvonne Davis (Birmingham, 26 de janeiro de 1944) professora e filósofa socialista americana que alcançou notoriedade mundial na década de 1970 como integrante do Partido Comunista dos Estados Unidos, dos Panteras Negras, por sua militância pelos direitos das mulheres e contra a discriminação social e racial nos Estados Unidos e por ser personagem de um dos mais polêmicos e famosos julgamentos criminais da recente história dos Estados Unidos. © Reuters

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Aurora Szvesda. © Zishy

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Sigmund Freud. © La Khan

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Playboy – Anos 90

1997|Layla Harvest Roberts. Playboy Centerfold

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Baxo

© Glauber Gorski

Antonio César Marchesini. Nascido para matar em 1950, até hoje não matou ninguém. Também conhecido por “cometa”, nunca conseguiu parar em nenhum emprego. Passou pela F.B.A & Levy, Castelo Branco, Proeme, J.W. Thompson, Umuarama, Londrina, Curitiba, Cornélio Procópio e Assaí. Formado pelo CEPA (Centro de Estudos de Propaganda Aplicada) no Mackenzie, em 1970, de onde tirou a ideia de virar publicitário.

Dedicou sua vida ao surfe e outros esportes radicais, como forma de desenvolver habilidades no marketing político e de produtos. Hoje, com idade suficiente, tem certeza absoluta de que o insucesso na carreira deve-se ao fato de ninguém querer comprar o seu silêncio.

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Roma

É o prenúncio da segunda idade das trevas

Para você que, como eu, teme o fim do Estado laico e o avanço do fundamentalismo cristão; para você que se sente como uma patrícia da Roma Antiga, devota de Epicuro, que escuta o estrondo do Vesúvio do jardim de Herculano, aconselho assistir ao documentário “The Family” (Netflix), sobre uma organização conhecida como The Christian Mafia.

De Bill Clinton aos Bush pai e filho, de Reagan a Nixon, de Carter a Obama, passando por Trump, nenhum dos presidentes americanos deixou de marcar presença no National Prayer Breakfast, evento anual dessa congregação sem nome, com enorme influência política nos Estados Unidos e no mundo.

Idealizada durante a depressão americana da década de 1930 por Abraham Vereide, um imigrante norueguês bem relacionado, a irmandade nasceu da reunião de 19 empresários de Seattle, preocupados com o levante sindical que paralisou a cidade, exigindo melhores condições de trabalho.

Vereide acreditava que o clima de guerrilha instaurado nas ruas era fruto de um plano satânico executado pelos sindicalistas. Para salvar a sociedade do demônio encarnado nos operários era necessário não só o uso da força, como o uso da força em nome de Deus.

O prefeito e o governador eleitos na crise sairiam desse grupo cristão de homens de bem, massacrariam o movimento sindical, erradicando a esquerda do estado de Washington.

Durante a Guerra Fria, Vereide convenceu o presidente Eisenhower a encarar a luta contra o império comunista ateu como uma guerra santa, investindo na criação de um exército de líderes cristãos, formado para ocupar postos de comando estratégico no governo.

Oitenta anos depois, a ideia se transformaria numa irmandade empenhada em difundir um cristianismo forte, sem igreja, capaz de congregar republicanos e democratas para orarem em nome de interesses comuns.

O problema do cristianismo, afirmava Vereide, foi ter se dedicado à plebe, esquecendo-se dos homens de pulso firme, capazes de restaurar a lei e a ordem.

Se todos amarem o cordeiro, quem amará o lobo? E com um lobo ao seu lado, os cordeiros obedecerão. Concentre-se no lobo, diz a mensagem, e mostre a ele o grandioso poder da fé.

Quando Vereide morreu, Doug Coe assumiu a liderança da confraria, empenhando-se em torná-la invisível. “Quanto mais invisível for a organização, mais poder ela terá”, dizia o homem mais prestigioso de Washington, de quem nunca se ouvia falar.

Desde então, a Family tem praticado uma “diplomacia discreta”, como define Bush pai em discurso no National Prayer Breakfast, “para não dizer secreta”.

Admirador da paixão cega despertada por Hitler, Mao e Mussolini, e da fidelidade alcançada pela Camorra, Coe inicia uma ofensiva espiritual para além da fronteira, enviando congressista para a Europa, a ex-União Soviética, a África e a América Latina.

“Esqueça tudo o que você sabe sobre o cristianismo”, aconselha um dos membros, “Cristo não veio à Terra pelos puros, mas sim pelos doentes, pelos condenados pela justiça e pelos investigados por seus crimes. Não que a irmandade apoie essas ações, mas, por amor,  é nosso dever aproximar os homens maus de Jesus.”

E enquanto evangeliza e perdoa os lobos pecadores, com apoio financeiro da NRA, a confraria defende a moral e os bons costumes para a massa de cordeiros fracos.

Na Romênia, a Family influenciou o referendo para mudar a constituição que reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Na genocida Uganda, o missionário enviado não só fez o general ditador assassino e homofóbico Yoweri Museveni chorar, ao dizer que Jesus o amava, como semeou o preconceito que fez florescer políticos como David Bahati, autor do projeto de lei que defende a pena de morte para homossexuais. “Eu não quero matá-los”, declara o parlamentar, “quero apenas curá-los”.

E em nome de Jesus e dos escolhidos, das crianças, da família e da moralidade, abrem-se, debaixo dos panos, as portas da luxúria econômica do livre mercado de petróleo, minério, armas e afins.

Morte ao secularismo. Que se cumpra a missão de Paulo nas escrituras, a de levar a palavra de Cristo aos reis, em prol dos interesses do Estado.

Cheira a teoria conspiratória, mas que a série explica, em parte, a ascensão do poderio evangélico no Brasil e a devoção do lobo Messias, isso ela explica.

Trump, Putin, Gaddafi, Museveni, Jair… enquanto a alcateia de eleitos se locupleta, resta a nós, cordeiros, suportar com resignação as Damares, os Araújos e Weintraubs do Ministério Supremo da Fé.

É a queda do Império Romano e o prenúncio da segunda idade das trevas.

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Extra!

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As namoradinhas do Prof. Thimpor

Beatriz e Clara, safadinhas. © Myskiciewicz

Ana. Nosso romance terminou quando ela se entregou para um vendedor das Casas Pernambucanas. Atormentada pela traição, Ana fugiu para Alagoas três meses depois. Minha paixão por Ana durou até ela tentar vender minha coleção de figurinhas carimbadas para o dono da bomboniére do cinema. Ana foi a única capaz de pagar as contas do hospital quando nossas brigas descambavam para a pancadaria e ela descia a lenha pra valer.

Beatriz. Beatriz conquistou meu coração e meu colesterol quando amarrou os cadarços do meu sapato no rabo do gato da nossa família, um felino infeliz que acabou se suicidando num sábado chuvoso, depois de passar semanas internado numa clínica veterinária da cidade. Nossos encontros, a maioria escondidos, se davam sempre na curva do rio, debaixo do pé de eucalipto, quando ambos torcíamos para que o jipe do prefeito não surgisse na estradinha lamacenta e nos desse um flagrante inevitável. Num desses encontros Beatriz disse que desconfiava do meu amor, que eu não demonstrava uma ponta sequer de paixão, mas eu fiz que não ouvi, peguei minhas roupas e fui embora, sem olhar para trás, tornando as coisas mais difíceis ainda. Assim, Beatriz passou pela minha vida, balançando o meu coreto e devorando todos os sanduíches de nossos piqueniques.

Clara. A única dificuldade do nosso namoro foi uma irmã gêmea de Clara, Abigail, com a mesma cara, a mesma persistência e a mesma pinta na coxa esquerda. Quando eu pensava que estava com Clara, estava com Abigail, e vice-versa. Durante todo o tempo eu ficava tentando descobrir com quem estava saindo e nem podia prestar atenção no filme. Acabei descobrindo que Clara era a de voz fanhosa por acaso, ao ser esmurrado violentamente pelo amante de Abigail, um alemão parrudo, com um trinta-e-oito deste tamanho. Desiludido, pedi mais um conhaque e me apaixonei por Diana.

Diana. Conheci Diana na Churrascaria do Julião, ao ser atingido por um cupim mal assado, arremessado por um bêbado atrevido. Diana foi quem segurou o bêbado, pagou a conta e me tornou um vegetariano incontido. Hoje passo ao largo quando ouço falar em bife a cavalo. Tudo o que restou do nosso romance foi uma samambaia mal cuidada que enfeita a sala de costura de titia.

Gilda. Era a única disponível na festa, estava alucinada e não sabia dançar. Mas o sábado foi magnífico e se não fosse um tango mal acabado o fim de semana teria sido perfeito.

Hortênsia. Ela se recusou a dizer seu nome durante semanas e foi nesse período que gastei todas as minhas economias em pescarias insossas e pacotes de algodão doce, sem falar nos pés-de-moleque. Uma paixão passageira, mas gratificante.

Lúcia. Apaixonou-se subitamente pelo Caubi Peixoto, arrumou as malas e viajou para Minas, levando parte da minha vida e o dinheiro do aluguel da quitinete.

Maria. Argentina, Maria Ornitorrinco sumiu quando voltei com os ingressos para o teatro. Quem souber do seu paradeiro é favor avisar que a peça estava ótima.

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“Bacurau”: era uma vez no nordeste

O texto seguinte foi produzido por um dos participantes do 4.º Workshop Crítica de Cinema realizado durante o 27.º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema.

Dir-se-ia não ser estranha a figura do forasteiro na filmografia de Kleber Mendonça Filho. Forasteiros, a bem dizer, e sem ser alguém de passagem, já conhecemos os agentes de segurança d’O Som ao Redor (2013) ou os (igualmente agentes) imobiliários de Aquarius (2016). Elementos perturbadores que, vindos de súbito, sem que saibamos muito bem de onde e com que reais intenções, irrompiam sobre uma ordem estabelecida, colocando em causa um status quo comum a uma comunidade – a de uma rua, a de um prédio ou, agora, a de uma pequena cidade do interior do Brasil.

Em Bacurau (2019), cidade fictícia – e, como tal, verdadeiramente fora do mapa –, esta ideia do forasteiro é ainda mais potenciada por Mendonça Filho e Juliano Dornelles, seu colaborador de longa data que agora também assina a realização, através da aproximação que se faz sentir, de forma desvelada, a um género cinematográfico que tipicamente recorre a este conceito: o western. A pacata cidade que baptiza o filme (e que designa também um ave noctívaga), sita num “Oeste brasileiro” (enunciação curiosa que é, simultaneamente, definida e indefinida), vê a sua pacatez e tranquilidade perturbada pela chegada de dois viajantes aparentemente de passagem – brasileiros, sim, mas também outsiders: dizem ser do Sul do país e, conforme nos avisa uma vendedora à entrada de Bacurau, auguram mau presságio.

Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles transpõem essa ambiência a que usualmente associamos ao western para o Brasil e suas complexas idiossincrasias.

O casal de viajantes nacionais trabalha afinal, saberemos mais tarde, para um grupo de estrangeiros – e não será despropositado referir que este conjunto se compõe por americanos, alemães e italianos (nacionalidades com relativa presença no país graças a sucessivas vagas migratórias) – fazendo-o com o obscuro desígnio de cercar a cidade e levar a cabo uma chacina. O referido dispositivo transporta-nos, assumida e abertamente, para as premissas do western na história do cinema, em que os cercados são impelidos a defenderem-se por si próprios e, não raras vezes, com o auxílio de outlaws aceites pela comunidade, mas não pelo poder institucional. Em Bacurau, será Lunga que assumirá esse papel com especial graça e impacto.

Ecoa no filme o signo de Howard Hawks e de Sergio Leone, presenças que remetem para uma forma de tratar um género e as suas declinações, mas o maior eco deste filme será porventura John Carpenter na sua variação do western que, a bem dizer, enquadrou na contemporaneidade, nesse extraordinário filme ao qual se deu o nome de Assault on Precinct 13 (Assalto à 13.ª Esquadra, 1976).

Não descurando, a bem dizer, tais signos e fantasmas, Mendonça Filho e Dornelles transpõem essa ambiência a que usualmente associamos ao western para o Brasil e suas complexas idiossincrasias. Aliás, para um Brasil, como se disse, do futuro, mas bem poderia ser o Brasil de hoje – sintomático, porventura, da aparente irresolubilidade  dos problemas que desde o início consomem a sociedade brasileira na longa cronologia: a violência (que o filme incorpora com particular vividez), o jugo de uma população a um poder corrupto, a dicotomia entre regiões do país, mas também o Brasil na sua relação com o exterior, com o “primeiro mundo”.

Se é verdade que a dupla de cineastas pernambucanos namoram o género do western, a verdade é que também dele se afastará (como aliás o já fazia Carpenter), ainda que aceitando determinadas codificações que são caras ao aludido género. Rejeita, todavia, o pastiche: basta pensar na própria paisagem brasileira, que é contrastante daquela a que nos habituamos a ver no dito género (embora igualmente impactante), mas também a desvelada incorporação da dimensão do místico, do popular, e até mesmo do onírico a que estas terras propiciam.

Feitas as contas, Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles fazem entoar nesta elegia a uma cidade interior (e que podia ser qualquer outra cidade), um sentimento de esperança de que as coisas podem mudar, como nos demonstrou a determinação dos habitantes de Bacurau no combate ao inimigo comum (pois sim – afinal não é um western, não, mas será afinal um filme militante…!)

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Desbunde!

aliaAlia. © IShotMyself

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Soy loco por Teresina!

O cartunista que vos digita e Wanessa Janssen, Salão Internacional de Humor do Piauí, Teresina, 2012. © Vera Solda

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República dos Bananas

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Do faroeste soviético às guerras mundiais

Cinéfilo de carteirinha, curitibano vai ao Rio conhecer o faroeste soviético

Cinéfilo de carteirinha, em 2016 um amigo chegou a ir de Curitiba ao Rio de Janeiro só para conhecer de perto o chamado faroeste vermelho. Isso porque tinha lido uma matéria de Paulo Virgílio, da Agência Brasil, sobre uma mostra retrospectiva (inédita no país) na Caixa Cultural: 17 filmes produzidos ao longo do século 20 “em países do então bloco soviético com as mesmas características do western, gênero clássico do cinema norte-americano”.

Embora influenciados pelo western, esses filmes faziam uma inversão ideológica das figuras do cowboy do Velho Oeste e do indígena. Caso de O Sol Branco do Deserto, de Vladimir Motyl, produção soviética de 1969, em que o mocinho é um soldado soviético no leste europeu, e Os Filhos da Grande Ursa, de Josef Mach (Alemanha Oriental, 1966), no qual “o índio é apresentado como protagonista da luta contra o imperialismo”.

Bangue-bangues aventurosos

Ainda da Agência Brasil: de acordo com um dos curadores, Pedro Henrique Ferreira, os filmes que integram a mostra diferem das demais produções soviéticas exibidas no Brasil no século passado.

– Não imaginamos uma produção mais popular quando pensamos em arte soviética de modo geral. São bangue-bangues aventurosos, que lembram filmes americanos e italianos. Eles tinham uma plena consciência do que acontecia cinematograficamente no resto do mundo.

Além da programação de filmes, a mostra promoveu debates e a exibição das duas partes do épico Siberíada (1979), de Andrei Konchalovsky, um dos mais importantes cineastas russos.

Voltando ao cinéfilo de carteirinha: semana passada, numa banquinha de revistas, encontrou um exemplar da revista Super Interessante/Dossiê:

– 101 FILMES DE GUERRA – As batalhas mais épicas, os traumas dos veteranos, os heróis solitários. Um guia para você ir direto às melhores produções.

Comprou um exemplar. E, entre outras coisas, ficou sabendo que, entre os cineastas veteranos de guerra, está Oliver Stone, que ganhou o Oscar de melhor diretor com os filmes Platoon (1986) e Nascido em 4 de Julho (1989). Stone participou da guerra do Vietnã e recebeu a Estrela de Bronze de Honra ao Mérito.

Mas, na página 22, no texto sobre A Queda – As Últimas Horas de Hitler, o leitor topa com o que se poderia chamar de tiro no pé ou coisa de quinta-coluna: Eva Anna Paula Braun, a Eva Braun, é citada como Eva Brown.

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Poluicéia Desvairada!

Levei meu calhambeque pro mecânico outro dia. Em alguma avenida da Zona Sul.  © Lee Swain

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Zé da Silva

Minto a idade. Eu posso. Quem manda em mim sou eu. Aprendi isso quando não mandava porra nenhuma – mas gostei. Há teorias sobre minha mentira. Eu invento. O que a gente não inventa? Inventamo-nos 24 horas por dia/noite. Uma é A que estive perto de morrer aos cinquenta. É verdade, mas pode ser mentira. Quem manda em mim… ah, já falei! Eu minto que tenho muito mais do que o carimbado desde que nasci numa maternidade com o nome da mulher de um dos políticos mais ladrões da história do país – o que não é pouca coisa. Coloco 10 anos em cima o que diz o calendário – e nessa idade é coisa para ser chamado do Matusa, como um amigo que carrega o apelido desde os tempos colégio. O “não parece” que sempre vem é como elixir para aguentar mais um ou dois anos até esticar as canelas, se não for atropelado antes na calçada. Minto. Até nisso. Fiz o pacto. Quem manda em mim sou eu – e eu sou.

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Tempo

cartaz-kafka

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Yuri-Pritisk-2© Yuri Pritisk

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