WANESSA CAMARGO desculpa-se com o brother pardo que causou sua expulsão do BBB e pede encarecidamente que lhe ensine a ser “antirracista”. O moço ainda não respondeu, embora viva o drama racial. O Insulto mete a colher e dá a receita que aviou, embora para outro tratamento: faça teste do DNA racial (este que vos bloga fez e descobriu antepassados negros e judeus, sem no entanto definir a ordem, mas como o paterfamilias veio da Sicília pode ter sido um judeu sarraceno, negro como os judeus da Bíblia).
COM O TESTE, La Camargo descobrirá que tem sangue negro e índio, pois basta o olhar para seu pai e tio da dupla DiCamargo & Luciano para constatar o óbvio: que os brasileiros têm um pé da taba, outro na senzala ou, caboclos, ambos em ambas. Também irá descobrir que os piores racistas são os ex-negros. Ela que fique no antidolabella que está de bom tamanho. Dia desses amigo judeu mandou recado para Gerald Thomas, o diretor de teatro que dizia que com a guerra em Gaza passou a ter vergonha de ser judeu.
ESSE JUDEU, meu parente por alguma afinidade (torcemos para times rebaixados), rebateu em cima, em raciocínio no qual teimo e não alcanço o episteme básica: “Então que se converta judeu, que nós judeus não precisamos de judeus como ele”. É isso, Wanessa Camargo precisa se converter em preta. Pra isso nem precisa aulas com o ex-brother.












Sérgio Mercer – 1943|1996. Fomos colegas de bar no ‘Bebedouro’ e de trabalho no departamento de criação da Exclam Propaganda. Fui seu sucessor na presidência do Clube de Criação dos Publicitários e seu editor na revista ‘Quem’, onde ele assinava artigos sobre restaurantes sob o codinome de Barão de Tibagi. Era um figuraço. Não deixou sucessores. Quando bebia, era contador de piadas, fazia imitações e cantava. Parou com a garrafa e, para alívio dos amigos, continuou o mesmo. Poucos dias antes de morrer caminhamos por uma meia hora no parque Bariguí. Reclamou das mulheres sem bunda e deixou um lamento que com o tempo tornou-se lenda – e um axioma, uma verdade absoluta: – Cuidado com a mulher sem bunda. Mais cedo ou mais tarde, ela vai te aprontar uma, pois nasceu com defeito de fabricação. Continuava fã dos discos em vinil. Tinha milhares em casa, de todos os gêneros. Eu, quando ia a São Paulo, desembarcava direto no Museu do Disco e sempre trazia um presentinho para ele, Nina Simone, Winton Marsalis, jazz, MPB. – Menino – me disse – as ‘bolachas’ estão no fim. CD a gente pode ouvir até 10 mil vezes. Escutava de tudo. Lia e via também.


